REVISTA PeR (2317)'
     ||  Início  ->  
Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 007 – julho 1958

 

Autenticidade dos Evangelhos

SAGRADA ESCRITURA

Manso, do Rio de Janeiro, questiona:Quisera ter provas da veracidade e da autenticidade dos Evangelhos”.

 

Para proceder com método, distingamos entre autenticidade literária (ou do texto) e autenticidade histórico-doutrinária (ou do conteúdo) dos Evangelhos.

 

1. Autenticidade literária

 

A questão da autenticidade do texto dos Evangelhos que hoje possuímos, não provoca grandes dúvidas entre os estudiosos.

 

Embora se tenham perdido os autógrafos (pois o frágil material usado pelos escritores antigos não era apto a resistir à ação do tempo), possuímos 2.300 manuscritos do texto grego dos Evangelhos e 1.500 lecionários (antologias) que contêm a maior parte dos quatro livros. Existem, além disto, quinze traduções antigas que, em caso de necessidade, podem auxiliar a reconstituir o texto original. O material, portanto, é copioso.

 

Os mais antigos desses documentos são os papiros e, entre estes, o primeiro por sua idade é o de no 52, que data do início do séc. II e apresenta o texto de Jo 18,31-33.37 (note-se que o Evangelho de São João foi escrito nos últimos anos do séc. I). Acha-se guardado em Manchester, na John Rylands Library. Este manuscrito, descoberto em 1934 no Egito, dá a ver que, poucos decênios (os que correspondem aproximadamente à duração de uma geração humana) após a redação de Jo na Ásia Menor, este livro já era lido no Egito.

 

O valor de tais testemunhos ainda se torna mais evidente se se considera o estado de conservação das obras dos autores clássicos. Destas se possui às vezes um só manuscrito (ao passo que dos Evangelhos existem mais de dois milhares). Ademais o autor que melhor se pode conhecer é Virgílio (+19 a.C.); ora, há um intervalo de 350 anos entre a morte deste poeta e o mais antigo manuscrito do mesmo hoje conservado. Para Tito Lívio (+17 d.C.), o intervalo correspondente é de 500 anos; para Horácio (+8 a.C.), é de 900 anos; para Júlio César (+44 a.C.) e Cornêlio Nepos (+32 a.C.), 1200 anos; para Platão (+347 a.C.) e Tucidides (+395 a.C.), 1300 anos: para Eurípedes (+407/6 a.C.), 1600 anos!

 

Os diversos códices dos Evangelhos apresentam, sem dúvida, notável número de variantes; poucas, porém, afetam o sentido do texto sagrado, sendo a maioria referente à ortografia, à posição dos vocábulos na frase, ao emprego de partículas, à omissão do artigo, etc.

 

Sendo assim, não há quem seriamente ouse negar que o texto dos Santos Evangelhos, como hoje o possuímos, seja fidedigno transmissor do pensamento dos autores sagrados.

 

Feita esta verificação, pode-se abordar a questão muito mais importante da

 

2. Autenticidade histórico-doutrinária dos Evangelhos

 

Pode-se dizer que até o séc. XVIII não se punha o problema da fidelidade histórica dos Evangelistas. No séc. XVIII, porém, teve surto a onda moderna de crítica aos livros sagrados, sustentada por diversos sistemas filosóficos (iluminismo, deísmo, kantismo, hegelianismo...).

 

1. As diversas sentenças arquitetadas para explicar de maneira nova a origem dos Evangelhos, diminuindo ou negando a veracidade dos mesmos, podem-se reduzir a dois tipos principais:

a) a teoria do personagem histórico aureolado em mito ou endeusado,

b) a teoria do mito projetado na história (no primeiro caso, passa-se da história real para uma ideia falsa; no segundo, de uma mera ideia para uma história falsa).

 

Examinemos sucessivamente essas duas teorias.

