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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 530 – agosto 2006

 

O código da vinci

"É TUDO FICÇÃO"

(Revista GALILEU)

 

A revista GALILEU, que não perde ocasião de espezinhar valores cristãos, desta vez publicou uma reportagem sobre o romance e filme "O Código Da Vinci" que põe em evidência o caráter fictício dos fatores que acusam a Igreja Católica no livro. O testemunho é especialmente significativo, pois procede de quem parece não querer ter preconceitos ao analisar fatos e ditos.

 

Vão, a seguir, publicados alguns trechos da mencionada reportagem (edição de maio 2006, pp. 66-73).

 

1) No Sumário:

 

"É TUDO FICÇÃO

Você é fã de 'O Código Da Vinci'? Então chegou a hora de saber de vez o que é verdade e o que é mentira no best seller de Dan Brown".

 

2) P. 67:

 

"Todas as descrições de obra de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente à realidade', explica Dan Brown antes de começar a narrativa do livro 'O Código Da Vinci'. Numa página chamada de 'Fatos', o autor garante que a obra mistura ficção e realidade. E nesta última está inclusa a existência do Priorado de Sião, sociedade secreta por trás da teoria que sustenta o enredo. Não queremos ser estraga-prazeres, mas, na verdade, Brown mentiu. Por mais interessante que seja, a origem do Priorado não é exatamente como foi apresentada. Ela não passa de um ótimo exercício de criatividade, assim como todo o enredo do livro.

 

Obviamente, isso vale também para a versão cinematográfica da obra, que chega aos cinemas do mundo todo em maio. Aliás, a história desses supostos 'fatos verdadeiros' que inspiraram toda a trama de 'O Código Da Vinci' parece ainda mais fantástica do que a do próprio livro. Trata-se de um caso repleto de falsificações de documentos, segredos milenares inexistentes, lendas que se transformam em evidências e, claro, muita gente disposta não só a sustentar toda a mentira, como a acreditar nela também".

 

"Não queremos ser estraga-pazeres, mas na verdade, Brown mentiu".

 

3) P. 71: "Santo Graal

 

O cálice lendário teria sido usado para colher o sangue de Cristo durante a crucificação

 

Descrito em romances, poemas e filmes, o Santo Graal geralmente é retratado como um cálice ou uma tigela utilizada para colher o sangue de Cristo durante a crucificação. Uma outra tradição acredita que o Graal fosse uma pedra preciosa. Ela teria caído na Terra de uma coroa de Lúcifer durante uma luta entre anjos que permaneceram fiéis a Deus e os devotados ao mal. A maioria das fontes que liga o Graal aos Templários é literária. Os cavaleiros teriam encontrado na Terra Santa um tesouro, que seria a fonte de seu imenso poder e fortuna. No século 19, estudiosos do tema ligaram esse tesouro ao Graal. Existe ainda uma outra teoria, segundo a qual 'Santo Graal' seria uma expressão derivada do francês arcaico: sangrial, que significa sangue sagrado. Perfeita para sustentar a tese de 'Holy Blood, Holy Grail' e 'O Código Da Vinci' de que o Santo Graal seria uma metáfora para a linhagem sanguínea de Jesus. A verdade é que nunca se confirmou nada sobre o tesouro, muito menos sobre a existência do Graal (e o que ele seria, afinal). Portanto, tudo não passa de especulação".

 

Sem comentários...

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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