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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 397/junho 1995

Mundo Atual

 

Quem são?

SOBREVIVENTES DE INCESTO ANÔNIMOS

 

Em síntese: Os Sobreviventes de Incesto Anônimos (SIA) constituem grupos de ajuda mútua, nos quais os traumas sofridos no passado vão sendo superados em vista da plena reintegração da vida na sociedade. Cada grupo segue um roteiro de Doze Passos, corroborados por Doze Tradições, às quais se seguem Doze Promessas. As reuniões de grupo são sigilosas, de modo a permitira cada membro falar livremente de seus problemas. Muito bem se tem feito desta maneira. Os SIA não cobram taxas nem impõem alguma terapia; recorrem a um Poder Supremo (- Deus) entendido como cada um O pode entender. Os interessados queiram pedir informações a SI A, Caixa postal 11766, CEP 22022-970 Rio (RJ) ou Caixa postal 132, CEP 13600-000 Araras (SP).

* * *

 

Existem grupos de ajuda mútua aos alcoólicos, aos neuróticos, aos narcóticos..., como também às vítimas (sobreviventes) de incesto anônimas (SIA). Já tratamos de Alcoólicos Anônimos em PR 183/1975, pp. 116-135, e de Narcóticos Anônimos em PR 392/1995, pp. 36-48. Neste fascículo abordaremos o SIA, valendo-nos de impressos distribuídos pela própria instituição em vista de esclarecer o público. A sede do Serviço Mundial do SIA encontra-se em Balti-more (USA).

 

1. QUEM SÃO OS SOBREVIVENTES DE INCESTO ANÔNIMOS?

1.  Eis a auto-apresentação encontrada no folheto "Os Lemas do SIA":

"Somos um grupo de auto-ajuda para pessoas maiores de 18 anos que viveram a experiência do abuso sexual por membros da família ou da família por extensão, ou por quaisquer outros adultos que abusaram de poder sobre nós. Usamos nossos primeiros nomes apenas, e mantemos a confidencialidade. SIA não é ligado a qualquer seita, denominação, entidade política, organização ou instituição; não deseja entrar em controvérsias, e não endossa ou apóia qualquer causa que seja. Nós nos auto-sustentamos financeiramente. Nosso propósito primordial é ajudar aqueles que foram vítimas de abuso".

2.  E que entende o SIA por incesto?

- A resposta é dada em diversos folhetos. Vai aqui transcrito o texto de "Sobreviventes de Incesto Anônimos. Folheto Informativo":

 

DEFINIÇÃO DE INCESTO PARA O SIA

"Uma traição de confiança por contato ou ato sexual, claro ou camuflado, que possivelmente inclui: toque ou não, sedução verbal ou abuso verbal, penetração, sodomia, penetração anal, estimulação manual, ameaças diretas ou veladas, práticas de atos sexuais ou sensuais na presença da criança ou outras formas de abuso, entre pessoas que têm algum tipo de relação, seja ela genética, por casamento, por morar junto ou que seja alguém em quem a criança deposita confiança ou supostamente deveria fazê-lo; isto inclui: mãe, pai, avô, avó, tios, tias, primos/as, padrasto, madrasta ou parentes dos mesmos, co-parentes, meio-parentes, amantes e/ou amigos de parentes ou de amigos da família, irmãos/ãs, vizinhos e também qualquer pessoa conhecida ou estranha com qualquer forma de poder sobre a criança como: profissionais tais como professores, instrutores extracurriculares, treinadores, enfermeiros, médicos, dentistas, terapeutas, padres, freiras etc, ou ainda qualquer pessoa cujo trabalho ou profissão lhe conceda poder sobre a criança. Também incluímos qualquer adulto em posição de poder que trai a confiança de outro adulto.

Quando a confiança de uma criança é violada, seja por uma criança mais velha, um irmão ou irmã, aparentados ou qualquer outro adulto, este ato se torna incestuoso. Colocamos plena responsabilidade no iniciador, para o que quer que ocorra. A idade da criança pode variar da concepção, recém nascimento, pré-escola, escola, adolescente ou mesmo adulto".

3. A pessoa que foi vítima de incesto no sentido atrás definido pode ficar profundamente marcada peia ocorrência:

"Nós nos chamamos 'sobreviventes', porque é isto que somos. Sobrevivemos a horrível trauma e tortura quando crianças. Foi exigida uma coragem extrema para que sobrevivêssemos. Lutamos continuamente para poder ter vida adulta produtiva e criativa.

