Diversos: Igreja - Papa Leão XIII e a visão de Satanás - por Pe. Gabriele Amorth

Papa Leão XIII e a visão de Satanás

Um homem 'que, como pontífice, teve o privilégio de ver o reino de Satanás. E depois relatou sua visão ao mundo, obrigando, assim, toda a Igreja a rezar para derrotá-lo. Chamava-se Gioacchino Pecci.
Quem é Gioacchino Pecci?

É um dos grandes Pontífices da história. Torna-se Papa em 1878 e escolhe o nome de Leão XIII. Antes de João Paulo II, era quem ostentava o recorde de segundo pontificado mais longo da história da Igreja, depois de seu predecessor, Pio Um dia, 13 de outubro de 1884, Leão XIII assiste à missa. Sempre de pé, depois de haver celebrado uma missa, assiste a outra. E uma missa de ação de graças.

Em certo momento, aqueles que se encontram ao seu lado vêem que ele ergue a cabeça, buscando algum ponto no alto. Depois, olha fixamente à frente, como se estivesse em transe. O que ele vê? Seu rosto muda de cor. Fica roxo. Papa Leão XIII parece assustado. Durante alguns momentos, parece, inclusive, aterrorizado, como se estivesse num mundo monstruoso. Pouco depois, como se nada tivesse acontecido, dirige-se rapidamente ao seu escritório. "Não se sente bem, Santidade? Aconteceu alguma coisa?", perguntam-lhe seus secretários, algo assustados. "Nada. Nada. Deixem-me sozinho. Não aconteceu nada." Na realidade, havia ocorrido algo. Com efeito, Papa Leão XIII senta-se em seu escritório e isola-se em momentos de profunda e intensa escrita. Escreve.

Escreve sem parar. Pouco depois, chama um de seus colaboradores, o secretário de um "ministério" da Cúria Romana, a Congregação dos Ritos (hoje, Congregação para as Causas dos Santos). Sem dizer nada, entrega-lhe uma folha. "Manda imprimi-lo e difunde-o por toda a Igreja", ele ordena. O secretário sai do escritório, abre a folha e lê as palavras que o transtornam. É uma oração a São Miguel Arcanjo, quem, nas Escrituras Sagradas, defende a fé em Deus contra os ataques de Satanás. "São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxílio contra a malícia e as ciladas do demônio. Exerça Deus sobre ele império, como instantemente vos pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Amém."

Por que esta oração? Por causa da visão que teve pouco antes. É uma visão que tem a ver com o futuro da Igreja. Um período de cerca de cem anos futuros, quando o poder de Satanás alcançaria o seu ponto máximo. Cem anos! Trata-se, na verdade, da nossa época! O Papa Leão XIII escuta duas vozes: uma suave, amável; a outra, rouca e áspera. Parece-lhe que essas vozes vêm do tabernáculo. Compreende, de imediato, que a voz suave e amável é a de Jesus Cristo, enquanto a outra, rouca e áspera, é a de Satanás.

Satanás afirma, com orgulho, que pode destruir a Igreja, mas para fazer isso pede mais tempo e poder. Jesus, de maneira misteriosa, aceita a petição e pergunta-lhe de quanto tempo e de quanto poder ele necessita. Satanás responde que necessita de cerca de cem anos e um poder maior sobre aqueles que se colocaram a serviço de Cristo. Jesus concede a Satanás o tempo e o poder que solicita, dando-lhe plena liberdade para dispor como quiser: mas não destruirá a Igreja. Papa Leão XIII permanece de tal maneira impressionado por essa experiência que escreve uma oração em honra de São Miguel, para proteção da Igreja. É a prece que entrega a seu secretário e, por meio dele, a toda a Igreja.

O Papa deseja que essa oração seja recitada ao final de cada missa. Tal disposição foi cumprida até a década de 1960, quando, com a reforma da missa realizada pelo Concílio Vaticano II, a oração foi definitivamente suprimida da liturgia. Vamos voltar ao significado dessa oração. Vamos voltar ao nosso tempo, nestes dias em que Satanás sente diminuir a liberdade que lhe foi concedida por Cristo e por isso mesmo trata de, com força extraordinária, destruir a Igreja e o mundo. Estamos na batalha final e teremos de falar dela.
Mas, antes, detenhamo-nos um instante. Onde? No Vaticano.

Fonte: extraído do Livro "Último Exorcista" - Padre Gabriele Amorth

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