HISTóRIA (985)'
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Artigo

Porque a Inquisição não é impedimento nem constrangimento para se aderir à fé católica

 

Amigos e irmãos em Cristo que acompanham as postagens de "O Fiel Católico": há um assunto que não quer calar e do qual sinto que preciso tratar neste exato momento. Sou visceral, e sinto o sangue ferver em minhas veias quando vejo determinadas injustiças e absurdas calúnias que se propagam contra a Igreja Católica, minha mãe e mestra.

 

Quem acompanhou a série de postagens que narra a minha experiência pessoal de retorno à Igreja Católica sabe que minha conversão não foi puramente emocional e/ou afobada, movida por um impulso irracional. Ao contrário, foi pensada, sentida, refletida e confirmada de muitas maneiras. Antes de ser um fiel católico, fui por muitos anos um protestante apaixonado, bastante radical em minhas opiniões, e frequentei também diversas seitas pentecostais e neopentecostais. Por isso, sei muito bem o que pensam da fé católica, do espantalho que os "pastores" constroem para chamar de Igreja Católica, para malhar impiedosamente com os paus e pedras da mentira diante de suas assembleias.

Pela minha experiência de vida, por tudo que vi e que vejo (em amigos, colegas de estudo e de trabalho, na minha própria família, etc.), posso garantir que 99% daqueles que, dentro dessas "igrejas" dão os seus testemunhos dizendo que eram católicos e agora "encontraram Jesus" em alguma denominação dita "evangélica", estão na verdade prestando falsos testemunhos; – ainda que muitas vezes sejam pessoas bem intencionadas e o façam por pura ignorância, – porque nunca souberam o que é ser católico realmente. Nunca aprenderam o que é catolicismo, pois tiveram uma péssima catequese, por um lado, e por outro lado nunca tiveram interesse em aprender.

 

Disse tudo isso para esclarecer o que vou dizer agora: eu não tenho medo de tratar de nenhum, absolutamente nenhum assunto, com "protestante"/evangélico algum, porque através do meu longo processo de conversão me foi dado compreender que todas as acusações contra a primeira e única Igreja de Cristo são vazias, estéreis, nulas... E muitas vezes (talvez na maioria delas) simplesmente maldosas: maledicência e calúnia em suas expressões mais baixas.

 

O título deste post seria o seguinte: "Protestantes/'evangélicos' atacando a Igreja Católica por conta da inquisição?! Que piada de mau gosto é essa?", mas mudei de ideia, porque neste artigo não pretendo tratar apenas deste lado da questão (as estapafúrdias acusações protestantes/'evangélicas'), e sim do tema como um todo. Vamos lá...

 

ALGUNS FATOS desta vida nos deixam em dúvida: rir ruidosamente ou chorar copiosamente? Rir, pois é natural que uma situação ridícula inspire risos aos seres humanos, ainda que involuntariamente. E quando o ridículo é extremo, – como no caso de que vou tratar aqui, – pode levar às gargalhadas, e foi o que aconteceu comigo, ao menos num primeiro momento.

Mas logo depois veio a indignação, a sensação de estar sendo injustamente ofendido, caluniado, injuriado, acusado falsamente, – e as e falsas acusações partem justamente de quem não tem nenhuma moral para fazê-las.

 

Estou me referindo à postagem do blog do Julio Severo, que por um tempo não só eu como muitos católicos chegaram a considerar pessoa digna de algum respeito de nossa parte. Julio Severo, protestante, é um articulista razoavelmente talentoso e militante pró-vida. Foi injustamente perseguido por grupos de ativistas comunistas, esquerdopatas e gayzistas em geral, e tornou-se relativamente conhecido por se posicionar contra realidades como o pentecostalismo, a mentalidade socialista que tomou conta do Brasil e da América Latina, a decadência moral da sociedade atual e outras como estas, ordinariamente a partir de um ponto de vista coerente e compatível com autênticos valores cristãos. Por conta disso, muitas páginas católicas divulgaram o seu trabalho e republicaram seus artigos; o rapaz contou sempre com a boa vontade de boa parte do público católico... até ontem.

