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Artigo

Pregações: Eventos - Reflexões sobre a Semana Santa IV - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Semana Santa - 4

O Padre Paulo Ricardo nos apresenta algumas reflexões sobre como viver a Semana Santa.

O drama pascal.
Trata-se de um duelo de vida ou de morte, duas liberdades que se encontram, a liberdade humana e a divina.
Vimos que o relacionamento entre a vontade humana de Cristo e a vontade divina de Nosso Senhor é paradigmático para nós. O Papa comenta essa realidade...
A natureza humana sem liberdade não seria humana. Ela tem vontade.
Mas há uma só vontade da pessoa, orientada para a vontade divina. Há uma união de vontades.
Por analogia, nossa vontade deve se unir à vontade de Cristo, para que seja Cristo que vive em mim. Só assim encontramos nossa realização e não nossa destruição.
É isso que Jesus tenta expressar quando faz comparações do tipo "quem quiser se perder por amor a mim vai se salvar". É preciso reununciar a si mesmo e tomar sua cruz, cada dia.
Para isso precisamos rezar e dizer: "Pai, seja feita a Vossa vontade". Esse é o resumo do Horto das Oliveiras, a união da vontade humana de Jesus com a vontade do Pai.

Entrementes, no mundo moderno o importante é fazer o que você quer...
O lema carnal mundano é este: fazer a própria vontade para ser feliz.
Do ponto de vista humano isto é uma absoluta imaturidade, como uma criança caprichosa.
Se a criança mimada fizer suas vontades, vai se destruir. É como um pequeno tirano que manda nos pais: "eu quero!!". E ela torna-se incapaz de ser feliz. O caminho do fazer a própria vontade leva à autodestruição.

A vontade humana foi criada para tender para a sinergia, uma cooperação com a vontade de Deus. Mas, por causa do pecado, a sinergia tornou-se uma oposição a Deus.
Fazer a vontade de Deus é o caminho da felicidade.

Muitos salmos só Jesus pode orar. Ele é o grande protagonista dos salmos.
E o filme de Mel Gibson foi muito inteligente espiritualmente ao mostrar que a oração de Jesus no Horto das Oliveiras não foi em aramaico, foi em hebraico (a língua sagrada), pois ele ora os textos dos salmos.

O povo de Deus não crê no que Bento XVI prega pelas virtudes de Bento XVI, mas porque ele prega o que a Igreja de Cristo de 2000 anos prega.
Precisamos seguir os santos que durante séculos rezaram a liturgia das horas. Os salmos são orações de lutas. É cristo lutando. Emprestem seus lábios para Cristo que um dia seus corações irão seguir Cristo também.
Cristo se fez abandonado para que ninguém mais tivesse o direito de dizer 'estou abandonado'.

Maria aos pés da cruz fez algo que Jesus não podia fazer: oferecer o sacrifício da fé. Jesus é o princípio e a própria fé, no sentido mais amplo, aquele que possibilita nossa fé, nossa confiança no Pai. Mas, para nós, não divinos, temos o exemplo de fé perfeita humana oferecido por Maria, pois Maria, ao receber nos braços o corpo de Jesus morto, tinha diante de si a refutação empírica e cabal das promessas do anjo. Mas ela não vacilou.
Maria é a encarnação perfeita da Igreja. A Igreja imaculada que se une ao sacrifício redentor de seu esposo. Ela é o que nós somos chamados a ser, por isso ela é modelo de todos os fiéis. Somos chamados a viver esse perfeito sacrifício da fé, quando tudo parece contradizer as promessas de Deus, esse é o momento de crer e oferecer o sacrifício da fé: "Eu não compreendo, mas creio."

Não podemos viver num mundo de carne sem ver o invisível. A Igreja é a continuidade do mistério da encarnação. O que Jesus viveu no Horto, o Cristo-Igreja continua vivendo ao longo dos séculos.
Se você não vê na Igreja o corpo de Cristo que se entrega por nós ao longo da história, você não conhece a Igreja ainda e não tem fé verdadeira. Nós somos membros do Corpo de Cristo.
Se com Ele morremos, com Ele viveremos.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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