 

a) A primeira tendência dos críticos foi a de eliminar dos Evangelhos tudo que lhes parecia sobrenatural ou milagroso (pois de antemão consideravam estes elementos impossíveis). Jesus, por conseguinte, teria sido personagem realmente histórico, mas mero homem... Alguns autores conceberam o Nazareno como famoso agitador popular, o qual tentou contra os romanos uma revolução malograda, mas não obstante foi tido por seus discípulos como herói (tese de H. S. Reimarus, +1768). Outros O tiveram na conta de taumaturgo popular, que, utilizando forças e segredos meramente naturais, fazia curas aparentemente extraordinárias, parecia caminhar sobre as águas, multiplicar pães, etc. (H. E. G. Paulus, +1851). Um terceiro grupo considerava Jesus como profeta que se julgava Messias, Salvador do povo ou «Filho de Deus»; sua doutrina, a principio inspirada por fontes judaicas, teria sido pelas gerações seguintes mesclada com «dogmas helenistas» (A. v. Harnack, +1930). Uma sentença afim a esta é a dos «Escatologistas»: Jesus haverá sido empolgado por extraordinário sentimento religioso, crendo erroneamente que em breve o mundo se renovaria pela irrupção estrondosa do «Reino de Deus», de que ele seria o arauto e herói (Loisy, +1940; Guignebert, +1939; Goguel).

 

Entre os negadores da Divindade de Jesus convém citar em menção especial Ernesto Renan (+1892), autor de famosa «Vida de Jesus» (1863). Em estilo artístico e sedutor, um tanto dado à poesia, apresentou Jesus como «doce profeta» ou «encantador» (charmeur) de massas, cujo ambiente geográfico e histórico Renan procurou reconstituir minuciosamente. O livro, que conseguiu extraordinário sucesso em sua época, é hoje tido como obra de diletantismo literário mais que de espírito cientifico; já não pode ser levado a sério pelo estudioso sincero.

 

O fato — dizem todos os fautores dessas idéias — é que o homem Jesus, depois de morto, foi paulatinamente endeusado pela crendice de seus discípulos, vindo a ser considerado como Deus feito homem. Os Evangelhos seriam, antes do mais, a expressão das aspirações místicas das primeiras gerações cristãs, deixando muito longínqua e pálida a figura real de Jesus.

 

Uma das modalidades mais recentes da teoria do endeusamento ainda se poderia assinalar: é o chamado “Método da história das formas” (Formgeschichtliche Methode), que procura distinguir nos Evangelhos «paradigmas, novelas e legendas» acumuladas em torno de tênue núcleo histórico. Um dos seus propugnadores mais famosos, o protestante Bultmann, chega a falar da necessidade da Entmythologisierung ou «desmitologização» do Evangelho!

 

b) As teses dos críticos acima expostas foram por sua vez criticadas. A maneira como eliminavam o sobrenatural ou o milagroso das narrativas evangélicas, não podia deixar de parecer arbitrária; a figura histórica de Jesus que após esses cancelamentos os mencionados críticos ainda queriam admitir, era uma figura manca, inconsistente ou até mesmo monstruosa, uma figura tal que jamais sobre ela se teria podido construir a religião cristã animada pela fé tenaz dos primeiros discípulos e de vinte séculos subsequentes.

 

Por isto, visando ser mais lógica, outra corrente de críticos preferiu negar por completo a existência histórica de Jesus. Aliás, A, v. Harnack, racionalista liberal, já predizia que se daria com os críticos dos Evangelhos o que acontece com uma criança que se põe a arrancar as folhas de um bulbo, julgando finalmente encontrar um cerne ou o essencial no seu íntimo; verifica, porém, que, após lançar fora a última folha, nada mais conserva nas mãos.

