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Artigo

A ''moda" da Tatuagem e do Piercing

 

A reviravolta cultural da hodierna sociedade, atinge, sobretudo, a juventude. Dentre alguns fenômenos que se apresentam hoje de forma avassaladora, sobressaem a "Tatuagem" e o "Piercing".

 

A Tatuagem ou a dermopigmentação consiste em modificar a pele do próprio corpo utilizando-se de símbolos através de pigmentos. Historiadores acreditam que a origem deste comportamento poderia remontar até o ano 4000 a. C. A origem mais certa seria o Egito. No Brasil, a tatuagem é recente. Surge em meados dos anos 60 na cidade portuária de Santos em São Paulo. Foi introduzida pelo dinamarquês conhecido como "Lucky Tattoo", que teve seu estúdio em uma zona de boemia, drogas e prostituição naquele mesmo porto.

 

Culturalmente falando, quem faz uso da tatuagem está retomando a cultura do estado primitivo indígena, ou de maneira mais simples, está ressuscitando uma cultura tribal. O efeito da globalização, sem dúvida, contribuiu neste caso para que uma cultura particular se estendesse. Qual é o significado de marcar o próprio corpo com elementos que não são naturais? O que representa? O que se quer dizer?

 

Perigoso é ainda quando a prática da tatuagem vai do cultural para o cultual. As práticas primeiras deste fenômeno também estão associadas a religiões pagãs, a representações de falsos deuses e suas marcas. Infelizmente, seria bem provável, que também hoje muitos estivessem carregando (sem saber) símbolos de magia e ocultismo.

 

Uma outra questão a ser pensada é o carácter irreversível da tatuagem. Nem mesmo as técnicas mais modernas de remoção conseguem removê-las sem deixar ao menos cicatrizes. Vale lembrar que em alguns segmentos nossa sociedade, pessoas tatuadas não podem exercer certas funções.

 

A Bíblia desaprova a tatuagem diretamente (Levítico 19, 28) e indiretamente (1 Coríntios  6, 19).

 

O Piercing consiste, por sua vez, na introdução de objetos agudos, penetrantes, que rompem, dilaceram e perfuram determinadas partes do corpo. A nível médico, os agentes de saúde chamam a atenção para o perigo de transmissão de doenças graves como hepatites e aids; o que pode acontecer devido a negligência das cautelas higiênicas. Um adolescente sobre cinco possui reações ao mutilar o corpo desta forma. Aqui, infelizmente, precisamos dizer que há anomalias inaceitáveis que os fazem fixar tais objetos em partes impróprias do corpo, como na língua ou nos órgãos genitais. Ah, seis ou sete anéis fixos na orelha, por exemplo, podem acarretar necrose da cartilagem.

 

Do ponto de vista ético, esta prática deve ser rejeitada, pois contribui para afetar o corpo e seu organismo. A integridade do corpo e a saúde não devem ser sacrificadas por estes modismos inconsistentes.

 

Em nível religioso, à imagem e semelhança do Criador fomos criados. Não precisamos de outras marcas. Pertencemos à Deus. Nosso corpo como ''templo do Espírito Santo" seria contristado com tais práticas. Nem mesmo imagens e nomes religiosos em nossos corpos são justificáveis. Nem os índios fazem mais isto. Pais, educadores, sacerdotes, pastores e autoridades, busquemos dar exemplos dignos de humanidade, de cidadania, de solidariedade, de amor ágape para as novas gerações. Só haverá uma nova sociedade se houver homens e mulheres novos. Infelizmente, tatuagens e piercings não poderão ajudar em nada neste processo. Pensemos!

 

Padre Dudu

Agosto de 2014


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