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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 516/junho 2005

Ciência e Fé

BIOÉTICA: DUAS CARTAS

 

Células-tronco

Retornei recentemente ao Brasil após dois anos de trabalho com um renomado grupo de pesquisa em células-tronco no Canadá. Ao chegar, deparei-me com um clima de euforia -incomum em relação às promessas atribuídas às células-tronco embrionárias. Famílias e deficientes físicos estão iludidos com uma euforia sem base científica que justifique o uso de células-tronco embrionárias humanas. Como uma das pouquíssimas pesquisadoras do uso de células-tronco no tratamento de doenças neurodegenerativas no Brasil, acredito no potencial de células-tronco maduras, que são, de fato, as mais promissoras; as únicas até hoje empregadas em terapias já em fase clínica. As células-tronco derivadas do embrião geraram tumores e são rejeitadas pelo organismo transplantado. 0 lobby feito por um pequeno grupo confunde os leigos. Todas as terapias testadas no Brasil e no mundo até hoje foram feitas apenas com células maduras e só estas alcançaram resultados promissores!

CLAUDIA BATISTA

professora-adjunta do Departamento de Histologia e Embriologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (via Globo Online, 3/3), Rio"

 

Morte Cerebral

"0 artigo de Luiz Ro               berto Barroso, publicado no dia 2, a respeito de anencefalia apresenta vários pontos que devem ser reparados. A definição legal do momento da morte, a morte cerebral, é regulada pela resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina. Para que ela seja constatada, há uma série de exigências a serem cumpridas pelo médico que a atesta como coma aperceptivo, ausência de atividade motora supra-espinhal e apnéia. A chamada morte cerebral deveria na realidade ser denominada de morte encefálica, pois, para que seja efetivada, há necessidade de que todo o encéfalo, e não apenas o cérebro, que é parte dele, tenha morrido. A morte do tronco cerebral é indispensável para que seja declarada a morte. O articulista declara que o anencefálico sequer chega a ter vida cerebral, mas ele tem vida encefálica pois seu tronco cerebral está vivo. A prova disso é que tanto intra como extra-útero ele se movimenta, tem batimentos cardíacos, respira, deglute, urina e evacua. Ele tem, antes de tudo, vida humana e seu genoma prova isso. O que defendemos é o direito à vida humana e não à vida cerebral do anencefálico e esta vida a Constituição resguarda.

HERBERT PRÁXEDES

(por e-mail, 8/11), Niterói, RJ"

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