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Artigo

A Celebração da Festa do Santo Natal

Feliz, feliz Natal, que nos traz de volta as ilusões da infância, recorda ao idoso os prazeres da juventude e transporta o viajante de volta à própria lareira e à tranquilidade do seu lar”.

Charles Dickens

Escritor e romancista inglês


A celebração da festa do Santo Natal remonta aos primeiros séculos da Igreja Cristã, sendo uma comemoração especificamente do cristianismo.

Desde o século IV, as relíquias da manjedoura da gruta de Belém são veneradas na basílica de Santa Maria Maggiore em Roma. Elas se encontram num precioso relicário de ouro e cristal, onde podem ser admiradas e adoradas por todos.

A liturgia própria da festa era chamada ad praecepe, de onde vem à palavra presépio, e que significa, literalmente, em volta do berço.

Em 1223, São Francisco de Assis criou o primeiro presépio vivo, com personagens reais, na sua igreja de Grecchio, na Itália.

Os figurantes (o Menino Jesus numa manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos) eram representados por habitantes da aldeia. Os animais – o boi, o burrico, as ovelhas e outros – também eram reais. Este piedoso costume medieval espalhou-se rapidamente. Os primeiros presépios em escala reduzida com imagenzinhas, entraram nas igrejas no século XVI, por obra dos padres jesuítas, que compreende o presépio e suas maravilhas divinas que enchem as almas de profunda alegria sentimentos nobres.

Por volta dos séculos XV e XVI ficaram famosos os presépios de Nápoles, Itália, pela proliferação de figurinhas.

No início do século XIX, após a anticatólica Revolução Francesa, pareceu que o costume tinha morrido. Mas, os habitantes da região de Provence (sul da França) deram novo impulso a esta piedosa devoção a partir de 1803 em casas particulares e igrejas, criando famosos santos (figurinhas de massa) que representavam os personagens da creche.

Na hora de montar o presépio, em geral, deixa-se a manjedoura vazia. Nela, o Menino Jesus será instalado na noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro.

Forma parte do costume colocar uma estrela no topo do presépio. Ela nos lembra a estrela que no céu guiou os três santos reis de Oriente vindos venerar o Salvador do mundo. Os três Reis Magos (Gaspar, Melchior e Balthazar) simbolizam o conjunto dos povos da terra. Em geral, são representados camelos, ou até elefantes e dromedários que lhes teriam servido de montaria.

Na região da Provença, na França, é um costume muito praticado colocá-los longe da creche e, dia após dia, aproximá-los dela, até introduzi-los na gruta na festa da Epifania (6 de janeiro). Epifania significa a irradiação da glória externa de Deus, precisamente posta em relevo pela adoração dos potentados de Oriente.

A presença dos anjos é de rigor, relembrando o cântico angélico “Glória a Deus nos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade” (São Lucas 2, 14).

FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO ANO NOVO COM JESUS, MARIA, JOSÉ E CHARLES DE FOUCAULD”.

Pe. Inácio José do Vale

Irmãozinho da Visitação da Fraternidade de Charles de Foucauld

E-mail: [email protected]




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