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Artigo

TL - Depredando a Igreja com o martelo e a foice

Fonte: A Catequista

A beleza da fé cristã não pode ficar restrita aos templos e sacristias: sua luz deve irradiar na família, na escola, no trabalho, nas universidades e também no âmbito social. Assim, os católicos devem estar atentos e prontos a socorrer àqueles que sofrem, pois Jesus dirá no Fim dos Tempos:

"Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim."

(Mt 25,34-36)


Fiel ao Evangelho, há séculos a Igreja Católica brilha entre os homens como a maior instituição benemérita do mundo. Temos um exército incomparável de religiosos e leigos espalhados por toda a parte, realizando os mais diversos tipos de obras em prol dos mais necessitados.

Tendo como ponto de partida a reflexão a situação de pobreza à luz da fé cristã, nos anos 1970, ganhou força na América Latina a Teologia da Libertação – TL. Seus teólogos propõem o engajamento político como fator essencial na defesa dos oprimidos.

Os membros da TL se organizam por meio pastorais chamadas Comunidades Eclesiais de Base – CEBs – que apoiam a formação de redes de solidariedade e a militância política, visando à melhoria das condições de vida dos mais pobres.

Até aí, tava tudo bem, maravilha. Tanto que, em 1986, o Papa João Paulo II dirigiu uma carta aos bispos do Brasil, afirmando estar convencido que a Teologia da Libertação era "não só oportuna, mas útil e necessária” (1). Nesta mesma carta, JP II destacava a responsabilidade dos bispos em zelar para que essa teologia se mantivesse absolutamente fiel aos ensinamentos da Igreja. Mas parece que este trecho a galera não leu:

“Deus os ajude a velar incessantemente para que aquela correta e necessária teologia da libertação se desenvolva no Brasil e na América Latina (...), em plena fidelidade à doutrina da Igreja...” (1)

A esperança do nosso saudoso Papitcho de que a TL andasse de mãos dadas com o Magistério da Igreja não se concretizou. Antes, os mais eminentes teólogos da libertação e boa parte de seus seguidores preferiram se unir a Marx, profanando nossos templos com a divulgação maciça do materialismo ateu. Pregar a doutrina da Igreja, a moral cristã, os sacramentos, tudo isso virou “frescura” diante da necessidade de resolver o problema da pobreza. Sobre essa ideologia demoníaca nos advertiu o então Cardeal Joseph Ratzinger:

"Sem resposta para a fome da verdade, sem cura das doenças da alma ferida por causa da mentira ou, numa palavra, sem a verdade e sem Deus, o homem não se pode se salvar. Aqui descobrimos a essência da mentira do demônio. Deus aparece na sua visão do mundo como supérfluo, desnecessário à salvação do homem. Deus é um luxo dos ricos. Segundo ele, a única coisa decisiva é o pão, a matéria. O centro do homem seria o estômago." (2)


Nas missas e atividades de catequese, nada de falar de santidade, de libertação do pecado... Só da libertação social. A meta é alcançar a igualdade a todo o custo, nem que, para isso, seja preciso pegar em armas e apoiar a ação de assassinos e terroristas.

Nos anos 60, muitos religiosos brasileiros cooperaram com os militantes da esquerda na luta armada. Tanto que o guerrilheiro Carlos Marighela foi morto em um encontro marcado com alguns frades franciscanos, que foram presos na ocasião. Anos depois, na Nicarágua, o sacerdote Gaspar Garcia morreu com o fuzil nas mãos; no Peru, a monja Nelly Evans abandonou o mosteiro e passou a integrar o grupo terrorista Sendero Luminoso.

Por toda a parte onde a TL se espalhou, a Igreja perdeu um grande número de fiéis: não ouvindo mais a mensagem autêntica de Cristo na Santa Igreja, foram buscá-la nas seitas protestantes. O discurso da TL angariou simpatizantes entre intelectuais, os músicos do Leblon e os estudantes de classe média. Mas, paradoxalmente, espantou os pobres, que ficavam boiando com aquele blá-blá-blá idiota.

Papa JP II dando pito no Pe. Cardenal


Em 1980, a coisa já estava quase fora do controle. Vocês já viram o João Paulo II ser vaiado? Pois na Nicarágua ele foi, a ponto de não poder continuar o seu discurso. Em sua visita ao país, em 1983, o beato foi hostilizado pelo povo por condenar a participação de clérigos na revolução sandinista (governo comunista).