 

Depois dos ensaios ainda conciliadores de D. F. Strauss (1835/6) e outros autores, apareceu finalmente em 1924 o do médico francês P. L. Couchoud. Este, rejeitando compromissos mais ou menos arbitrários, escrevia : “Jesus não é um homem que tenha vivido e haja desaparecido no seio da morte. É apenas um grande sonho dos homens, sonho constantemente vivo... em suma, um ser divino cujo conhecimento foi lentamente elaborado pela consciência cristã”. O mito (ou a ficção religiosa) do “Deus que morre e ressuscita”, mito muito antigo nas concepções da humanidade, terá sido finalmente, no início da nossa era, concretizado de maneira muito aparatosa por algumas coletividades judaico-cristãs; estas, recorrendo a elementos religiosos do Antigo Testamento, terão imaginado a realização desse mito na figura de um pretenso Jesus de Nazaré; foi essa imaginação, dizem, que inspirou os Evangelhos, os quais nada têm a ver com a realidade histórica. Couchoud chegava a profetizar em 1924: “Creio que por volta de 1940 Jesus terá passado inteiramente do plano dos fatos materiais para o das representações coletivas de ordem mental» (isto é, será reconhecido como mero produto da imaginação) (!).

 

2. Procuremos agora formular um juízo sobre os resultados da crítica moderna.

 

Parece que não há mais nenhuma hipótese a tentar para explicar os Evangelhos como livros cuja fidelidade histórica deva ser parcial ou totalmente negada. A crítica, criticando-se a si mesma, esgotou paulatinamente todos os alvitres: para não afirmar, com toda a Tradição cristã, que Jesus foi verdadeiro Deus feito verdadeiro homem, ou se admite que tenha sido mero homem endeusado ou se diz que Jesus não é mais do que a cristalização literária de lendário vulto “divino”.

 

Pois bem; uma e outra destas duas hipóteses se mostram vãs a mais de um título:

a) Razão de ordem geral: ambas as explicações acima supõem ou mentira fraudulenta ou engano simplório por parte das primeiras gerações cristãs, mentira ou engano que teriam dado origem a este fenômeno “Cristianismo”, o qual já dura há vinte séculos. Ora, um tal fundamento se apresenta insuficiente para explicar o Cristianismo, mormente se se tem em vista as perseguições de que foram objeto os cristãos até 313. Não faltaram aos discípulos de Jesus ocasiões para desistir de sua crença na Divindade do Senhor; tê-la-iam de fato abandonado se não lhes fosse evidentemente imposta pela realidade ou se lhes fosse sugerida pela mentira ou por uma alucinação coletiva.

b) Em particular, à tese do endeusamento de um mero homem, Jesus de Nazaré, deve-se lembrar que este fenômeno só teria sido possível dentro de considerável espaço de tempo; é geralmente à distância que os homens e os acontecimentos vão perdendo seus aspectos sombrios e tomando colorido puramente idílico. Ora, de um lado, Jesus nos Evangelhos aparece nitidamente como Filho de Deus, igual ao Pai (cf., p. ex., Mt 11, 27; Jo 8,51-58); de outro lado, hoje em dia já não há quem não reconheça que os Evangelhos sinóticos (Mt, Mc e Lc) foram escritos antes da destruição de Jerusalém ou, mais precisamente, entre 50 e 63 da nossa era; foram escritos na base de documentos já redigidos anteriormente (passou-se a época em que os críticos admitiam um intervalo de 100, 150 ou 200 anos entre a morte de Cristo e a redação dos Evangelhos), Ora, ao passo que um ou dois séculos constituíam o prazo oportuno para explicar o endeusamento de mero homem, dois ou três decênios já não são suficientes para isto. Os Evangelhos se apresentam, antes, como a reprodução de um ensinamento oral concebido pelos Apóstolos desde a primeira hora da catequese cristã em Jerusalém; por isto eram outrora chamados “Memórias dos Apóstolos” (cf. São Justião, +185, Apol. 1,66; Dial. 103,8); se afirmam a Divindade de Jesus, fazem-no porque esta pôde ser observada e pareceu comprovada àqueles que acompanharam a Cristo na terra. Aos Apóstolos e aos primeiros discípulos não ficava margem para inventarem algo ao referirem a vida de Cristo; se houvessem recorrido a esse expediente, teriam sido prontamente denunciados como embusteiros, pois não faltavam testemunhas da vida de Cristo que, hostis a Jesus e a seus discípulos, estavam prontos a rebater qualquer tentativa de mistificação; esta jamais teria passado impune... Também é de crer que uma pregação falsa, baseada na mentira, nunca teria conseguido abalar a população cética e comodista do Império greco-romano, induzindo-a a abraçar uma religião de moral tão exigente como era a do Cristianismo.

