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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 522 – dezembro 2005

 

O CATOLICISMO E AS DEMAIS DENOMINAÇÕES CRISTÃS

 

Por ocasião dos Encontros ecumênicos de cristãos, pergunta-se: Por que a Igreja Católica não se filiou ao Conselho Mundial de Igrejas? -A resposta é a seguinte: O Conselho Mundial de Igrejas reúne denominações que romperam a sucessão apostólica, ao passo que a Igreja Católica a conservou incólume através dos seus vinte séculos de existência. Essa diferença é muito importante e justifica a não adesão. Com efeito; Jesus prometeu aos Apóstolos e seus sucessores assistência infalível (cf. Mt 28, 18-20). Disto se segue que, onde há a sucessão apostólica, existe a garantia da fidelidade ao patrimônio da fé e da Moral, apregoados por Cristo; Ele mesmo, sacramentalmente presente à sua Igreja, lhe assegura a indefectibilidade. A Igreja Católica, por isto, tem consciência de ser portadora da correta interpretação do Evangelho. E isto... não porque tenha mestres mais iluminados, mas porque o Senhor Jesus a quer assim beneficiar.

 

Poderá um dia a Igreja Católica filiar-se ao Conselho Mundial de Igrejas? - Esta hipótese não é absurda, mas, em caso positivo, deveria ficar bem claro que a Igreja não quer professar relativismo religioso nem quer hesitar no tocante à autenticidade singular do Credo por ela professado. Tais condições parecem ser de difícil realização.

 

Pergunta-se então: se assim é, como se explica que a Igreja Católica tenha parte no CONIC ou Conselho Nacional de Igrejas Cristãs? Eis a resposta: a Igreja Católica entrou no CONIC não a título de quem procura a Verdade (e isto deve ficar bem claro ao público observador), mas a título de quem deseja dialogar no diálogo ecumênico. Este exige contato pessoal que dissipe preconceitos e abra caminhos que levem à unidade almejada por Jesus (cf. Jo 17, 21 s). O fato de que outras denominações cristãs participem da Campanha católica da Fraternidade em cada Quaresma é um fruto positivo da convivência do CONIC, que não implica relativismo doutrinário. Ecumenismo exige coragem para vencer preconceitos indevidos e cautela para não cair no relativismo.

 

Os cristãos de boa vontade dão passos necessários para atingir a meta proposta pelo Senhor Jesus, mas só Ele pode dar eficácia a esses esforços.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

 


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