ÉTICA E MORAL (187)'
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Artigo

Pornografia: porta da luxúria

 

 

Sergio Sebold

Economista e pesquisador independente

 

O sexo criado por Deus é a união necessária de dois seres, homem e mulher, fisicamente diferentes e independentes, para perpetuação da espécie. Esta é a regra biológica. Num sentido pleno, todas as espécies vivas animais, inclusive as plantas, seguem exatamente a mesma regra.

 

Com uma visão mais amadurecida, dá pena ver o que mais circula pela internet e pelos whatsapp : bobagens, piadas chulas, fotos provocativas, cenas de nudez, vídeos pornográficos, que por facilidade tecnológica não respeitam mais crianças de qualquer idade; sem conteúdo cultural, pura perversão moral. Pela baixaria formam-se grupos sociais específicos de relacionamentos em redes, sendo maior a difusão de imagens do sexo explícito.

 

Segundo estudos especializados, a pornografia na Internet, supera os viciados em “crack” e outras drogas conhecidas. Os viciados em drogas são visíveis pela deterioração física; a pornografia, não; pertence a um mundo irreal, virtual, isto é, deteriora a mente das pessoas para desembocar no comportamento anormal do relacionamento social, indo para a depressão, assédio sexual até o estupro, e por fim ao suicídio; tudo pelo vazio interior que se cria nos indivíduos acumulados de fantasias eróticas doentias.

 

Em torno de 30% do tráfego produzido na internet a nível mundial, segundo instituto Max Planck, se refere à pornografia. Os sites especializados nesse segmento produzem mais de 150 milhões de páginas na web, visitadas por outros milhões de curiosos (voyeurismo ou mixoscopia) e, não menos, de jovens imberbes. Isto permite o ingresso de zilhões de dólares superando grandes companhias como Google, Microsoft, eBay, Appel ou Netflix.

 

Para acessar estes sites pornôs, não há limitação de tempo e espaço, em qualquer lugar do mundo. Há sempre uma disponibilidade de acesso. A limitação física por computadores ficou livre, agora mais ainda, com os celulares através de diversos aplicativos. Assim, como outros “avanços” culturais, a pornografia (*) se converteu em algo “natural” pela divulgação sem qualquer pudor nas condutas sexuais; cada site ou difusor de cenas procura “se esmerar” na criatividade para satisfazer o gosto de um público ávido de Eros levando seus voyeurs ao niilismo nietzschiano.

 

Estamos numa completa “erotização” da cultura, ou mesmo de ”pornificação” da sociedade (**), na qual tudo agora é permitido, criando-se ícones e modelos sexuais para todos os gostos de consumidores.

 

Esta nova droga virtual (cibersex) tem efeitos no cérebro das pessoas que a “consome”; depois de longas horas de exposição há uma modificação da massa encefálica segundo aquele instituto alemão. O viciado começa a perder a noção da diferença entre o bem e o mal, o que é certo ou errado. Torna-se dependente de toda sorte de desmandos como taras sexuais, pedofilia, zoofilia..., chegando à violência do estupro... Cria uma desordem na personalidade perdendo o senso crítico de ordem espiritual, moral e social.

 

A análise daquele instituto alemão identificou que o gênero feminino, que por tradição era mais pudico em relação ao sexo, está bombando nesta via da degradação. A degringolada moral, que chega a proporção de uma em cada quatro pessoas, é de mulheres acessando esses sites. Entre os países, são chineses, japoneses, americanos e sul-coreanos os mais ávidos por esse tipo de “distração”. Num sentido mais apurado são justamente países que enfatizam o conforto material. A média diária é de 266 novos sites do gênero na internet.

 

Diante dessa celeridade exponencial da pornografia online, já está havendo reações de diversos setores científicos e políticos, como médicos, educadores e pessoas que lidam com jovens pelo mundo inteiro. Desse modo, há uma enxurrada de livros e artigos de imprensa tratando do problema, inclusive setores de governos buscando providências para contornar esse imenso dragão da degradação. No estado de Utah, nos EUA, debate-se em nível legislativo como enfrentar este problema da pornografia visto o “efeito prejudicial na família, porque diminui nos homens jovens o desejo de casar, gera insatisfação no matrimonio e multiplica a infidelidade”.

 

A mídia através de seus agentes poderosos, a televisão e agora internet, leva a pornografia ao paroxismo erótico veiculada até em publicidade de dentifrício, bombons, roupas..., numa banalização do erotismo bestial do comportamento humano. Até na linguagem se observa esse fenômeno, onde a boa educação pelas palavras se foi para a lata de lixo da depravação; tudo pela falsa moral dos “direitos da cidadania”. Nas trocas de mensagens via Facebook, a linguagem de palavrões de baixo nível corre solta, onde crianças têm acesso passando a incorporá-la ao seu universo de vocabulário naturalmente. Tudo isso está sendo facilitado pelas uniões livres, separações em massa, divórcios, turnover de gêneros, levando ao enfraquecimento dos laços familiares. Usando a palavra de um comentarista: “A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo”.

 

“O consumo contínuo da pornografia entre os jovens pode gerar problemas sexuais graves, como a disfunção erétil e a perda de atração pela própria mulher”, afirma Thomas Lickona, psicólogo e professor emérito da Universidade do Estado de Nova York em Cortaland. Por sua vez, a pornografia gera masturbação, uma forma de sexo rápido, fácil, ou “monosexo”.

 

Eminentes pesquisadores da temática do sexo têm demonstrado que as causas da doença pornográfica estão ligadas à solidão, à insegurança, ao estresse, como também por feridas psicológicas causadas na infância pela separação dos pais e a desestruturação da família.

 

O caso recente de um jovem noticiado pela imprensa nacional, que publicamente se masturbava sem qualquer respeito ao próximo, é uma prova desse transtorno causado pela pornografia. O depoimento de uma das vítimas deixa claro essa afirmação: “Quando fui reconhecer ele, eu tenho a lembrança do olhar vazio, vago dele. Me dá a entender que ele não é uma pessoa normal”. (Portal G1)

 

O enfraquecimento da humanidade ao amor de Deus está perdendo a noção do bem e do mal, da verdade e do erro, sobretudo a noção de pecado.

 

Graças a Deus pelos cristãos que ainda preservam o Evangelho, guardião da verdade, nos dois grandes mandamentos do decálogo de Moisés: “Não pecarás contra a castidade” e “Não desejarás a mulher do próximo”, pois sua violação pode ser o preço da condenação eterna.

 

Referências

 

(*)    http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3238

(**)    http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3135


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