APOLOGéTICA (903)'
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Artigo

A UNIDADE EVANGÉLICA (sic)

DESMASCARANDO A GINÁSTICA DE PAULO CRISTIANO PARA ACUSAR A IGREJA CATÓLICA SOBRE AQUILO QUE É COMUM ÀS DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS

 

Em mais um de seus “preciosos” artigos, o Sr. Paulo Cristiano resolve atacar a Igreja Católica, tentando sugerir que a única Igreja fundada por Jesus Cristo está abundantemente dividida.

Mas o pior não é isto.

Através do mesmo artigo, o Sr. Paulo Cristiano também pretende insinuar e desta feita de maneira inédita que, as 220.000 denominações evangélicas estão de pleno acordo, no tocante às matérias de fé e doutrina, compondo assim uma “una” e “coesa” Igreja Evangélica.

 

Paulo Cristiano radicalizou. E certamente pensou:

“Se é para ser impreciso, “sejamos 100% imprecisos”. Por que distorcer apenas metade dos fatos?”

 

Sobre estas pessoas que enxergam nos outros aquilo que odeiam em si próprias, muito bem definiu o Dr. da Igreja: “Geralmente suspeitamos nos demais o que sentimos em nós.” (Santo Agostinho)

 

Palavras de Paulo Cristiano:

“Quanto às diferenças entre as igrejas evangélicas, não passam de meras diferenças na forma de seu culto. São coisas que não afetam os principais artigos de fé de nossas igrejas. Estas e outras são os únicos ou principais pontos de divergências que existem entre os evangélicos. Importante ressaltar que quando falamos em artigos de fé estamos nos reportando aos nossos credos. Assim as igrejas evangélicas ou protestantes seguem na mesma linha reta em relação ao que creem. É claro que pode haver diferença a respeito da aplicação de algumas palavras, mas todas estão de acordo no principal. É só comparar os credos das várias denominações protestantes entre si. Quanto aos pontos de disciplina é difícil determinar em qual das igrejas há maior divergência! “

Disponível em 05/10/2015 - http://www.cacp.org.br/nem-una-nem-apostolica-a-falaz-unidade-catolica/

 

 

Nosso comentário:

 

Fazer referência a tais diferenças como “meras diferenças” é um insulto e deboche à inteligência de qualquer um.

Suficiente procurar na Internet sem grande empenho e logo se acha pregador atacando pregador.

Não há ninguém que não tenha sido chamado de herege, ou que não tenha chamado outro como tal.

 

Paulo Cristiano, para perplexidade geral, diz: “A falta de uniformidade no universo protestante não prejudica sua unidade. É uma unidade no Espírito, pois é a vontade de Deus para seu povo”

 

Ele culpa o DEUS VIVO por sua própria infidelidade à Igreja que Jesus Cristo fundou na terra.

 

Ainda bem que nem todo mundo é como o Sr. Paulo Cristiano, defensor do indefensável:

 

Pastor Juan Carlos Ortiz, em seu livro, diz:

 

"Não obstante o que a Bíblia ensina, também nós os protestantes temos as nossas tradições: as denominações. Jesus tem somente uma esposa, a Igreja.

Ele não é polígamo. No entanto chegamos até a dizer que as denominações fazem parte da vontade de Deus. Assim nós culpamos a Deus pelas nossas divisões e falta de amor. E depois criticamos os Católicos pelas suas tradições. Pelo menos suas tradições são mais antigas que as nossas. Não devemos tentar remover o argueiro dos olhos dos católicos, enquanto não tiramos a trave que encontra-se diante dos nossos" (O discípulo, p.132, Editora Betânia)

 

Mas em se tratando de um texto do CACP, o autor não poderia terminar sua inacreditável defesa sem uma frase vazia, genérica e que não pretende chegar a lugar algum, conforme rotina dos apologistas evangélicos:

 

“Deve haver não só unidade espiritual, mas também unidade bíblico-doutrinária; e isso, com exceção das falsas igrejas (seitas), as igrejas evangélicas possuem de fato.”

 

Francamente, unidade bíblico-doutrinária é exatamente o que não há entre evangélicos, razão pela qual se dividem.

 

E Paulo Cristiano ainda trata de dizer que as seitas não são igrejas e vice-versa. Naturalmente, sem mencionar nomes, porque nem ele mesmo sabe como definir quem é quem.