 

O "ontem" em questão é o dia 10 de outubro (2013), data em que o referido cidadão publicou o infeliz artigo cujo título é: "A inquisição, o papa e o suspiro de alguns católicos 'conservadores'”. Logo de cara, no subtítulo logo abaixo, o autor escancara o tipo de preconceito calunioso que defenderá: "Como querem combater a cultura da morte do socialismo, homossexualismo e feminismo, quando se sentem à vontade com a cultura da tortura e morte da Inquisição?"...

Nos comentários, como não poderia deixar de ser, a velha coleção de bobagens e tolas ofensas de sempre, coisas realmente bem idiotas, do tipo: "a Igreja Católica é a Babilônia do Apocalipse"... Curioso é que muitos comentários desse tipo foram aprovados, mas alguns dos meus, respeitosos e puramente elucidativos, convidando ao diálogo e apresentando inclusive fontes bibliográficas para o esclarecimento do tema, não.

 

Bem, não preciso dizer da tremenda decepção que tive com esse rapaz. O post em questão é uma lamentável demonstração de ignorância, insensatez e da mais pura má vontade. Num comentário, perguntei aos leitores daquele blog, todos afoitos e cheios de pedras na mão para atirar contra a primeira Igreja de Jesus Cristo, que livro teriam lido sobre o assunto Inquisição. Perguntei se não tinham aprendido nada sobre História das Mentalidades Coletivas, ramo historiográfico que estuda e demonstra o óbvio: que o pensamento medieval era completamente diferente do nosso, e que não podemos julgar fatos ocorridos há muitos séculos usando os padrões de moral de hoje. Foi em vão. Não obtive nenhuma resposta minimamente coerente ou que demonstrasse qualquer sinal de preocupação para com a verdade dos fatos; apenas uma nova chuva de pedras.

 

Tentei explicar que, se condenarmos a Igreja Católica pelos atos de seus filhos em eras passadas, então seria preciso que rasgássemos também as nossas Bíblias, pois as narrativas do Antigo Testamento estão repletas de matanças e violência extrema, até contra crianças e até mesmo contra recém-nascidos considerados inimigos(!), muito piores que as atribuídas à inquisição O Povo de Israel, nas descrições veterotestamentárias, não tratava os povos seus adversários com a mesma noção de "direitos humanos" que temos hoje. Não... O livro de Números, por exemplo, conta como Moisés atacou os midianitas, mandando matar a todos sem piedade e incendiar as suas cidades. Conta ainda como os soldados israelitas, penalizados, pouparam mulheres e crianças, o que irritou Moisés, que então ordenou assassinar também a todos os meninos e a todas as mulheres que não fossem virgens, com uma exceção: “Todas as meninas que não conheceram homem, deitando-se com ele, deixai-as viver e tomai-as para vós" (Nm 31,18).

 

Haveremos de convir que, para os padrões de moral de hoje, esta é a descrição de um genocídio bárbaro, cometido contra os pobres midianitas em suas próprias terras, sem provocação alguma, com a intolerável matança de pobres mulheres e crianças e até abuso de jovens virgens inocentes, e tudo em nome de Deus. Convenhamos também que a Inquisição não praticou nada nem de longe parecido com isso, e por mais que tenham ocorrido abusos, todos os atos que hoje consideramos inadmissíveis da parte dos inquisidores só aconteceram em decorrência do seu excesso de zelo. Sim! Num tempo em que a ofensa a um nobre era punida com tortura e morte, como punir a ofensa a Deus? Era este o pensamento comum.

 

O fato é: assim como nós, cristãos, não deixamos de crer na Bíblia por causa das suas passagens violentas e de difícil compreensão, porque sabemos (ao menos assim se espera de um cristão) entendê-las dentro do seu contexto cultural e histórico, temos que saber usar do mesmo (mínimo) bom senso para falar das ações da Igreja em épocas distantes e completamente diferentes da nossa. Da mesma maneira como é preciso entender o contexto da Antiguidade para ler os textos do AT, é preciso entender o contexto e a mentalidade do período medieval para compreender a Inquisição. Simples, quando se tem boa vontade.