Muitos sobreviventes são diagnosticados como tendo Distúrbio de Stress Pós- Traumático; outros apresentam múltiplas personalidades. A maioria de nós está lutando, de alguma forma, com o trauma emocional de nosso passado. Muitos lutam contra dependência de comida, álcool, drogas, relacionamentos abusivos, e muitos outros comportamentos destrutivos" (Folheto Para Profissionais da Área da Saúde)

Do folheto "Características de um Sobrevivente e Efeitos do Abuso Sexual na Infância" (o que se segue é realista e duro; publicamo-lo porque cremos que interessa aos nossos leitores conhecer este tipo de sofrimento):

"5 - Muitas de nós tinham um conceito negativo de si mesmas. Aprendemos a acreditar que estávamos destinadas a negar a nós mesmas. Nós nos sentimos usadas e nos víamos como não tendo nada para oferecer além de, talvez, sexo.

6  - Nós nos sentimos enraivecidas e exploradas, dependentes e impotentes, ansiosas e embaraçadas, ofendidas e solitárias. Temíamos nossos abusadores. Às vezes, bloqueávamos nossos sentimentos, usando máscaras e fazendo brincadeiras. Nós negamos, minimizamos ou diminuímos nossa vitimização. Éramos despreocupadas, retraídas, esquivas, super ativas, delinqüentes, promíscuas, dependentes... cada uma de nós encontrou sua forma de tentar não sentir. Nós dirigimos nossa raiva para o endereço errado e freqüentemente a expressamos inapropriadamente. Algumas de nós sentimos raiva de outros membros da família por não nos protegerem. Nós nos sentimos confusas com nossas necessidades e, algumas vezes, nos culpamos por ter necessidades. Algumas de nós se sentiram inadequadas ao se relacionar com os outros; nós nos retraímos e nos isolamos e éramos incapazes de deixar que os outros se aproximassem.

7  - Muitas de nós eram envergonhadas e deprimidas. Desejávamos morrer. Tentávamos livrar-nos de nossos problemas, livrando-nos de nós mesmas. Abusávamos de nós mesmas (dependência de drogas, prostituição, mutilações corporais, auto-desprezo etc.) e nós aceitávamos o abuso de outros. Éramos exploradas, porque nunca aprendemos a dizer não, não apenas sexualmente, mas em outras áreas de nossa vida também.

8  - Estávamos freqüentemente confusas sobre sexo e sobre nossa sexualidade. Algumas de nós acreditavam que o que nos estava acontecendo não era fora do comum, enquanto outras acreditavam que possivelmente eram as únicas a vivenciar este tipo de contato sexual. Algumas de nós aprenderam a usar sexo como a única forma de obter afeição ou de manter um relacionamento, enquanto outras aprenderam a sentir que sexo é sujo e principalmente um ato físico. Freqüentemente tínhamos nojo de nossos corpos e dos corpos dos outros, ou éramos incapazes de distinguir entre amor e sexo. O incesto afetou a forma como nós nos relacionamos com os outros sexualmente, também.

9  - Nós experimentamos culpa e vergonha como resultado da nossa experiência do incesto. Freqüentemente nossos pensamentos eram: 'O que eu fiz para merecer isto?'

 

10 - Muitas de nós estavam com medo. Tínhamos medo de nossos abusadores e de outras pessoas também (principalmente figuras de autoridade). Algumas de nós tinham medo de ser tocadas ou medo de ir para casa. Tínhamos medo de ficar no escuro, medo de ficar sozinhas, medo de ir dormir, medo do terror da noite. Nós tínhamos medo de nossa memória, medo de que as coisas nunca mudassem. Tínhamos medo de confiar nos outros e de confiar até em nós mesmas. A maioria de nós tinha medo de revelar seus segredos".

"Qualquer contato sexual entre uma criança e uma pessoa de confiança que causou dano à criança, seja este contato claro ou camuflado, seja flerte ou relação sexual, precisa ser trabalhado com seriedade. Ele afeta virtualmente todas as áreas da vida da vítima, já que ela é deixada com pouca ou nenhuma auto-estima. O desenvolvimento emocional da criança será interrompido na idade em que ocorrer o primeiro ataque e a vítima não começará a se recuperar até que atinja a idade adulta, se isto ocorrer.

Meninos, tanto quanto meninas, podem ser vítimas de abuso sexual. Qualquer um pode ser o abusador, principalmente se a pessoa é percebida pela criança como tendo autoridade, incluindo irmão, tio, amigo da família, tia, professor - a lista é infindável. Todavia, para sermos claros, vamo-nos referir à vítima como sendo a filha e ao abusador como sendo o pai.

Alguns dos desajustes sociais oriundos do incesto são alcoolismo, dependência de drogas, prostituição e promiscuidade. Distúrbios alimentares e de sono, enxaquecas, dores de coluna e de estômago, são apenas algumas da conseqüências físicas que a vítima pode apresentar. Comida, sexo, álcool e/ou drogas amortecem a recordação dolorosa do abuso e camuflam a realidade temporariamente. Se a vítima acredita que obesidade não é atraente, e se ela acredita que foi vítima de abuso por ser bonita, ela pode comer em excesso numa tentativa desorientada de se defender de outros ataques sexuais. Eu me sentia como se fosse vomitar'. Esta é uma colocação comum entre as vítimas e a bulimia (apetite insaciável) é uma forma de lidar com este sentimento. Anorexia (falta de apetite) é outra forma de auto-punição, que algumas vezes leva ao extremo da auto-vitimação: o suicídio".

