PRáTICA CRISTã (101)'
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Artigo

Planejamento familiar

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

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Qual a razão fundamental para o casamento, seja civil ou de fé? Apenas “brincar” de sexo, não. O objetivo maravilhoso do casamento entre um homem e uma mulher é cumprir a função primordial da vida. Gerar novas vidas. Como já dissemos em outras oportunidades, todos os seres vivos têm três momentos biológicos cruciais, “nascer, procriar, morrer”. Uma verdade para todos os seres vivos, sem exceção. O ser humano está também nesse contexto biológico. Logo a junção ou comunhão íntima destes dois entes vivos, homem e mulher é exatamente com esta finalidade. Tudo isto está balizado por valores morais e religiosos para realização desta missão divina. Transformar o prazer lúdico do sexo em mera diversão é cair num vazio existencial dramático.

 

Quando se pretende fazer um projeto, deve-se sim ter um certo planejamento que pode ser uma obra física, como uma casa, uma estrada e mesmo uma entidade humana, como uma ONG. Os primeiros casos podem ser meticulosamente detalhados para se alcançar o objetivo material, como uma casa. Mas quando se trata de se criar uma entidade humana, as coisas se “complicam” na sua realização. Neste contexto está a família, onde o tamanho simplesmente não depende do casal. Se por hipótese se deseje e as condições somente permitem três filhos, e, surgir uma quarta gravidez inesperada, deverá ser então eliminada por aborto? Jamais! Ninguém pode ir contra as leis da natureza e muito menos do Criador. Portanto, não se pode planejar uma família exatamente como se constrói uma casa. Há um equivoco de que o “planejamento familiar” leva a entender que compete exclusivamente ao casal como determinar o tamanho ou espaçamento da prole. Em família não há determinismo, mas expectativas. A autonomia absoluta não existe.

 

Se aceitarmos pela moral cristã que uma família numerosa é uma benção (*), ninguém pode casar rejeitando esta benção. Há uma história curiosa relatada pela experiência do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz desse site, quando uma jovem paroquiana lhe telefonou dizendo aflita que exatamente na data de seu casamento ela estaria no período fértil. – O que deveria fazer agora? Fato que, ele o pároco, em sua sabedoria explicou-lhe que não faz sentido casar já pensando em não ter filhos. Se ela dissesse que desejava ter filhos sim, mas depois de três anos, a resposta seria:  “então você se case daqui a três anos”. Neste particular a jovem revelava em boa-fé sendo vítima da mentalidade segundo a qual os filhos devem ser cuidadosamente “planejados”, ou que o casamento é um evento com outras finalidades, assim gerá-los no inicio do matrimônio seria ato de “irresponsabilidade”.

 

Esse articulista teve a experiência de na primeira oportunidade da lua de mel com a beleza da virgindade de sua mulher ser premiado com a concepção de seu primeiro filho, que nasceu exatamente na contagem científica do tempo, saudável; hoje um cidadão honrado. Houve dificuldades? Houve sim, mas todas superadas. Deus nos brindou com mais três meninas saudáveis e nos protegeu com saúde e condições de nunca nos faltar nada e, até com bons empregos; nesta saga humana a bondade divina sempre se revela e provê.

 

A doutrina cristã oferece algumas maneiras válidas para casais terem poucos filhos, reconhecendo as dificuldades no mundo de hoje. A questão demográfica e de recursos ambientais tão discutidas, ainda é uma falácia. A questão antropogênica que interfere no equilíbrio ambiental é uma questão de ideologia e não de realidade científica segura. Particularmente o Brasil com um imenso território totalmente aproveitável, com uma população de 200 milhões de habitantes, tem espaço para mais do que triplicar com novos brasileirinhos. O que nos choca, são nossas “evas” desejarem no máximo um filho, onde cairemos na armadilha da China do filho único (**). Não se pode deixar de reconhecer, a decadência moral em torno do modelo de família pela insegurança gerada por uma legislação de Estado, em termos de emprego, residência e saúde pública.

 

Sejamos otimistas, como nossos ancestrais diziam, onde comem cinco ou mais, sempre haverá lugar para mais um convidado à mesa, mesmo que este seja mais um filho.

(15/08/17)

 

(*)  http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3392

(**) http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3906


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