IGREJA (1788)'
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Artigo

Pregações: Igreja - Missão às Avessas - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Missão às Avessas

Os missionários do mundo moderno, com empenho e destemor, atuam como agentes infiltrados dentro da Igreja querendo minar os verdadeiros católicos com os seus falsos discursos. Desejam conduzir o católico fiel e autêntico para a relativização da Revelação Divina e à traição da Verdade.
Esta é a triste realidade que vivemos atualmente, uma missão às avessas.

O Papa Bento XVI fez um alerta: devemos mudar o mundo! Esta é a verdadeira missão e não o contrário.

Qual a primeira coisa que faz o missionário do mundo moderno?
Tenta convencer que todas as religiões são boas.
Se S. Paulo tivesse encontrado um desses missionários modernos, este tentaria convencê-lo a deixar o tiranismo religioso e arrogante, pois é preciso respeitar a cultura e a religião dos outros ... 'deixa esse Jesus incômodo pra lá!'...

Mas o mundo precisa saber que Cristo morreu por nós e isso compele os cristãos a propagar essa Verdade, essa realidade viva! Era esta a convicção dos primeiros cristãos.

Os cristãos do mundo moderno perderam essa convicção. Vivemos um 'deixa estar'. Não somos verdadeiramente missionários, não estamos convencidos que ser católico é coisa boa, que é uma maravilha pertencer ao Corpo de Cristo que vive e atua na história da humanidade ao longo dos séculos ...
Nós que experimentamos o amor de Cristo, precisamos reavivar a chama desse amor e ser verdadeiros missionários. E a primeira terra em que precisamos por nossos pés é o nosso coração! É preciso lutar contra o apóstata e o herege que tenho dentro de mim, adaptando-me à fé dos apóstolos de 2000 anos e sendo fiel a Cristo e ao Santo Padre!
Mas, o que está acontecendo é o contrário. Vemos pessoas que se tornaram missionários do mundo dentro da própria Igreja. É o apostolado do 'deixa disso'. "Pra que fazer penitência, carregar a cruz... Deus é misericórdia, Deus é bonzinho... Deus não condena ninguém...." esta é a pregação do missionário do mundo, ele quer que você renuncie à fé, faça uma apostasia.

Como se perde a fé hoje em dia?
Não se trata de substituir Deus pelo vazio, mas é pegar Jesus verdadeiro e substitui-lo por um jesus falso, adaptado aos próprios gostos e cores. Nada de cruz, mas um jesus paz e amor, um jesus legal que aceita tudo, que faz passeatas pró-tolerância...
Esse é o Jesus falso. Você não crê mais no que os santos creram, no que os papas creram.
Existem duas formas de acabar com o cristianismo: pegar todos e matá-los um por um; tentaram mas não deu certo. Agora temos o novo método... com grande ardor missionário.
E por que tanto ardor? Pelo ódio do apóstata. O Cardeal Ratzinger alertou-nos para isso... num livro 'Mirar a Cristo'. Apóstata é um sujeito que se acha cristão mas criou uma versão mais fácil do cristianismo evitando a cruz e todo radicalismo 'por um mundo melhor'.
O apóstata necessariamente fica muito incomodado quando vê um cristão fiel e é aí que surge esse ódio.
O apóstata fez uma violência contra si mesmo, contra sua consciência. Se o fiel lhe mostra um espelho, isso desperta sua consciência e o incomoda.

Como reagir diante disso tudo?
O primeiro passo é notar a doença. Ao lançar o grito de missionaridade para a Igreja da AL como grande missão continental, o Papa quer antes de tudo que sejamos verdadeiros discípulos de Cristo, sal da terra e luz do mundo. A Igreja precisa recuperar o sabor do sal. Ela precisa novamente por a luz no candelabro. Precisamos entender que o mundo não está cochilando e tenta ganhar espaço na Igreja.

S. Paulo foi tomado por esse amor de Cristo: 'o amor de Cristo nos impele'. Que infeliz é quem não conhece Cristo e não experimentou o amor de Deus!
O amor deve se difundir no mundo inteiro. Não foi o cristianismo que trouxe guerras e desgraças! É isto que os inimigos de Cristo querem nos fazer pensar, nos amarrar, que achemos que somos imperialistas religiosos, inquisidores, e estamos querendo desrespeitar as pessoas.
É preciso voltar ao apelo inicial do evangelho.
Ser missionário não é matar para convencer as pessoas, mas morrer para que elas recebam o amor de Deus e assim, dando provas desse amor, haverá conversões porque o sangue dos cristãos sempre foi semente de novos cristãos. Se a Igreja cresceu de forma galopante nos primeiros séculos é porque foi regada pelo sangue dos que não mediram esforços para trazer para a luz da fé os que estavam afastados.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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