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Artigo

Filhos, uma escola de amor

 

Sergio Sebold – Economista e Professor Independente

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Nas minhas andanças pela internet, encontrei um artigo/depoimento sobre a família de Renato Guimarães Varges, que pela beleza de sua exposição me encorajou a contar um pouco de minha experiência pessoal.

 

Começa ele com o título “Filhos uma escola de amor”, demonstrando alem da ternura de uma família em comunhão de amor, as opiniões de amigos de seu universo social, quando anunciou seu quarto filho.

 

Também tive a “coragem” de ter quatro filhos. Após o segundo, quando anunciava o próximo, cada vez mais via narizes torcidos de reprovação, rizinhos amarelos, como se estivéssemos fazendo a coisa mais absurda e errada de meu tempo. A reprovação ia desde “perder nossa privacidade”, dificuldade de criá-los, até o falso neo-malthusianismo, que estávamos enxameando a terra. Para o caso brasileiro, se continuar esta redução drástica, estaremos entregando nossa terra, tão zelosamente mantida e protegida pelos portugueses para suas futuras gerações. Se as famílias de hoje continuarem com esta absurda restrição de prole, sem dúvida outros povos se apossarão delas. É apenas uma questão de tempo.

 

Há quase quarenta anos, quando se confirmou a gravidez da minha última filha, foi para nós uma imensa alegria e uma graça do Criador, porque a desejávamos com todo o amor. Feitos os primeiros exames que tudo estava perfeito, veio àquela pergunta: é menino ou menina? Na época já havia ultrassom, infelizmente, disse o médico, ainda não dá para definir. Passado este momento de curiosidade, caímos em si, que diferença nos fará se for menino ou menina; o que vier virá. Não procuramos mais saber, o que Deus mandar será a mesma alegria. Ele nos brindou com uma linda menina, graciosa, alegre, feliz.

 

Um fato que nos deixou marcados, era que todas as pessoas de nosso círculo social, com exceção de um tio que já tinha cinco filhos, nos viam com ar de reprovação, até aconselhando de maneira velada que a abortasse, pois havia forte risco de uma criança com síndrome de Down, dada a idade da minha esposa na época em 37 anos.

 

Houve também alguns sorrisos irônicos e comentários malévolos do tipo: “se não conhecíamos anticoncepcionais?”, “não tinha televisão em casa?”, outros “como vocês irão sobreviver com todo este time?”. Ficamos sabendo por outros, que alguns criticavam “nossa irresponsabilidade”. No meu ambiente de trabalho com mais de quinhentos funcionários, deveria ser um comentário geral, quando o máximo que se tinha conhecimento era um ou outro casal com três filhos. Os demais, quando muito tinham dois filhos ou nenhum pelo egoísmo de que era melhor criar um cachorro ou um gato do que um filho. Estes animais substituíam “folgadamente” um filho e assim poderiam viver plenamente um para o outro(?).

 

Embora com as dificuldades que todos nós temos nos caminhos da vida, vejo hoje com imensa satisfação como meus filhos se doam uns aos outros.

 

Termino com uma frase tão singela dita por aquele autor: “uma família católica gera filhos para povoar o Céu e não nossas cidades (...) o bem estar que ofereço a eles é aquela que a Divina Providência nos proporcionar”.

 

Filhos são bênçãos do céu, uma escola de amor.

 


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