 


Inquisição: origem e finalidades

 

Quanto aos fatores que motivaram o surgimento da Inquisição, já tratamos do assunto em detalhes neste estudo, mas vou reiterar aqui, rapidamente, que o Tribunal do Santo Ofício foi estabelecido para combater a heresia cátara, uma seita cuja doutrina contrariava todos os princípios evangélicos que a Igreja defendeu desde sempre. Foi uma das maiores ameaças à fé cristã de todos os tempos: os cátaros eram contra a procriação e o Matrimônio, consideravam desgraçadas as grávidas, defendiam o suicídio por inanição, pregavam a renúncia radical aos prazeres e negavam o culto religioso. Viam o corpo como coisa ruim (uma manifestação do mal), e negavam a salvação por Jesus Cristo1.

Os cátaros ensinavam ainda que o mundo material tinha sido criado por um deus mal e que, por isso, o homem não devia se reproduzir. Segundo autores, chegavam a sacrificar mulheres grávidas com punhaladas no ventre. Para o catarismo, dois princípios eternos dividiam o Universo: um bom, criador do mundo dos espíritos, e um mau, criador do mundo terreno2. Como todas as heresias, o catarismo afirmava que a sua doutrina era o “verdadeiro cristianismo”, usando alguns termos e conceitos cristãos, mas distorcendo seus significados e renegando os dogmas da fé cristã. Viam a Cristo como um “anjo caído” e negavam a Ressurreição do Senhor, rejeitando todos os Sacramentos. O aborto e o suicídio eram alguns dos seus princípios básicos2.

 

O catarismo se expandiu muito: dominaram o Languedoc e a Provença, influenciaram o nordeste da Espanha, a Lombardia, a Itália, a antiga Iugoslávia e os Bálcãs. Chegaram a ameaçar a existência da Igreja na Europa. Combatidos pelo Estado, os cátaros se ocultaram, mas continuaram difundindo suas ideias e práticas3.

Foi dentro desse contexto extremo que a Inquisição surgiu; para garantir a sobrevivência da Igreja na luta contra esta e outras heresias. O Magistério da Igreja reconhece que ocorreram abusos nesse conturbado período histórico, tanto é verdade que Joana D'Arc foi condenada pelo Tribunal da Inquisição (1431) e, anos depois, canonizada santa (1920).

Não é novidade para ninguém que a Igreja, mesmo sendo a Esposa de Cristo santa e imaculada, – mãe e mestra; Casa de Deus; coluna e sustentáculo da Verdade; Corpo Místico do Salvador, – agregou e agrega pecadores em seu seio, e isso foi sempre assim, desde os tempos em que o próprio Jesus caminhava sobre a Terra. – Integrando um grupo seleto de apenas doze estava Judas Iscariotes, e até o primeiro Papa negou Jesus não uma, mas três vezes. Não devemos nos escandalizar com os erros e pecados dos filhos da Igreja nesses dois mil anos de história.

 

 

Alguns fatos puramente históricos sobre a Inquisição (que raramente são mencionados)

 

* A Inquisição foi a primeira instituição jurídica do mundo a declarar que as confissões sob tortura não seriam válidas para a condenação de alguém, algo que naquele tempo foi um tremendo avanço na formação dos direitos humanos3.


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A Inquisição exigiu que a tortura fosse limitada, e que deveria ser usada apenas para a obtenção de informações, e não como instrumento de punição. Que não poderia violar a integridade física da pessoa; que deveria ser limitada a no máximo meia hora, que deveria ser assistida por um médico e que jamais poderia se repetir3.


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O recurso da tortura, do qual se usava e abusava indiscriminadamente nos tribunais laicos, não era constante na Inquisição, que recorreu muito raramente a esse procedimento: bem diferente do que se vê nos filmes, ao todo, menos de 10% dos processos inquisitoriais usaram tal método4.