Antes disso, ao botar os pés no aeroporto de Manágua, o Papa deu o maior esporro no padre Ernesto Cardenal, metido até o pescoço com o governo sandinista (veja aqui o vídeo do episódio).

A quase totalidade dos teólogos da libertação – vamos deixar um espaço muito generoso aqui para as raras exceções – chafurdou na lama do marxismo, levando uma multidão a clamar por Jesus pelos motivos errados. Tal qual como no Evangelho, após o milagre da multiplicação dos pães e peixes:

"E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura. Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: Mestre, quando chegaste aqui? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos."

(João 6,24-26)

E, de forma idêntica àquela multidão, que em seguida abandonou o Cristo, chamando-o de louco, muitos dos partidários da TL passaram a cuspir no Senhor e na Sua Igreja. Coisa banal é ver padres e freiras ligadas a este movimento abandonarem suas vocações e a fé católica. Outros tantos permanecem dentro da Igreja destruindo-a por dentro, levando o povo a duvidar dos milagres e da natureza divina de Jesus, defendendo o aborto e o casamento homossexual, difamando o Papa e atacando o celibato sacerdotal.

No Brasil, os principais representantes da TL de influência marxista são:

Leonardo Boff, ex-frade Franciscano que largou a batina;

Frei Betto, dominicano;

Juan Bautista Libânio, jesuíta. Suas últimas abobrinhas heréticas foram divulgadas pela editora católica (?!) Paulus, na coluna amarela dos folhetos O Domingo, distribuídos nas missas;

Pedro Casaldáliga, CFM, bispo espanhol radicado no Brasil.

Além destes, uma penca bispos e padres filhotes de Fidel ainda infestam o país. Seu potencial de dano à Igreja é bem maior do que o dos protestantes; estes ao menos, falam mal de nós e pregam suas doutrinas estranhas fora de nossos muros. Já o clero vermelho é como um câncer: dispersa o rebanho e promove a heresia do alto dos nossos púlpitos, publica livros escandalosos com os recursos das nossas editoras, pisa na fé das crianças e jovens nas salas de aula das universidades e escolas católicas.


Até onde sei – se eu estiver errada, ficarei grata em ser corrigida – a Igreja jamais condenou a Teologia da Libertação como um todo, mas sim as diversas correntes desta teologia que se baseiam nas teses marxistas. Isso foi feito por meio de instruções como a Libertatis nuntius (3). Na prática, só ficam isentos a minha Tia Matilde (que é TL, mas jura que odeia Marx) e mais meia dúzia de membros da TL que milagrosamente não se contaminaram com os desvios pregados pelos teólogos da libertação.

Em 2009, falando aos bispos do Brasil, Bento XVI voltou a chamar a atenção sobre os perigos desta teologia desviada:

“...vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.” (4)

O presidente da Venezuela, H. Chavez, explorando a imagem do "Cristo Revolucionário". Pai perdoai-os, eles não sabem o que fazem..."


Eu não sei quanto a vocês, mas eu já tô muito de saco cheio dos católicos comunistas que insistem em fazer ouvido de mercador aos apelos do Papa. Já foram tantas as súplicas, as exortações, as instruções, as homilias... E esse pessoal segue impenitente, frequentando as missas com a cara do Che estampada na camiseta!

Quer saber? Comunas católicos, peguem o martelo e a foice e joguem na lata do lixo, porque isso não leva a nada, irmãos!

*****

Fontes:

(1) Site do Vaticano. Carta do Papa João Paulo II aos bispos da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil. 09/04/1986

(2) Cardeal Joseph Ratzinger, O Caminho Pascal - Curso de Exercícios Espirituais realizado no Vaticano na presença de S.S. João Paulo II, Loyola, São Paulo, 1986, p. 14-15

(3) Site do Vaticano. Libertatis nuntius - Instrução sobre alguns aspectos da teologia da libertação. 06/08/1984

(4) Site do Vaticano. Discurso do Papa Bento XVI aos prelados da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil dos Regionais Sul 3 e Sul 4 em visita "Ad Limina Apostolorum". 05/12/2009


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