ABORTO (1352)'
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Artigo

Aborto: Abriu-se a caixa de Pandora

 

Sergio Sebold – Economista e Professor Independente

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A resistência ao aborto começa a se justificar pois, diante do rompimento desse dique moral, agora estão encontrando outro meio para selecionar a espécie humana conforme a ética utilitarista. A busca da sociedade pura está começando a mostrar suas unhas, tal como pretendia Hitler em sua histeria política. Os recentes protocolos legais na Alemanha pela introdução da “eutanásia dos neonatos” (eufemismo de assassinato) abre uma fase totalmente nova na luta pelo direito à vida.

 

A barbárie, que o Cristianismo conseguiu conter pela consciência entre os povos (pagãos) da Europa cujas práticas acima já eram conhecidas, começa agora, depois de milênios, a aflorar novamente, com a virulência dos jalecos e aventais brancos das clínicas de aborto.

 

A introdução legal a ser aprovada na Holanda por mecanismos e argumentos falaciosos da eutanásia, ou aborto pós-parto para recém-nascidos com alguma deformidade física, não eliminados no ventre da mãe pelo aborto, talvez até por resistência desta, bem demonstra o direcionamento da sociedade em seu abandono da fé cristã, cujo efeito será o retorno ao estágio da barbárie. Isto terá consequências trágicas a longo prazo. Infelizmente, a maioria dos políticos somente vê seus interesses eleitorais imediatos, não conhece nada da história e aprova sem o mínimo pudor leis que atentam contra a vida.

 

Na prática, trata-se de verificar se existe, no diagnóstico pré-natal, na investigação da criança/feto no útero materno, alguma possibilidade de ocorrência de anomalia genética do nascituro. O caso mais comum é a síndrome de Down ou mongolismo como é mais conhecido. Neste caso particular há informações assustadoras que 90% são abortados depois das indicações médicas.

 

Mesmo com todos os avanços da medicina, não há certeza absoluta, antes, e mesmo depois, logo após o nascimento, dos defeitos genéticos apurados. Feita a averiguação correta e “segura” de sua anormalidade, o próximo passo é a eutanásia pós-nascimento. Sem contar com o erro, muitas crianças sadias, podem ser confundidas pelas suas características com alguma anormalidade, sendo eliminadas (assassinadas); ou pelo contrário, crianças supostamente sadias, com potencial de anormalidade no futuro, podem ser preservadas.

 

O extremo absurdo da ética utilitarista coloca a questão nos seguintes termos: muitos abortos se fazem “tardiamente”, apelando para infanticídio onde “é melhor que a criança venha ao mundo de modo natural, para então exterminá-la, se realmente estiver com defeito ou doente. Ter-se-ia neste caso absoluta segurança sobre seu estado de saúde, e os médicos (pasmem), evitariam o risco de serem responsabilizados”.

 

Na revisão penal sobre a mulher que pratique o aborto na Alemanha foi introduzida sutilmente a expressão “indicação eugênica”, uma ampliação da liberdade abortista. Uma nova forma de se permitir o ”aborto”, após o nascimento! Essa “indicação médica” permite abortos até pouco antes do nascimento caso haja perigo para a saúde da mãe. Porém, isso é mera teoria.

 

Aqui fica evidente uma coisa: a legalização do aborto representou o rompimento de um dique que nos leva de uma catástrofe moral a outra pior. As soluções de compromisso não conseguem sustar este processo. A propósito da vida é necessário manter a postura que o cristianismo estabeleceu desde o início: não é possível fazer concessões.

 

Se uma criança passar pelos exames pré-natais, mas nascer com um defeito genético como a síndrome de Down, anencefalia, por hipótese, de acordo com tal projeto de lei, a criança poderá ser “eutanasiada”, resultado de uma lavagem cerebral que está atingindo a todos os povos do mundo. Ironicamente, chamam isso de “ato de compaixão”.

 

A maioria da população holandesa, ontem protestante, hoje é ateia. Os jovens de hoje não têm mais a ideia de um Deus Onipotente.

 

No aborto, o matador ou o algoz não vê os olhos de sua vítima, por isso é fácil adotar este procedimento, porque se ele tivesse a oportunidade de ver o feto se contorcendo, pela morte eminente, aí sim talvez chegasse a ver o terrível ato imoral que estaria praticando. É fácil e confortável eliminar alguém quando não se vê.

 

Que Deus tenha piedade dessa monstruosidade. A barbárie está chegando!

 


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