 

Até o conceito sobre o que seriam as seitas é genérico.

 

Definição de seita pelo CACP:

 

“Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.”

Disponível em 05/10/2015 - http://www.cacp.org.br/seita-algumas-definicoes/

 

Segundo o CACP, seita é um grupo pessoas que defende doutrinas antibíblicas.

 

O CACP só não explicou onde na Bíblia encontra-se esta doutrina, ou quando foi que Jesus transmitiu este ensinamento.

 

Não sabendo explicar o que não tem explicação, o CACP recorreu através do mesmo texto as definições dos senhores Dr. Walter Martin, Josh McDoweell, Don Stewart.J.K e Van Baalen.ave Breese.

 

E assim se cumpriu: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;” 2 Timóteo 4,3

 

E terminam com mais uma fábula genérica, que mais confunde do que esclarece:

 

“...uma religião ou seita que se apresente como cristã, mas tem uma doutrina contrária às Escrituras, merece toda nossa atenção. Para tanto, devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.”

 

E assim também se cumpre: “E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” 2 Timóteo 4,4

 

Tudo no CACP é definido genericamente por ele mesmo, pois estando obrigado ao Sola Scriptura, que prevê que tudo deve ser explicado pela Bíblia, não há outra alternativa que não seja um texto vazio e genérico, já que a Bíblia nada fala em protestantismo, além de condenar as divisões.

 

E se a Bíblia condena as divisões, como é que ele poderia definir as condições para estabelecer o que lícito ou não em matéria de divisões ?

 

Paulo Cristiano: “...mas todas estão de acordo no principal.”

 

Que principal?

Onde e quem definiu o tal do principal?

Paulo Cristiano não explica. Joga tudo no ar.

 

A pérola de Paulo Cristiano: “A unidade básica entre os protestantes." ....

 

Existem algumas crenças que definem o Cristianismo. Essas incluem algumas doutrinas que consideramos essenciais como a hamartiologia (doutrina sobre o pecado); a soteriologia (doutrina da salvação); cristologia (doutrina sobre Cristo); teologia (doutrina sobre Deus); a pneumatologia (a doutrina sobre o Espírito Santo). Dependendo de como a pessoa encara alguns assuntos doutrinários tais como Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a morte vicária de Cristo, a salvação através da fé, a ressurreição de Jesus e a nossa, a autoridade única das Escrituras, a mediação única de Cristo, o Inferno de fogo; fornece o parâmetro para aferirmos se uma pessoa é Cristã ou não. Estes itens não são negociáveis. Qualquer pessoa que não acreditar neles não é cristã.”

Disponível em 05/10/2015 - http://www.cacp.org.br/nem-una-nem-apostolica-a-falaz-unidade-catolica/

 

Pergunta-se ainda ao Sr. Paulo Cristiano, em resposta ao seu texto, que superou os contos e fábulas:

Onde e quem definiu o que é ou quando se dá “A unidade básica entre protestantes” ?

Onde e quem, além de Paulo Cristiano, definiu as situações e credos para que se possa aferir que uma pessoa é ou não cristã ?

Onde e quem definiu, além de Paulo Cristiano, quais seriam os pontos não “negociáveis” da Bíblia ?

 

Paulo Cristiano responde: “...Estas incluem algumas doutrinas que consideramos essenciais.”

 

Ou seja, Paulo Cristiano admite que ele próprio decide se esta ou aquela doutrina é ou não essencial.

E o que diz a Bíblia que o Sr. Paulo Cristiano fingiu não conhecer ?

 

“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.

E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” João 17:21,22

 

“Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os!”

(Romanos 16:17)

 

Mas a doutrina de Paulo Cristiano é tão confusa, que ao mesmo tempo que ele pessoalmente decide tudo, por outro lado ele acrescenta que este mesmo tudo depende da pessoa:

 

“...Dependendo de como a pessoa encara alguns assuntos doutrinários tais como Jesus Cristo é verdadeiro Deus...”

 

Mas quem julga tudo isto ?

 

Além da definição que ele dá fora do contexto das Escrituras para o que pode ou não ser dividido, ou aquilo que pode ou não ser diferente entre as milhares de denominações, ele também diz que depende de como a pessoa “encara alguns assuntos doutrinários.”

 

Interessante é como Paulo Cristiano define tudo, ao mesmo tempo em que não define nada.