4. Quanto à freqüência com que ocorrem abusos sexuais, registra-se o seguinte (texto extraído de um folheto dirigido aos profissionais da área da saúde):

"Abuso sexual de crianças não é tão raro quanto muitas pessoas gostariam de acreditar. As estatísticas sugerem que uma entre três meninas e um entre cinco meninos são vítimas de abuso sexual por parte de alguém que eles conhecem, até os dezoito anos. Isto significa que muitos dos pacientes que você vai tratar, são provavelmente adultos sobreviventes de abuso sexual. Algumas vezes você saberá isto sobre seus pacientes quando eles confiarem em você o suficiente para dividir esta parte de seu passado com você. Com freqüência você não saberá quem são os sobreviventes; eles podem ter medo de revelar esta parte de sua história.

Até recentemente, muito pouco havia sido escrito tanto em literatura de apoio como em bibliografia profissional, sobre as conseqüências de longo prazo do abuso sexual de crianças. Quanto mais adultos vítimas de abuso sexual na infância superam a vergonha e se tornam fortes para falar sobre o assunto, tanto mais suas vozes são ouvidas.

É difícil para uma pessoa que não foi vítima de abuso sexual na infância entender a sensação arrasadora de vergonha que resulta do abuso sexual. Aquelas de nós que foram molestadas e vítimas de abuso quando crianças, cresceram pensando que o abuso era, de alguma forma, nossa culpa. Podemos acreditar que fizemos algo que provocou o abuso, que somos culpadas. Podemos ter medo de que riam de nós ou digam que somos ridículas por imaginar que os outros podem, de alguma maneira, contar que carregamos este segredo. Esta condição de infância é algo difícil de superarmos quando adultas, e pode impedir que revelemos o abuso. Podemos estar cheias de medo de que figuras de autoridade (incluindo profissionais de saúde) venham a nos culpar pelo abuso. Podemos viver na ilusão de que figuras de autoridade nos punirão. O poder dos profissionais de saúde sobre nós, mesmo que temporário, pode trazer de volta o medo de ser vítima de abuso".

 

 

2. O PROGRAMA DO SIA

 

Em termos negativos assim se define o SIA:

"SIA - não é terapia convencional, agência de informações, movimento religioso, agência educativa, serviço de assistência social (não temos profissionais da área nem trabalhadores pagos).

SIA - não sugere ou requer que sobreviventes freqüentem terapias ou médicos. Apesar dos sobreviventes poderem ter terapeutas ou médicos, esta é uma decisão pessoal de cada sobrevivente. Nós vemos isto como uma ajuda adicional ao programa do SIA.

SIA - não permite que profissionais participem das reuniões como profissionais, exceto por decisão da consciência coletiva do grupo". (Folheto Informativo).

O único pré-requisito para ser membro do SIA é o desejo de deixar de ser uma vítima do incesto e se tornar um sobrevivente do mesmo.

Não se aceitam nos grupos do SIA "perpetradores", isto é, pessoas que praticam o incesto ou abusos sexuais. Também não se aceitam vítimas de incesto que se tornaram abusadores e cometem abusos sexuais.

Não se cobram taxas nas reuniões do SIA. Todavia quem pode dar uma contribuição para o pagamento das despesas com aluguel de sala, impressos, telefone, é convidado a dá-la. Cada grupo de SIA é autofinanciado.

Não existe Coordenador(a) permanente de grupo. A função de coordenar um grupo e suas reuniões toca aos membros do grupo por rodízio.

 

3. DOZE PASSOS, TRADIÇÕES E PROMESSAS

1. O SIA propõe Doze Passos como roteiro de recuperação dos respectivos membros. Ei-los como se acham enunciados nos impressos oficiais do SIA:

"1. Admitimos que éramos impotentes diante de nossa experiência do incesto, e que tínhamos perdido o controle de nossas vidas.

2.  Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade.

3.  Tomamos a decisão de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que o/a concebíamos.

4. Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

5.  Admitimos para nós mesmos, para Deus e para outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

6.  Ficamos inteiramente prontos para que Deus removesse todos estes defeitos de caráter.

7. Humildemente rogamos a Ele/Ela que removesse nossas imperfeições.

8.  Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas.

9.  Fizemos reparações diretas a estas pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo viesse a prejudicá-las ou a outrem.

 

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o/a concebíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.

12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem a outras pessoas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades".

