PERGUNTE E RESPONDEREMOS 401 – outubro 1995

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MISSA AFRO. CARTA PUBLICADA NO "O GLOBO" 27/8/95

 

 

A propósito do rito de Missa exibido pela televisão há poucos dias, a bem da verdade convém esclarecer que se tratava de um ensaio infeliz de inculturação, que de modo nenhum gozava da aprovação do Papa João Paulo II, ao contrário do que fo declarado. Tratava-se, antes, de uma iniciativa local, cujos mentores visavam a utilizar símbolos da cultura africana para exprimir a féea Liturgia católicas; acontece, porém, que o espetáculo daí resultante não atingiu a sua finalidade, que era elevar as mentes a Deus em atitude de oração; lembrou muito mais os festejos folclóricos do nosso povo, associados a Carnaval e a cultos não cristãos. A inculturação tem em vista aproveitar expressões da cultura africana, asiática e indígena para transmitir as verdades do Evangelho; estas são destinadas a todos os povos e devem ser apresentadas aos destinatários de tal maneira que as possam compreender e viver, sem que percam a sua identidade africana, asiática ou indígena. Esta tarefa de inculturação é delicada e difícil, como se pode depreender da iniciativa mal sucedida de que nos deu notícia a televisão. - Importa frisar que o espetáculo assim apresentado não representa os rumos oficiais da Igreja Católica. Quanto à escrava Anastácia, é notório que ela nunca existiu; o seu rosto recorberto de máscara se deve à fusão de duas gravuras que representavam rostos masculinos! A biografia respectiva se deve ao Sr. Yolando Guerra, falecido em 1983, que, com a melhor das intenções, reuniu documentos diversos dos quais resultou a estória da escrava Anastácia.

 

Pe. Estêvão Tavares Bettencourt, O.S.B.


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