PRáTICA CRISTã (583)'
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Artigo

Lázaro, vem para fora!

Não são boas as visões estreitas e pessimistas dentro do cristianismo. Poderiam até dizer que ao falar dessa maneira seja triunfalismo. Então, que digam! Não me importa. O fato é que você e eu nascemos para dominar, para conquistar, para dar sentido a esse mundo. É urgente que cumpramos essa nossa missão. Já chega de ficar num anonimato que priva os outros da vida de Deus. Um cristão que não tenha fome apostólica de “comer o mundo”, ou seja, um filho de Deus que não deseje evangelizar, “já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí...” (Jo 11,39), na tumba; está num estado cadavérico.

Já estamos no quinto domingo da quaresma e temos que sentir a urgência daquilo que Bento XVI nos lembrava: que “Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança” (Papa Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2011).

Concretamente, nesses últimos dias: a quantas pessoas vamos fazer a proposta de que tenham uma vida cristã comprometida? A quantos dos nossos amigos convidaremos a fazer uma boa confissão? A quantos companheiros de profissão insistiremos para que participem conosco de algum meio de formação cristã? Por quantos familiares estamos fazendo penitência para que durante essas celebrações quaresmais e de semana santa tenham um encontro com Deus? Eu quero números! Não podemos conformar-nos com aquele ditado que reza assim: “o importante é a qualidade, não a quantidade”. Eu protesto! A quantidade também é importante! A Igreja Católica não é uma espécie de oligarquia, de gente selecionada porque seria o melhor da society, de gente chique e inteligente que forma um gueto de iluminados. Não! Na Casa de Deus cabem todos.

O cristão que não sente os interesses de Deus como sendo os seus próprios interesses ainda não saiu da casca do ovo do egoísmo. Deus quer salvar a todos. Jesus morreu por todos. O nosso Salvador não se contenta em ficar com noventa e nove ovelhas, ele quer as cem dentro do rebanho. Quem somos nós para diminuir a vontade salvífica e universal de Deus? Seria uma pretensão boba, sem sentido e destinada ao fracasso. Deus quer a todos! A todos!

Como é importante que, como Lázaro, deixemos para trás o nosso sepulcro, o nosso fedor pessoal, a nossa visão míope! Como? Começando com uma boa confissão? Poderia ser. Também é importante ter um pequeno plano de vida espiritual no qual estejam presentes momentos de oração pessoal, de devoção a Nossa Senhora e de tempo para a leitura daqueles bons livros que nos vão dando formação. Sem dúvida, a Missa, pelo menos dominical, e a santa comunhão, ocuparão o centro da nossa vida. Um cristão forte no seu interior, vivo pela graça de Deus, sempre sentirá o desejo de partilhar com os demais a alegria que vive e que sente. Somente quem tem vida interior experimenta de verdade a "alegria do Evangelho" (Papa Francisco) e procura ser um evangelizador do século XXI.

Fora os fedores! Ao contrário, levemos sempre em todo o nosso ser o “perfume de Cristo” (2 Cor 2,15), esse perfume da graça que atrai e que satisfaz, que nos transporta à eternidade fazendo-nos permanecer com uma dedicação intensa às nossas ocupações habituais. A graça de Deus vai trabalhar justamente naquelas realidades nas quais nos encontramos imersos. Não nos tirará do mundo, mas nos pedirá espalhar o cheiro de Cristo nesse mundo, assim o mundo será mais agradável. O viver social, a cultura, a política, a economia, também devem cheirar bem; e essa é uma tarefa encarregada especialmente aos cristãos que estão nesses ambientes.


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Pe. Franço

Pe. Françoá Costa


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