**** A Inquisição impôs uma regra que proibia aos eclesiásticos derramar qualquer gota de sangue dos réus, e confissões obtidas sob tortura perdiam a validade. Fato histórico: o tribunal religioso condenou pouco4.

 

***** Sobre a Inquisição espanhola, a mais comentada e polêmica, é preciso saber que ela foi principalmente uma instituição civil, não controlada pela Igreja, e que a própria Igreja censurou e tomou medidas contra ela5. Também é fundamental saber que quase tudo o que se divulgou a respeito da Inquisição espanhola é fruto das calúnias difundidas pelo ex-padre Juan Antonio Llorente, um apóstata que produziu documentos sobre a Inquisição na Espanha com o interesse de ajudar a França de Napoleão a dominar aquele país. Llorente queimou todos os documentos que usou, para que não se descobrissem falsificações5.

 

****** As ações repressoras da Inquisição foram bem menos implacáveis que as civis. Por quê, então, se mantém uma imagem tão terrível do Santo Ofício? Por vários motivos, mas foi sobretudo o fanatismo do inquisidor espanhol Tomás de Torquemada (século XV), que ficou gravado na memória popular. Daí veio o protestantismo, no século XVI, o antipapismo anglicano, o iluminismo e o anticlericalismo dos séculos XIX e XX... Um conjunto de eventos e adversários da Igreja que pintaram um quadro pavoroso da Inquisição, que, mesmo sendo falso, ainda repousa na mentalidade do nosso tempo.

 

Notemos como a verdade histórica é diferente daquela que vemos nos filmes de Hollywood (= EUA = protestantismo + sensacionalismo). A verdade costuma surpreender os leigos, acostumados a ouvir grandes e absurdos exageros, perpetrados muitas vezes por professores barbudos e desleixados, usando camisetas vermelhas em salas de aula. O fato é que a Inquisição também tinha por finalidade controlar os excessos de violência cometidos pelo Estado, a ponto de que muitos presos, julgados pelos tribunais civis, passavam a blasfemar contra Deus e contra a Igreja, na esperança de serem transferidos para os tribunais da Inquisição3. – Fariam isto se os tribunais eclesiásticos fossem assim tão terríveis e injustos como pintam os inimigos da Igreja?

Abundam provas de que os métodos aplicados pela Inquisição eram mais humanos que os da autoridade civil da época: um notário transcrevia o processo, os acusados não ficavam presos durante o inquérito, podiam recusar um juiz e apelar para Roma contra alguma decisão do tribunal4.

Encerrando o assunto

No começo eu disse que a postagem do blog do Julio Severo era uma piada de mau gosto, e que era extremamente ridículo (tanto que à primeira vista me levou às gargalhadas), além de representar uma lamentável demonstração de ignorância, insensatez e pura má vontade. Por quê? Bem, creio que tudo o que  eu demonstrei até aqui tenha ajudado a lançar um pouco de luz sobre o assunto Inquisição, que teimosamente volta sempre à baila, mais cedo ou mais tarde, toda vez que se fala em catolicismo. Isso acontece porque essa foi uma das propagandas anticatólicas mais bem feitas de toda a História. Ninguém sabe e, pior, ninguém parece querer saber dos fatos históricos que listei acima.

 

Mais importante do que tudo o que expus até agora, porém, dentro dessa discussão, é observar que esses ataques à Igreja Católica, quando partem de protestantes/'evangélicos" são antes de tudo puramente ridículos. Será possível que esse Julio Severo, que se apresenta como pessoa esclarecida e comprometida com a verdade, junto com seus diletos leitores, que mordiam os beiços de satisfação diante do famigerado artigo e se alvoroçaram como urubus em cima da carniça, nunca tenham ouvido falar na Inquisição Protestante?

 

Ora, o que aquele artigo defende, simplesmente, é que os católicos não têm moral para se posicionar contra a cultura da morte, o socialismo, o homossexualismo e o feminismo, porque a Inquisição figura nas páginas da história da Igreja Católica. Mas, meu Bom Deus, acontece que eles, protestantes, também tiveram a sua própria Inquisição, que cometeu os mesmos atos (alguns bem piores) que eles condenam na Inquisição Católica! – E isso não é "minha opinião", é fato histórico bem documentado e inquestionável.

