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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 525 – março 2006

AINDA FREUD E A RELIGIÃO

 

Extrato da obra "Jesus, o maior psicólogo que já existiu"

"Freud odiava a religião. Não creio que seja necessário abordar aqui a criação religiosa de Freud e o que fez com que ele tivesse tanta raiva da religião. Para Freud, ela era uma ilusão que as pessoas usavam para defender-se do sentimento de que estavam desamparadas no mundo. Segundo essa perspectiva, as pessoas vivem de forma superficial, escondendo-se atrás de rituais e regras religiosas, em vez de enfrentar significados e sentimentos mais profundos. Algumas pessoas de fato fazem isso, principalmente os fundamentalistas religiosos. Mas na vida de Dylan a religião estava tendo o efeito oposto do que Freud imaginaria.

Jesus discordaria da opinião de Freud a respeito da religião. Para ele, reconhecer a nossa impotência era um sinal de maturidade espiritual, e pedir a ajuda de Deus e dos outros era a melhor coisa a ser feita. A religião não foi feita para ser uma defesa contra a sensação de desamparo; ela é uma resposta positiva a este sentimento que nos abre a um relacionamento com alguém capaz de nos ajudar quando precisamos. Para Jesus, todos vivemos sensações de desamparo e todos necessitamos de Deus" (p. 92).

Obra apresentada à p. 134 deste fascículo.

 

Jesus, o maior psicólogo que já existiu, por Mark Baker. Tradução de Cláudia Gerpe Duarte. - Ed. Sextante, Rio de Janeiro 2005, 191 pp.

 

O autor é um psicoterapeuta que procura reconciliar entre si a psicanálise e a Religião, conflitantes nas obras de Freud. Para tanto serve-se de sua densa experiência de terapeutas mostrando em casos diversos como as normas do Evangelho coincidem com as da Psicologia para recuperara saúde ou o equilíbrio mental dos pacientes. Eis como se refere ao conflito, que levava Freud a dizer que Religião é muleta, útil a quem não goza de pleno bem-estar:

"Felizmente, psicólogos contemporâneos estão reavaliando muitos das idéias de Freud, inclusive seu preconceito em relação á religião. Venho acompanhando esse processo com entusiasmo há vários anos. Os pontos de concordância entre as teorias contemporâneas e os ensinamentos de Jesus têm me impressionado.

Muitos livros já foram escritos sobre esses ensinamentos. Entretanto, eu gostaria de acrescentar algumas reflexões novas a respeito dessa antiga sabedoria. Os estudos que fiz sobre as teorias psicanalíticas contemporâneas possibilitaram-me interpretar as palavras de Jesus sob um novo prisma e enriqueceram a minha vida e a vida dos meus pacientes" (p. 8).

 

O livro é válido.

 

Dom Estêvão Bettencourt


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