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Artigo

Rumo ao totalitarismo de Estado

A educação de um país deve estar subordinada à cultura que se estabeleceu  através de sua tradição (no Brasil, tradição cristã)

Fonte: Jornal do Brasil

Quando o Estado ultrapassa os limites de sua competência, que é manter e proteger a sociedade, e começa a legislar, dentro de sua casa, está chegando o totalitarismo estatal. Quando procura: forçar as pessoas a não mais optarem por uma crença religiosa, romperem com suas tradições culturais, prestigiarem instituições que pregam o laicismo puro, imporem o relativismo político, está  entrando no domínio do monstro estatal, tal qual se vê hoje na Coreia do Norte, que a todos procura controlar.

Poucos estão se apercebendo de que estamos sendo encurralados pelo monstro, com sua presença em todos os setores da sociedade. É uma forma política, silenciosa, sorrateira de domínio do Estado. O modelo socialista do passado, implantado pela força, com insucesso estrondoso, está sendo substituído por formas mais suaves, a conta-gotas, com o pano de fundo da democracia, vai sendo introduzido através de leis, normas, na calada noite e longe da mídia; onde todos estarão sendo escravizados por um ente extraordinariamente poderoso: o Estado.

A educação de um país deve estar subordinada à cultura que se estabeleceu  através de sua tradição. Por sua vez, ela sofre efeitos da evolução tecnológica, mas sempre a favor do bem-estar ou da felicidade de um povo. Observe que a palavra educar é diferente da ensinar. O educar é cultural, o ensinar é técnico, pragmático, padronizado para eficiência e oportunidade de empregos, que a sociedade oferece em constante mudança pela força da tecnologia. Ao Estado cabe a obrigação de garantir ensino para todos, com direcionamento à produção. Aqui não há ideologia e, sim, a necessidade capitalista.

A educação por sua vez, também necessária para um padrão racional social, deve exaltar os valores pátrios. Quer queiramos ou não, é sempre carregada de ideologia. Assim, no momento que o Estado invade a área da cultura, da fé religiosa, dos grupos sociais e das famílias, procurando impor uma educação padrão, está-se criando uma perigosa opção: o totalitarismo, como ocorreu com a Alemanha nazista. 

Tanto a pedagogia como a psicologia são unânimes em afirmar que a personalidade da criança se firma entre a idade de 2 e 6 anos. Todos os encantos e desencantos que ela vier a sofrer nesta fase terão repercussões para o resto de suas vidas. Sem pretensa discussão pedagógica, nesta fase se forma o padrão comportamental, moral e ético de sua personalidade. Neste contexto a família é fundamental, na educação, onde ela vai dar rumo a sua vida futura, a partir de princípios do que é certo ou errado, do que é moralmente correto. Este é um direito inalienável da família. Não há qualquer outra instituição que seja melhor que ela. Agora o Estado também quer entrar nesta seara, entre outras tantas em que enfiou suas garras. 

A recente Lei (12.976/2013) que dá nova redação à LDB, na parte que torna obrigatória a matrícula de toda a criança a partir de 4 anos de idade é mais uma puxada para o domínio totalitário da sociedade. Cada vez mais se reduz a convivência dos filhos com os pais. Quanto mais cedo as crianças iniciarem seus estudos, mais cedo serão catequizadas conforme os interesses do Estado, será o domínio de suas consciências. A falácia de que as crianças devam começar cedo para se desenvolverem é uma mentira deslavada. É o ideal nazicomunista de tomar conta das mentes infantis desde muito cedo, subtraindo toda influência da família.

Agora os pais são obrigados a tirarem seus filhos do aconchego da família para as encaminharem às escolas públicas — verdadeiros centros de “doutrinação” (vejam as tentativas pedagógicas do Ministério da Educação: kit gay, kit aborto, uso de camisinhas e outras iniciativas sub-repticiamente ideológicas). Que horror! Aqui começa a lavagem cerebral da futura geração. Pura doutrinação.

Logo, logo, elas serão tiradas do convívio dos pais aos 2 anos, data em que já devem estar desmamadas. A partir desse momento elas passam a pertencer ao Estado, como pensam os ideólogos socialistas. Que absurdo!

Tudo isto está acontecendo, pela imposição de um grupelho que se encastelou nos poderes da República, onde os cândidos representantes do povo tudo aprovam sem qual qualquer pudor moral.

Lamentavelmente, o Brasil está trilhando caminhos, em matéria de educação, de modelos já abandonados pela Rússia e outras repúblicas ex-comunistas. Estamos nos alinhando a regimes teimosamente ditatoriais, como Cuba, China, Coreia do Norte.

Infelizmente, esta camarilha ideológica e não política, carregada de ódio por um passado frustrado, envolvidos por ideologias externas e fracassadas, se acham e se dizem arautos de uma nova civilização. Que pena! Quanta ingenuidade para a história! 

 Sergio Sebold, economista, é professor.

 


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