Pregações: Parresía - A Ressurreição de Jesus - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

A Ressurreição de Jesus

Se depender de certos teólogos, a Igreja no Brasil deixará de ser católica.
Falemos da ressurreição e das modas teológicas presentes em nosso país.
Aqui não é a minha opinião, mas a fé da Igreja de forma autoritativa, no catecismo da IC, nas encíclicas papais e no segundo volume do livro Jesus de Nazaré do atual Papa Bento XVI.

Dois teólogos cujos livros fazem sucesso no Brasil (vendem) e são usados nos seminários:
Reinold Blank, com livros de escatologia.
E Torres Queiruga.
Seus ensinos sobre a ressurreição dos mortos e de Jesus não são compatíveis com a fé católica.

A idéia:
A ressurreição dos mortos nada teria a ver com o corpo.
O Pe Oscar Quevedo é da mesma opinião do teólogo Blank.
A ressurreição de Jesus independe do túmulo estar vazio ou não...

O Papa afirma claramente negando esses teólogos: teria sido impossível aos apóstolos pregarem a ressurreição de Jesus com o cadáver no sepulcro.

A fé da Igreja:
- o corpo se decompõe e a alma se apresenta diante de Deus para o juizo particular; só no fim dos tempos ocorrerá a ressurreição.

Os judeus da época já acreditavam na ressurreição dos mortos no final dos tempos.
Os discípulos de Jesus não entendiam o que Jesus prenunciava sobre sua ressurreição, porque como judeus ela teria que ocorrer no final dos tempos.
Jesus nos trouxe um paradoxo, porque Ele venceu a morte e ressuscitou, mas a morte continua em nosso mundo.
Os relatos sobre a ressurreição de Jesus nas escrituras são literariamente um fracasso, eles não conseguem descrever o que o ocorreu direito. Se fosse algo inventado, seria mais crível e coerente!
O que eles viverem de fato?
Eles viram não um fantasma, mas um corpo. Não uma visão ou uma experiência mística, mas algo físico, concreta, palpável, sensível. Algo impossível e indescritível...
Mas, ao mesmo tempo, diferente. Nunca é reconhecido por seu rosto, mas indiretamente por ações, palavras e atitudes, era reconhecível, mas não evidente.
Ele tinha um corpo glorioso. É diferente de simplesmente voltar à vida, como Lázaro... a reanimação de um corpo morto em nada muda sua vida.
Jesus não voltou à vida, mas Ele venceu a morte. É uma vida nova, divina, o mesmo corpo com qualidades diferentes.
O corpo do sepulcro sumiu. O corpo tem as chagas. Ou seja, há uma identidade, é o mesmo corpo.
Mas também é diferente, o que dificulta sua compreensão.

A ressurreição é uma realidade que ocorre fora da história, mas não totalmente fora dela, pois ela também ocorre em nossa história e o sepulcro vazio sinaliza isso.

O que esses teólogos ensinam não é o que a Igreja ensina há dois mil anos.
A nossa fé na ressurreição de Jesus muda completamente nossas vidas.
O Papa Bento XVI afirma que ela, de forma alguma, vai contra a ciência, mas abre aos nossos olhos uma nova dimensão da realidade que era invisível e ainda não foi objeto de estudo.

Jesus ressucitado é reconhecido pela fé, não pelo rosto, mas pelos sinais, pela fração do pão, pela rede jogada, pelas chagas de amor... reconhecemos Sua presença real na Eucaristia pela fé, assim como os primeiros apóstolos foram chamados para ter fé e, como S. Tomé, reconhecer NSJC e afirmar "meu Senhor e meu Deus"!

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

Revista Católicos Online - Bíblia Católica - Catecismo
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