 

Curiosamente, como disse, o comentário que enviei expondo este fato, juntamente com referências históricas e fontes bibliográficas, não foi publicado por lá. Por que será que eu não fiquei surpreso?

Mas não acaba por aí! Sobre a Inquisição Protestante, Severo em pessoa teve o cinismo, o descaramento, a desfaçatez, a cara de pau... de postar a seguinte resposta:

Gente, alguns católicos querem refutar meu artigo apelando para uma suposta 'Inquisição Protestante.' A tal 'Inquisição Protestante' é pura mitologia e só existe em livros católicos."

 

 

(!!!!) Puxa! Como eu disse antes, é caso para rir ou chorar? Bem, talvez a reação mais justa fosse uma salva de palmas, pois o "artista" merece um Oscar! O da estupidez. Chegar ao ponto de negar a realidade histórica da Inquisição Protestante!? O ódio irracional à Igreja Católica fez com que nosso varonil blogueiro despencasse, de uma vez, ladeira da insanidade abaixo.

Se alguém quiser dicas de bibliografia histórica séria e isenta sobre a Inquisição Protestante, de autores religiosos ou laicos, é só procurar um pouquinho. Não demora mais do que um minuto para achar. Posso sugerir, por exemplo, o Google Livros e o Google Acadêmico (clique nos links e terá algumas dúzias de exemplos).

 

Para encontrar a verdade dos fatos, basta um pouco de desapego e desejo honesto de conhecer essa verdade, mesmo que não seja aquela que queremos. Aliás, quem foi mesmo que torturou e mandou para a forca mais de 300 pessoas no famoso caso das "bruxas de Salém"? Que instituição religiosa levou à morte mais de 30.000 camponeses anabatistas na Alemanha? Sob ordens de quem o médico espanhol Miguel Servet Grizar (o descobridor da circulação sanguínea) foi condenado a morrer na fogueira? Quem mandou também para a fogueira mais de mil mulheres escocesas, num período de seis anos (1555 - 1561)? Pois é... Todos esses crimes foram cometidos pela Inquisição Protestante, que quase nunca é mencionada pelos críticos da Igreja Católica, principalmente porque esses críticos, na maioria das vezes, são protestantes.

 

Grupos da Inquisição Protestante esfolaram vivos os monges da Abadia de São Bernardo (Bremen), e depois passaram sal em suas carnes vivas, antes de pendurá-los no campanário do mosteiro. Em Augsburgo, em 1528, cerca de 170 anabatistas foram aprisionados por ordem do poder público protestante, sendo que muitos deles foram queimados vivos e outros marcados com ferro em brasa nas bochechas ou tiveram a língua cortada. Até o teólogo protestante Meyfart descreveu a tortura aplicada pela inquisição protestante, que ele presenciou, qualificando-a como uma “bestialidade”.

 

Sendo assim, afinal de contas, que moral os protestantes têm para atacar os católicos por conta da Inquisição, se a Inquisição Protestante adotou as mesmas práticas, e algumas ainda mais cruéis?


Julio Severo, você já mostrou ao mundo que é um moleque irresponsável e preconceituoso. Agora, por favor, tente crescer. Rezamos por você.

 

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1. GONZAGA, João Bernardino G. A Inquisição em seu Mundo. São Paulo: Saraiva, 1993;

2. AYLLÓN, Fernando. El Tribunal de la Inquisición; De la leyenda a la historia. Lima, Fondo Editorial Del Congreso Del Perú, 1997;

3. WALSH, William T. Personajes de la Inquisición. Madrid, Espasa-Calpe, S. A., 1963;

4. Revista História Viva nº 32 - especial Grandes Temas / A Redescoberta da Idade Média, São Paulo: Duetto março/2011;

5. FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo, Ed. Perspectiva S. A., 1977.


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