 

Tudo é genérico. Fala de seitas sem mencionar nomes. Pessoas sem mencionar quais são. Doutrinas que não encontram respaldo bíblico e condições negociáveis ou não, as quais ele também não informa quais seriam.

 

E tudo isto sabendo que a definição de Paulo Cristiano não é a mesma definição do Joca ou do Juca. Cada crente tem critérios próprios.

 

E além disto, como pretende o CAPC convencer alguém de alguma coisa, se o próprio site ensina que não existem infalíveis ???

 

“...a infalibilidade foi um estratagema que não deu certo, antes aumentou mais um erro no bojo dogmático do catolicismo. Ela não só perverte a doutrina cristã como contraria os fatos da história. Definitivamente, o Papa não é infalível, isso cabe somente a Deus e a sua Palavra – a Bíblia.”

Disponível em 05/10/2015 - http://www.cacp.org.br/a-infalibilidade-papal/

 

Se não há infalíveis, Paulo Cristiano e CACP também não são infalíveis. E, portanto, não são confiáveis em matéria de fé e doutrina.

 

E se não são infalíveis, só um tolo daria crédito aos seus textos.

 

Eles mesmo dizem: “...a Bíblia.”

 

Se eles estivessem certos, bastaria ler a Bíblia. Nenhum crente evangélico precisaria de CACP ou de Paulo Cristiano.

 

Então teriam que deixar os crentes em paz. Eles poderiam ler a Bíblia por conta própria e cada qual decidiria o verdadeiro sentido das Escrituras.

 

Seguramente, a doutrina de Paulo Cristiano não é a doutrina dos santos que defenderam a infalibilidade papal.

 

A doutrina de Paulo Cristiano está mais próxima de outro conhecido mestre, que desfila por aí também atacando o catolicismo:

 

INRI CRISTO: “A ‘infalibilidade papal’ trata-se de mais uma invencionice, um absurdo de Roma, a fim de exercer o domínio sobre as massas e manter alienadas as mentes. ”Disponível na Internet em 20/03/2015: http://orkut.google.com/c886147-t1c161dc421bf01ab.html

 

Paulo Cristiano: “...a infalibilidade foi um estratagema que não deu certo, antes aumentou mais um erro no bojo dogmático do catolicismo. Ela não só perverte a doutrina cristã como contraria os fatos da história.

Definitivamente o Papa não é infalível, isso cabe somente a Deus e a sua Palavra – a Bíblia. ” Disponível em 05/10/2015 - http://www.cacp.org.br/a-infalibilidade-papal/

 

Pois então permaneçam os Santos fazendo as obras dos Santos.

 

E Paulo Cristiano, que nem de longe lembra o apóstolo, e que de Cristiano tem muito pouco, permaneça fazendo as obras de Paulo Cristiano ou de INRI CRISTO, se assim ele preferir.

 

 

Não admitimos ataques pessoais e à honra ou à dignidade das pessoas. Repudiamos o cerceamento religioso e reprovamos ataques pessoais. Acreditamos no debate restrito às questões de fé e doutrina.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.de Carvalho – Livre divulgação mencionando-se os autores


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#0•A3564•C742   2015-10-26 23:07:55 - Convidado/A.Silva
Só para corrigir no texto:

Onde se lê: "Não sabendo explicar o que não tem explicação, o CACP recorreu através do mesmo tempo as definições dos senhores Dr. Walter Martin, Josh McDoweell, Don Stewart.J.K e Van Baalen.ave Breese."

Deve se trocar: "...o CACP recorreu através do mesmo texto..."

Trocar mesmo tempo por mesmo texto.

Grato

Responder

#0•A3564•C741   2015-10-26 12:22:18 - Convidado/Dani Acioli
A BIBLIA DESTRUINDO O JULGAMENTO DE ABNER FERREIRA SOBRE O CATOLICISMO


Meu respeito a todos.

Não admitimos ataques pessoais e à honra e à dignidade de pessoa alguma. Repudiamos todo e qualquer cerceamento que tenha por objetivo restringir a liberdade de expressão ou o livre exercício de culto ou prática religiosa. Aceitamos que todo homem e mulher devem abraçar a fé e as crenças que lhes pareçam mais adequados. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina.

Introdução:

O autoproclamado Pastor Abner Ferreira produziu um arti......

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