Família, centelha da sociedade.

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

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Especulamos sobre a sombria hipótese e ficção do último ser humano sobre a face da terra por não mais desejar ter filhos. Rodeado de cães, gatos, pássaros, cobras...; estes dirão entre si: até que enfim se foi o último, maior e pior predador que surgiu na face da terra e nós éramos os seres “irracionais”! Agora ela é só nossa.

Para este último humano, não haverá quem vai enterrá-lo. Todos os demais seres vivos que se comportam segundo as leis da natureza estarão ao seu lado vendo o humano sucumbir; talvez os urubus comam a última carcaça. Pode ser um homem ou mesmo uma mulher. Se essa for feminista, perdeu sua oportunidade de deixar gerações para se dedicar exclusivamente a “amar” os animais, porque o ser humano não mais lhe interessa em seu ego, sentirá amargamente as consequências, pelos argumentos a favor de “meus direitos” sobre seu corpo. A última centelha se apagou.

 

Mas o destino foi selado. Nem o seu companheiro de vida, o homem, não estará presente para lhe dar a última oportunidade de gerar. Seu tempo esgotou. E agora? Talvez ela busque se relacionar com cachorros, macacos, bodes... no desespero, para deixar alguma descendência tardia, pela sua proposta zoofílica, que tanto defendeu na juventude como prazer luxúrico. Mas deu azar o último homem, - provavelmente também não desejava filhos, talvez era homossexual – e já se foi por alguma doença antes dela. Agora “ela” está só. O ser humano finalmente quebrou a cadeia da vida, dada gratuitamente pelo Criador.

 

A estória acima meio cáustica, aterradora, foi para alertar aquele(as) que não desejam mais ter filhos. Parece estarmos vivendo o último capítulo geracional. Pelo andar da carruagem, isto já está acontecendo em nosso próprio país onde há tanta abundância e espaço físico. Só que cada um nesta maneira de pensar, acha que o outro é que vai garantir a sobrevivência da espécie. Mas o outro(a) também pensa da mesma forma. É sempre assim, procura-se deixar para os outros a responsabilidade, quando ela pertence a todos. Como ficamos agora? Tudo isto acima acontecerá quando a família for destruída.

 

Infelizmente estamos vivenciando fortemente um momento pansexualista; é sexo para todo lado. O “outro” na visão cristã da imagem e semelhança de Deus, se transformou num objeto de puro prazer hedonista momentâneo. Muitas famílias (?) com pais medrosos, alienados ou até se intitulando de vanguarda, sem critérios ou por acomodação, permitem que a casa vire motel gratuito. O tempo mostra os amargos frutos deste monstro pansexualista que foi criado e não mais se consegue eliminar: infidelidades, brigas, violências sem fim, separações, feridas psicológicas incuráveis, crianças fragilizadas sem rumo e sem futuro.

 

Este monstro está dentro de nós todos. Se não tivermos critérios moralmente sólidos e virtuosos, bebidos em famílias realmente estruturadas, seremos objetos frágeis nas garras do sistema social vigente, que empurra todos para essa máquina “faminta” do prazer irresponsável e que não leva ninguém a lugar algum. O matrimônio instituído por Cristo é sagrado; “Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Feliz é a família que consegue entender essa afirmação na sua essência e profundidade.

 

Por esse raciocínio a família jamais poderá ser destruída, para não chegar na situação acima. A família só prospera, por outro lado, pelo compromisso assumido pelos pais no ato do matrimônio sagrado.

 

Felizmente, em tempo estão se levantando algumas vozes contra a maldita “ideologia de gênero”, contaminada em todos os níveis de governos e setores da sociedade atual, através de mídias pornográficas. A marcha empreendida dia 22 de maio em Brusque/SC, em defesa da família pelo GRUPIA, com o sugestivo tema “Família, berço da vida”, e o lema “Família Ontem, Hoje e Sempre”, foi um primeiro passo para alertar a população da degradação moral que estamos vivenciando.

(23/05/16)

 


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