2. Além dos Doze Passos, o SIA professa Doze Tradições. São linhas de orientação para os grupos como tais, a fim de que os sobreviventes possam encontrar unidade e continuidade na sua marcha; visam a formar "a consciência de grupo"!

"1. Nosso bem-estar comum deveria estar em primeiro lugar, a recuperação pessoal, para o maior número de membros, depende da unidade do SIA.

2.  Para nosso propósito de grupo, existe apenas uma autoridade - um Deus amoroso, que se expressa através da consciência de grupo. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; eles não governam.

3.  O único requisito para ser membro do SIA é que você seja vítima de abuso sexual na infância e deseje recuperar-se disto.

4.  Cada grupo deveria ser autônomo, exceto em assuntos que afetam um outro grupo ou o SIA como um todo.

5.  Cada grupo SIA tem apenas um propósito primordial - levar esta mensagem, apoiando e praticando os Doze Passos; nós mesmos, encorajando e compreendendo outros sobreviventes de abuso sexual e ajudando e confortando uns aos outros.

6.  Os grupos de SIA jamais deveriam endossar, financiar ou emprestar seu nome a qualquer empreendimento de fora, para que problemas com dinheiro, propriedade e prestígio não nos desviem de nosso objetivo primordial.

7.  Cada grupo deve ser totalmente auto-suficiente, recusando contribuições de fora.

8.  O trabalho do SIA deverá permanecer não profissional, mas nossos centros de serviços poderão contratar funcionários especializados.

9.  SIA como um todo jamais se deveria organizar, mas podemos criar juntas ou comitês, diretamente responsáveis por aqueles a quem prestam serviços.

 

10. Sobreviventes de Incesto Anônimos não opina sobre questões de fora; portanto, o nome do SIA jamais deveria ser envolvido em controvérsia pública.

11. Nossa política de relações públicas se baseia na atração, não na promoção; precisamos manter o anonimato pessoal, a nível de imprensa, rádio, TV e filmes.

12. O anonimato é a base espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre de colocar os princípios acima das personalidades".

3. Como resultado de seguir os Doze Passos e as Doze Tradições, há Doze Promessas para os Sobreviventes de Incesto Anônimos:

"1  Nós alcançaremos e manteremos serenidade.

2.  Conheceremos uma nova liberdade e uma nova felicidade.

3.  Nós não vamos lamentar nossa parte no passado nem vamos querer fechar as portas sobre ele.

4.  Compreenderemos a palavra "serenidade" e conheceremos a paz.

5.  Não importa quão baixo tenhamos descido, veremos como nossas experiências podem beneficiar os outros.

6.  O sentimento de inutilidade e auto-piedade desaparecerá.

7.  Perderemos o interesse por coisas egoístas e ganharemos interesse por nossos companheiros.

8.  O autoabuso desaparecerá.

9.  Nossa atitude e aparência na vida vai mudar.

 

10. O medo das pessoas e da insegurança econômica nos abandonará.

11. Saberemos intuitivamente como lidar com situações que geralmente nos derrubavam.

12. De repente perceberemos que Deus está fazendo por nós o que não poderíamos fazer sozinhos."

Como se vê, a recuperação passa pela fé em Deus entendido como o pode entender a pessoa interessada. Espontaneamente aflora nos grupos de ajuda mútua (alcoólicos, neuróticos, narcóticos anônimos e outros) a consciência de que um Ser Superior existe e tem amor à criatura para ajudá-la. Após muito sofrer, a vítima de incesto percebe que somente com a graça de Deus conseguirá recuperar suas disposições para viver alegre e corajosa. O fato é muito significativo; quando a criatura toma consciência da sua insuficiência para superar males que a afetam, a verdade emerge com mais pujança: Deus pode fazer o que não conseguimos realizar.

 

4. OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES

Verifica-se que maior é o número de mulheres do que o de homens nos grupos de SIA. As mulheres são vítimas de incesto mais freqüentemente do que os homens.

Para entrar num grupo de SIA, a pessoa interessada deve escrever a: SIA, Caixa Postal 11766, 22022-970 Rio (RJ) ou Caixa Postal 132, 13600-000 Araras (SP), anunciando seu desejo de admissão. Em resposta, receberá um questionário cujas respostas ajudarão os dirigentes de SIA a identificar o(a) candidato(a) e averiguar se tem condições para participar de algum grupo de SIA. Caso a conclusão seja positiva, a pessoa interessada receberá o endereço dos grupos mais próximos e poderá começar a freqüentar; o anonimato dos membros é guardado rigorosamente fora das reuniões de grupo de SIA; procura-se assim manter o clima de confiança e abertura dentro do respectivo grupo.

Possam os grupos de SIA atingir sua finalidade, levando muitas e muitas pessoas a se reencontrar consigo mesmas e com a sociedade!

 

Estêvão Bettencourt O.S.B.

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