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Artigo

PERGUNTE e RESPONDEREMOS 045 – setembro 1961

 

 

PAVOR À MORTE E AO JUÍZO DE DEUS

APAVORADO (São Paulo): "Havendo pecado muito, tenho pavor à morte e ao juízo particular. Que fazer ?"

 

O temor perante o justo juízo de Deus é sempre salutar, quaisquer que tenham sido as circunstâncias de nossa vida passada. Verifica-se mesmo que, quanto mais uma alma é justa, tanto mais é consciente do contraste que existe entre Deus e o homem, e tanto mais indigna se sente de comparecer diante do Altíssimo.

 

Contudo o temor (e, muito menos, o pavor) não deve definir de maneira peremptória a nossa atitude perante Deus, tornando-a abatida e melancólica.

 

Se tememos, é por graça de Deus que tememos, ou seja, porque o Espírito Santo está agindo em nossa alma, atraindo-a a Si. Em consequência, sejamos felizes por conceber esse santo temor, e procuremos aproveitar zelosamente da graça do tempo presente e do restante de nossa vida terrestre para remir as culpas passadas mediante obras boas. Se doravante não opusermos deliberada resistência à graça de Deus, poderemos enfrentar a morte com tranquilidade, pois Deus não se deixa vencer em generosidade; Ele perdoa a todos, todas as vezes que Lho peçamos com um coração sinceramente contrito.

 

Por conseguinte, recupere a paz, caro amigo. Procure viver na graça de Deus, e utilize ciosamente as oportunidades de praticar a virtude que o Senhor não deixará de lhe proporcionar para o futuro.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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