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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 528 – junho 2006

No cinema:

 

"O CÓDIGO DA VINCI" (filme)

 

Em síntese: A Conferência dos Bispos do México emitiu uma Declaração em que analisa os erros de história do filme "O Código Da Vinci" e propõe aos fiéis católicos atitudes a tomar perante o ímpeto agressivo da película, que se prevê terá 800 milhões de espectadores.

 

Em PR 508/2004, pp. 456ss e 510/2004, pp. 568ss, já foi comentado o romance de Dan Brown "O Código Da Vinci", que foi "best-seller" durante várias semanas. A novela voltou a público sob forma de filme para o cinema, ofendendo milhões de cristãos. - Diante do fato a Conferência dos Bispos do México emitiu uma Declaração esclarecedora, que propõe atitudes a tomar perante a agressão. Vai, a seguir, publicado na íntegra o respectivo texto.

 

A IGREJA PERANTE O "CÓDIGO DA VINCI"

 

1. O PROBLEMA

 

- Desde que se publicou, na primavera de 2003, a novela "O Código Da Vinci", de Dan Brown, venderam-se 40 milhões de exemplares; pode-se considerar o "best-seller da década".

 

O filme baseado nessa novela é uma superprodução de Hollywood, dirigida por Ron Howard e com atores de primeiro escalão (Tom Hanks, Jean Reno, Audrey Tautou, Alfred Molina, Ian McKellen, etc.) o grande evento de 2006. Estima-se que 800 milhões de pessoas irão assistir ao filme.

 

A trama de "O Código Da Vinci" é a seguinte:

 

-   Jesus casou-se com Maria Madalena e teve vários filhos. Sua descendência é o verdadeiro Santo Graal (sangue de rei = sangue real = Santo Graal)

-   Cristo confiou a Igreja a Maria Madalena, mas os apóstolos tramaram contra ela, e ela teve de escapar para a França. Desde então, o clandestino "Priorado de Sião" protege a descendência de Cristo contra os ataques da Igreja Católica e transmite seus segredos em códigos cifrados. Por exemplo, na "Última Ceia", de Leonardo Da Vinci, a figura junto a Cristo não é o apóstolo João, mas Maria Madalena.

-A novela começa quando uma comissão de cardeais pressiona o prelado do Opus Dei para que um de seus membros, assassino de profissão, mate os últimos descendentes vivos de Cristo.

 

As idéias de fundo de "O Código Da Vinci" são:

-   Jesus não pensava ser Deus, nem seus discípulos o consideravam divino. A crença na divindade de Jesus foi imposta pelo imperador Constantino no Concílio de Nicéia em 325.

-   Jesus e Maria Madalena representavam a dualidade masculina-feminina (como Marte e Atena, Isis e Osíris); os primeiros seguidores de Jesus adoravam "o sagrado feminino", mas logo foi eliminado, e a Igreja se fez misógina (avessa às mulheres).

-A Igreja baseia-se sobre uma grande mentira: Cristo era um homem normal e comum. Para ocultar a verdade, a Igreja destruiu documentos, assassinou milhões de bruxas e hereges, manipulou as Escrituras...

 

A novela "O Código Da Vinci" apresenta dois problemas:

-   Trata-se de uma obra de ficção, na qual todos os personagens da Igreja são retratados de maneira odiosa;

-   O autor afirma na apresentação do livro: "Todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e ritos secretos nesta novela são verdadeiras". Na realidade, a obra contém numerosíssimos erros: de arte, de história, de religião e de cultura.

 

O filme agravará a situação:

 

-   porque essas falsidades chegarão a muitas pessoas (800 milhões, ou mais, se concorrer aos prêmios Oscar);

-   porque as imagens são mais poderosas que as palavras, e deixam mais marca;

-   porque os filmes chegam às massas, também aos que têm pouca formação e carecem de recursos críticos para distinguir o que é ficção e o que é realidade;

-   porque será utilizado pelos inimigos da Igreja para lançar outras acusações e campanhas sobre temas que não têm a ver com o livro.

 

2. Que se pode fazer ante esta situação?

 

Aproveitar a oportunidade para falar de Jesus Cristo e da Igreja:

 

- muitos católicos bem formados e praticantes se sentirão ofendidos; há que saber fundamentar sua reação, de forma serena e construtiva;

-   muitos católicos terão dúvidas sobre se o que diz o livro é verdade: haverá que intensificar a catequese e tocar em alguns temas (perguntem ou não perguntem);

-   muitas outras pessoas até agora indiferentes sentirão curiosidade de saber mais acerca da fé: haverá que estar preparados para satisfazer seu interesse com uma evangelização atrativa.

 

Também:

-   Pode ser uma boa ocasião de trabalhar junto a outros crentes: com ortodoxos e protestantes, porque o livro e o filme ofendem todos os cristãos; com judeus e muçulmanos (porque é uma manifestação de intolerância contra quem tem uma visão religiosa do mundo); e com intelectuais não crentes, que se sentem ofendidos pelos numerosos erros históricos, artísticos, culturais, etc, realizados 'para ganhar dinheiro'.

-   Pode-se aproveitar para impulsionar católicos de certa posição (intelectuais, jornalistas, empresários, etc.) a que se movam mais e vivam sua fé com mais responsabilidade".

 

Possam estas considerações e recomendações encontrar acolhida entre os católicos do Brasil! Redundem em mais estudo e aprofundamento da fé! Para tanto está à disposição dos interessados a Escola "Mater Ecclesiae", à qual se podem pedir informações pelo telefax: 0 XX 21 2242-4552.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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