MARIA SANTíSSIMA (765)'
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Artigo

IMACULADA CONCEIÇÃO

 

Dom Fernando Arêas Rifan*

 

Ontem (9 de dezembro) celebramos a solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ou seja, honramos o privilégio singular concedido por Deus à Virgem Maria preservando-a da herança do pecado original, por ter sido a escolhida para a Mãe do Filho de Deus encarnado. Por ser um importante dogma da nossa Fé, tem uma comemoração especialíssima no calendário católico.

 

A doutrina do pecado original foi bem explicada por São Paulo: “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo,...” (Rm 5,12).  “Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores” (Rm 5,19). E chegamos à doutrina da Redenção, também ensinada pelo Apóstolo: “Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, assim também da obra de justiça de um só (Cristo), resultou para todos os homens a justificação que traz a vida” (Rm 5,18).

 

Este pecado original, em Adão uma falta voluntária, nos outros homens se constitui na privação da graça divina, que havia sido concedida a toda a humanidade na pessoa do primeiro homem. A graça, por ele perdida para si e para todos os seus descendentes, foi recuperada pelo segundo Adão, Jesus Cristo, pela sua Redenção, que nos alcança através do Batismo.

 

Ora, Deus havia prometido, no momento do pecado de Adão, que uma mulher com o seu filho, o futuro Salvador, venceria completamente o demônio. Não teria, pois, nenhum pecado. Não teria, em nenhum instante, a menor privação da graça divina.

 

Por isso, essa mulher especial, Maria, escolhida para a Mãe do Redentor, foi saudada pelo Anjo mensageiro de Deus com as palavras: “Ave, ó cheia de graça..., bendita entre as mulheres”, portanto, sem pecado. A Redenção de Cristo a atingiu, de modo preventivo, preservando-a, por privilégio único, do pecado que atinge a todos os homens.

 

É esse, pois, o dogma da Imaculada Conceição, que celebramos: Maria, desde a sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada de toda mancha do pecado original.

 

A Imaculada Conceição de Maria tem muito a ver com o Brasil. Em 1646, o Rei Dom João IV, reunido com as Cortes gerais do Reino, consagrou a Nossa Senhora da Conceição Portugal e todos os seus domínios, nos quais estava incluído o Brasil, ainda dependente da nação portuguesa. Em 1717, ocorreu a milagrosa pesca da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, por três pescadores, imagem que começou logo a ser intitulada de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, fonte de muitas bênçãos para a nossa pátria. Em 1904, a Imagem da Aparecida foi solenemente coroada, por mandado do Papa São Pio X, com uma coroa de ouro cravejada de 40 brilhantes que lhe fora oferecida pela Princesa Isabel. E em 1930, atendendo a uma solicitação do Episcopado Brasileiro, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira Principal do Brasil, proclamação essa oficialmente ratificada pelo governo brasileiro da época.

 

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal

São João Maria Vianney


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