REFLEXõES (1490)'
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Artigo

A FONTE DA VERDADEIRA FELICIDADE

 

“A nossa vida não deve ser caracterizada por inquietações que geram ansiedades, e sim pela fé que produz felicidade”.

Charles H. Spurgeon (1834 – 1892)

Ministro Eclesiástico Inglês

 

Objetivo a ser alcançado em todos os tempos, a felicidade só agora começa a ser estudada pelas ciências sociais. As pessoas, no mundo ocidental, apesar da afluência econômica, não se tornaram mais felizes nos últimos 50 anos. Muitas ficaram ricas, trabalham mais, vivem mais tempo e são mais saudáveis. Contudo não estão mais satisfeitas. Hoje é possível medir esse grau de insatisfação, pois a psicologia econômica, disciplina só agora sistematizada, conseguiu resultados qualitativos muito interessantes, revelados, recentemente, no estudo de Richard Layard de título “Happiness: has social science a chue?”.

 

Na sociedade em que estamos vivendo, terrivelmente alienada, superficial, virtual, consumista e competitiva, é possível ter muito mais e não ser feliz. Por mais que consigamos, estamos sempre infelizes e insatisfeitos, porque as coisas terrenas não saciam os nossos desejos.

 

O filósofo e escritor latino Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.) disse: “Se não estou satisfeito com o que tenho, mesmo se possuísse o mundo, ainda me sentiria na miséria!”

 

Só Deus realiza os mais profundos e insaciáveis desejos do ser humano. Afirma com categoria São Bernardo de Claraval (1090 –1153): “Deus fez de ti um ser de desejo, e o teu desejo é o próprio Deus”.

 

Alguns anos atrás, perguntou-se a pessoas na França, na Alemanha, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos: “O que é preciso para ser feliz?” Dentre os entrevistados, 89 por cento disseram que isso requer boa saúde; 79 por cento mencionaram a satisfação no casamento ou na vida em comum; 62 por cento salientaram as recompensas da paternidade e da maternidade; e 51 por cento citaram uma carreira bem sucedida. Embora a sabedoria popular diga que o dinheiro não garante a felicidade, 47 por cento dos interrogados estavam convencidos de que ele a garante. O que os fatos revelam?

 

Primeiro, notemos o suposto vínculo que há entre o dinheiro e a felicidade. Uma pesquisa feita entre as cem pessoas mais ricas nos estados Unidos mostrou que elas não eram mais felizes do que as outras em geral. Além disso, embora muitas delas quase tenham dobrado o seu patrimônio nas últimas três décadas, não são agora mais felizes do que antes, segundo os peritos em saúde mental. Na realidade, um relatório comentou: “No mesmo período, os casos de depressão dispararam. O suicídio de adolescentes triplicou. O número de divórcios dobrou”. Em cerca de 50 países diferentes, pesquisadores que estudaram a relação entre o dinheiro e a felicidade chegaram á conclusão de que não se pode comprar a felicidade.

 

 Que relação importante com a felicidade têm fatores tais como boa saúde, casamento feliz e carreira bem sucedida?

 

No entanto, será que alguns vão a extremos para conseguir a felicidade? O filósofo Eric Hoffer chegou à conclusão que sim. “A procura da felicidade é um dos principais motivos da infelicidade.” Isso certamente é verdade quando procuramos a felicidade nos lugares errados. O lugar certo é o coração do ser humano. O caminho é Jesus Cristo e a riqueza é a Palavra de Deus.

 

Disse Santo Agostinho de Hipona (354–430), teólogo, filósofo e Doutor da Igreja: “A procura de Deus é a procura da felicidade, o encontro com Deus é a própria felicidade”.

 

É para Deus, pois, que é mister orientar todas as nossas ações e pensamentos. Conhecê-lo, amá-lo, servi-lo e assim, glorificá-lo, eis o fim da nossa vida e da nossa verdadeira felicidade.

 

“Infeliz quem conhece todos essas coisas (terrenas) e não Vos conhece, ó meu Deus! Feliz quem Vos conhece, embora ignore todo o resto. Quanto a quem Vos conhece e conhece também as coisas terrenas, não é mais feliz por conhecê-las, mas é unicamente o conhecimento que tem de Vós que o faz feliz”, diz Santo Agostinho.

 

A fonte da verdadeira felicidade aqui e na eternidade é Jesus Cristo. Só Cristo é preenche todo espaço do coração para paz e alegria.

 

 

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

Instituto Teológico Bento XVI

EFOR-Escola de Formação de Resende

Especialista em Ciência Social da Religião

E-mail: [email protected]

 


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