 

A teoria do endeusamento ainda se choca com outros obstáculos, quais sejam:

- a ideia de que Jesus pudesse ser filho de Deus, igual a Deus, era alheia às concepções de Israel, que inculcavam a unicidade do Senhor (Javé) nos termos mais rígidos possíveis;

- a tese da encarnação de Deus era como que um contrassenso para a mentalidade judaica; os Rabinos tendiam mais e mais a sublinhar a distância entre o Altíssimo e Eterno, de um lado, e este mundo, do outro;

- a noção de um Messias ou Salvador padecente na cruz era muito estranha tanto aos judeus como aos pagãos antigos (“escândalo e loucura”, diz São Paulo em 1 Cor 1,23); por conseguinte, jamais terá surgido das concepções dos homens do início da era cristã,

 

São estas as principais razões que levam a rejeitar a hipótese de que a antiga comunidade cristã tenha criado a figura de «Jesus-Deus».

 

c) Quanto à hipótese do mito do «Deus que morre e ressuscita», mito concretizado no vulto puramente literário de Jesus, ela também luta com dificuldades dirimentes, como sejam:

 

O quadro histórico em que Jesus é colocado pelos Evangelistas, apresenta pormenores muito condizentes com o que se sabe por fontes da história da civilização. Ora, os mitos conhecidos pela história das religiões costumam ser enquadrados dentro de épocas muito remotas da humanidade, épocas cujas características já não podem ser reconstituídas com precisão por quem os professa. Ao contrário, aqueles que escreveram o que os críticos chamam “o mito de Jesus”, teriam colocado a figura de seu herói em época muito próxima àquela em que escreviam, e teriam dado ao quadro histórico dessa época traços e coloridos demasiado minuciosos e realistas para poderem ser o acompanhamento de uma mentira, traços e coloridos bem sujeitos a controle e, por isto, comprometedores para a subsistência do mito.

 

Tais pormenores são, por exemplo, as alusões dos Evangelistas às autoridades civis do Império Romano (cf. Lc 2,1s; 3,1), à vida econômica e social dos judeus, até mesmo à maneira de pagar os operários (cf. Mt 20, 1-8), aos costumes de festas nupciais (cf. Mt 25, 1-12), aos folguedos das crianças nas praças públicas (cf. Mt 11,16s)...; são também as referências ao ideal religioso e político dos judeus, à mentalidade dos fariseus, dos saduceus, dos herodianos. Todas estas linhas do quadro externo da Palestina desapareceram no ano de 70, quando Jerusalém foi arrasada pelas tropas romanas; não teria sido fácil recompô-las com tanta vivacidade e coerência em época tardia. É o que leva os críticos a reconhecer que os sinóticos foram redigidos poucos decênios após a época que eles assinalam à vida de Jesus (de 4/7 a.C. a 30/33 d.C.), e foram redigidos na base de observações de uma realidade genuinamente histórica.

 

De outro lado, as narrativas evangélicas da vida de Jesus se apresentam geralmente esquemáticas e despretensiosas demais para poder ser produto da imaginação de místicos idealistas: os Evangelhos são muito sóbrios ao se referir à infância e à adolescência do Senhor, muito comedidos ao descrever os milagres de Jesus e a maneira como Ele os realizava; às vezes relatam pormenores que parecem contraditórios entre si e suscitam questões exegéticas (haja vista principalmente o que diz respeito às aparições de Jesus ressuscitado). Fazem-nos considerar também Jesus a se afligir e chorar, Jesus que parece estar fora de si (cf. Mc 3,21). Vê-se que nos Evangelistas não havia intenção alguma de “idealizar”, ou seja, de pintar uma figura tão selada pelo maravilhoso que só restaria ao leitor prostrar-se subjugado diante da sua mensagem; os Evangelistas pareciam crer que possuíam a verdade, a qual se imporia por si mesma, e que, por conseguinte, não lhes seria necessário recorrer a artifícios para relatá-la, mas poderiam narrá-la com espontaneidade simples.

