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Artigo

Epidemia da perversão

SERGIO SEBOLD

Economista e Professor Independente

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O espaço jornalístico é pequeno para se desenvolver um tema de envergadura de que se trata a perversão. Sem entrar nas condições da psicanálise, a intenção é muito mais uma questão moral do que outra abordagem mais ligada à filosofia e mesmo a questões de medicina.

Há uma onda universal de tudo se mudar em termos de comportamento e atitudes, em detrimento de toda uma construção moral estabelecida por milhares de anos, fruto de experiências desastrosas que tem passado a humanidade nas areias do tempo. O maior código moral de comportamento instituído pela lei mosaica, os 10 mandamentos de inspiração judaico/cristã, independentemente, é praticado por todas nações mesmo as não cristãs. Esta onda de perversão, como uma peste, está destruindo toda força espiritual baseada nas virtudes, como um combate sem fim entre o bem e o mal.

Pela metodologia da psiquiatria a causa da perversão tem origem em duas grandes fontes: sociais e sexuais.

Nas relações sociais a pessoa de caráter perverso, busca na dominação e na influência, seu caráter privilegiado. Manobra habilmente para submeter o outro, até que seus valores sejam totalmente substituídos pelo novo caráter da maldade. A perversidade de um indivíduo ou mesmo uma instituição (traficante, máfia etc.) carregam um gênio ou caráter ruim, tendência para o mal; com a propositura de destruir uma ordem jurídica, social, mesmo natural (uniões do mesmo gênero) estabelecida.

Pode se dizer que esse século está se diferenciando na história como o século da rebeldia com o Criador, pela visão cristã. O clímax da perversão mostra-se excepcionalmente excitante numa pluralidade “maníaca de prazer”. Vivenciamos a criação da moral perversa, demolidora de valores, relativismo exacerbado em relação à ética e a moral, onde o homem se acha autossuficiente em si mesmo, pelo poder e pelo materialismo ateu, assentados na obscuridade humanista, progenitora da iniquidade. Está se forjando uma nova sociedade cujo cerne ativo é subverter as normas morais desenvolvidas através da história, com a bandeira que “o mundo agora é outro”.

A proliferação dos valores imorais é aberrante nos dias atuais; nessa sociedade a multiplicação das expressões da iniquidade permite nos aproximar das palavras do livro de Isaias (5:20): “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; dos que transformam as trevas em luz e a luz em trevas; dos que mudam o amargo em doce e o doce em amargo!”. O componente da perversão moral do bem em mal e vice versa, abrange todas as classes sociais; dramaticamente na formulação das leis, o Estado segue esta diretriz.

O oportunismo da perversão está intimamente ligado àqueles relativos à sexualidade humana, justamente a força que o Criador deu de presente para permitir sua perpetuação. Entretanto, esta força é decorrente biologicamente dos hormônios produzidos para esta finalidade que no nível da libido se denomina prazer. Em vista do forte componente hormonal, os jovens são as vítimas mais vulneráveis, neste processo de dissolução moral. A única espada moral para contrapor a promiscuidade é a virtude da castidade. O sexo quando usado fora dos padrões necessários para os fins que foram destinados pelo Criador, entra num processo de perversão, que cairá exatamente sobre o próprio ser humano, pela degradação corruptora e sua autodestruição. Para ser mais explícito, as denominações mais conhecidas nessa epidemia do desvio da personalidade são as sexuais: sadismo, masoquismo, pedofilia, prostituição, pederastia.

Toda esta perversão estimulada pelo hedonismo é manifestada através das peças publicitárias pornográficas, na pintura deliberadamente obscena, músicas com temas subjetivos, teatros blasfemos, novelas de destruição dos valores familiares, modas apelativas.

O padrão agora é espalhar a perversão em todas as condições e direções. Os novos deuses estão travestidos com o esplendor da luxúria, da libertinagem sexual, da corrupção do poder, da ganância pelo lucro e pelo dinheiro. O feio, na inversão estética, passa ser entronizado como fonte de uma nova cultura. Atrás das relações sociais se injeta o veneno da malignidade, da antiética, corroendo toda a teia de confiança cultivada ao longo da história; círculos intelectuais, culturais, educativos, mesmo religiosos estão contaminados pela maldade, “o que ontem era tão perverso e vergonhoso, hoje é orgulho e status”.

Vê-se por todos os lados a presença da perversidade, onde entidades (supostamente sérias) confundindo as pessoas levam muitas instituições ao financiamento do aborto e à esterilização em massa pela falácia da superpopulação, quando as soluções deveriam ser buscadas por outros caminhos mais eficazes, em termos de felicidade, como a redenção das virtudes humanas.

Neste caldeirão fétido de perversidade criam-se monstros contemporâneos: pederastia, prostituição e corrupção do poder. A febre e os sintomas desta epidemia já se manifestam na violência sem fim em todos os quadrantes do planeta.

A sociedade hoje se encontra pervertida e erodida, porque as famílias abandonaram a moral, a fé, até mesmo a lei natural.

Sodoma e Gomorra não foram amostras suficientes para o risco que corre agora toda a espécie humana.



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