 

É verdade, não faltaram escritores dos primeiros séculos que cederam ao desejo de idealizar o Senhor Jesus, suprindo as lacunas dos Evangelhos canônicos; mas justamente os seus escritos, chamados «apócrifos», não foram pela Tradição cristã reconhecidos como fidedignos.

 

3. Se inconsistentes se mostram as hipóteses dos críticos negadores da autenticidade dos Evangelhos, só resta ao estudioso sincero reconhecer o valor da sentença tradicional, que tem estes livros por relatos verídicos da vida de Jesus Cristo, Deus verdadeiro feito verdadeiro homem.

 

Naturalmente esta tese é, à primeira vista, árdua, porque pressupõe a possibilidade, ou melhor, a realização, do sobrenatural no decorrer da história. Note-se, porém, que as teses dos racionalistas, por sua vez, pressupõem algo que não provam, isto é, a absoluta impossibilidade do sobrenatural, da derrogação das leis da natureza por parte do Autor do mundo. Negando a fé no sobrenatural, professam outro tipo de fé: a fé na impossibilidade do sobrenatural. — Eis, porém, que o cristão, baseado em sua crença, se eleva a uma compreensão satisfatória do Cristo e do Cristianismo; o racionalista, ao contrário, partindo de seu postulado, se vê obrigado a professar autênticos absurdos, justamente porque rejeita o que na verdade não é absurdo. Destarte verifica-se que não são propriamente as dificuldades literárias nem as regras de interpretação dos textos que levam os autores a negar a veracidade dos Evangelhos (se fossem estes os verdadeiros motivos, haveria mais unanimidade de conclusões


entre os críticos liberais). São muito mais os princípios deste ou daquele sistema filosófico preconcebido que impelem tantos estudiosos a rejeitar os livros sagrados.

 

4. Uma última observação ainda se impõe: os Evangelistas certamente não intencionaram redigir uma biografia de Jesus no sentido moderno, completa e sistemática (cf. Jo 20,30; 21,35). Apenas reuniram dados concernentes a Jesus, com o fim de fornecer a pregadores e discípulos um compêndio de catequese. Em vista disto, selecionaram dentre o material que encontraram, os elementos que melhor se prestavam a revelar a figura de Jesus. Esses elementos, eles os concatenaram sem se importar grandemente com as respectivas circunstâncias de tempo e lugar, mas visando principalmente a ordem sistemática, ou seja, agrupando episódios e frases de Jesus referentes ao mesmo tema.

 

Tal finalidade catequética não exclui a fidelidade à história. Escolher os dados e dispô-los de modo a fazer sobressair a sua mensagem religiosa não implica alterar a verdade objetiva. Os Evangelistas fizeram obra semelhante à de historiadores que estudam, por exemplo, o Imperador Napoleão: um deles se propõe apresentá-lo principalmente como grande guerreiro e general, herói de campanhas; outro o mostra como homem político e legislador; um terceiro descreve a vida intima, os amores de Napoleão. Embora cada um desses escritores abranja apenas um aspecto, um lado da figura do Imperador, não deixa de ser historiador no sentido pleno da palavra...

 

Os leitores imediatos sabiam que não deviam procurar nos Evangelhos historiografia como tal; tinham mesmo consciência de que esta aí servia à comunicação de uma notícia de salvação eterna; por isto o modo como os Evangelistas narravam a história não os induzia em erro. Nem, portanto, ao leitor moderno deve causar embaraço; apenas se pede que este leia os Evangelhos como os Evangelistas queriam fossem lidos, não como nós, homens do séc. XX, lemos crônicas.

 

Um estudo muito sereno e de agradável leitura sobre a veracidade dos Evangelhos é a obra de Jean Guitton, JESUS. Paris 1957 ( 59a edição em dois anos). Tradução brasileira da Editora Itatiaia, Belo Horizonte.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

 


Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
3 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL -  FACEBOOK 
-

:-)