PERGUNTE e RESPONDEREMOS 036  - dezembro 1960

 

RELIGIÃO E PSIQUIATRIA

CIÊNCIA E RELIGIÃO

MIGUEL (Bahia): «A ciência moderna insinua por vezes que a Religião não é senão uma forma de tratamento psiquiátrico. Assim como fez bem a muitas pessoas, pode ser desnecessária e mesmo nociva a outras. Que dizer dessa tese?»

 

Em verdade, registra-se nos nossos dias estranho fenômeno: a Medicina e a Religião tendem não somente a se entrelaçar, mas até mesmo a se absorverem mutuamente. Com efeito,

 

a) A Medicina, principalmente a Psiquiatria, por voz de um ou outro clínico, nega a autonomia do fenômeno religioso, reduzindo-o a um estado patológico ou a uma modalidade (ora mais, ora menos útil) de psicoterapia.

 

Devassando o interior do ser humano ou as profundidades da alma, a Psicologia e a Parapsicologia elucidam muito naturalmente certos aspectos do comportamento humano que até época recente eram tidos como misteriosos e, por isto, explicados à luz da Religião e do sobrenatural. Assim certos casos de reações e convulsões nervosas que outrora eram considerados como possessão diabólica, hoje são apresentados como casos de histeria e epilepsia. O pecado, para não poucos autores, não significa mais culpa moral, mas é mero fenômeno patológico que não afeta a consciência (o Dr. Hesnard em 1954 publicou mesmo o livro «Moral sem pecado», em favor desta concepção). O sentimento de culpa moral é considerado como sentimento de angústia e mal-estar recoberto de rótulo piedoso...

 

Em particular, a psicanálise freudiana explica o fenômeno religioso como expressão de um complexo de reações eróticas do indivíduo. Freud considerava a Religião como a neurose obsessiva do gênero humano e predizia a solução desse mal mediante os progressos da psicanálise (tese esta proposta no livro «Die Zukunft einer Illusion» [O futuro de uma ilusão]. Viena 1927). Para o médico austríaco, o «Deus» dos adultos não seria mais do que a projeção da imagem do «pai» que a criancinha concebe em seus primeiros anos; ora, se Deus não existe, a Religião é o culto de uma ficção; é ela mesma uma grande ilusão, que, entre outros graves inconvenientes, provoca o acovardamento do ser humano.

 

Não querendo ir tão longe quanto Freud, outros médicos aceitam a Religião, mas unicamente à guisa de método psicoterápico, aconselhável em muitos casos patológicos, destituído, porém, de valor universal.

 

b) De outro lado, registram-se avanços de certas correntes religiosas no setor da Medicina, visando destruir a autonomia da ciência médica. Apregoam a fé como grande fator de curas da alma e do corpo; a Religião seria a garantia do bem-estar espiritual e também temporal do crente. Tenham-se em vista o curandeirismo moderno, certos procederes da «Ciência Cristã», do espiritismo, etc.

 

Atendendo à questão proposta no cabeçalho deste artigo, examinaremos aqui os avanços da Psiquiatria nos setores da Religião. Consideraremos brevemente também os benefícios que possam provir da colaboração do médico psiquiatra e do sacerdote. E concluiremos com uma advertência sobre a genuína mensagem cristã referente a esse assunto.

 

1. O médico frente à Religião

 

1.1. A sentença de Freud, aceita por não poucos analistas contemporâneos, ensina que a Religião é expressão deformada ou doentia da alma humana...

Pois bem, a esta proposição podem-se fazer duas importantes observações:

 

a) É inegável que milhões e milhões de seres humanos até hoje professaram a crença em Deus sem por isto se acovardar perante a realidade da vida; o vigor de seu ânimo não foi paralisado pela obediência a Deus. Ao contrário, o autêntico Cristianismo, longe de dispensar a luta da criatura humana na conquista do seu ideal, é o primeiro fator a estimulá-la, de acordo com sábio adágio dos teólogos: «Facienti quod in se est, Deus non denegat gratiam. — À quem faz o que está em seu alcance, Deus não denega a graça».

 

Este axioma vem a ser uma exortação ao discípulo de Cristo para que utilize todos os seus predicados em demanda da perfeição cristã.

 

Em «P. R.» 19/1959, qu. 1, já foram enunciadas algumas das grandes conquistas de civilização e cultura que a Religião tem inspirado ao homem no decorrer dos séculos.

 

b) A experiência dos próprios discípulos de Freud deu-lhes a ver que justamente o abandono da Religião, longe de ser cura de neurose, constitui um dos grandes fatores de desajustes psíquicos em nossos dias. O famoso analista Carl Jung, por exemplo, que começou seus estudos na escola de Freud, pôde mais tarde declarar na base de sua experiência: «Parece-me que o aumento considerável do número de neuroses em nossos dias corresponde ao declínio da vida religiosa».

 

O mesmo autor dava outro notável testemunho:

«Durante os últimos trinta anos, pessoas de todas as regiões civilizadas vieram-me consultar. Tratei de centenas de pacientes... Ora... pode-se afirmar que todos tinham caído doentes porque todos tinham perdido aquilo que qualquer religião sempre deu a seus adeptos através dos séculos; nenhum deles foi verdadeiramente curado sem ter encontrado de novo as suas idéias religiosas».

 

À guisa de ilustração, seja citado o seguinte fato: o famoso escritor francês Joris Carl Huysmans (+1907), depois de ter sido fiel à Religião em sua infância, entregou-se a uma vida devassada ou até mesmo (como já se disse) satânica. Em consequência, chegou a tal estado de abatimento e desespero que seu amigo Barbey d'Auré-villy pôde observar: «Um só dilema restava a Huysmans: ou o revólver [suicídio] ou o crucifixo». — Para felicidade sua, Huysmans escolheu o Crucifixo, voltando a Deus e à sua prática religiosa.

 

Certamente este fato bem ilustra como a carência de Deus na vida de um homem é realmente ocasião de desequilíbrio e desatinos, ao passo que a adesão ao Senhor coloca a criatura na sua autêntica posição.

 

Em vista dos fatos que a experiência cotidiana assinala, os próprios discípulos de Freud, em vez de falar do «futuro de uma ilusão» (= ruína da Religião, conforme Freud), preferem acentuar «a eternidade de uma realidade» (assim, por exemplo, Viktor Frankl, analista vienense). A Religião destarte vem a ser conceituada não mais como ilusão, mas como realidade (expressão da verdade ou da autêntica natureza humana), expressão destinada não a perecer, mas a atravessar vitoriosamente os séculos!

 

1.2. Diante de tais resultados, entende-se quanto errônea é a tendência a classificar os fenômenos religiosos como manifestações meramente biológicas ou doentias.

 

Todo fenômeno patológico ou todo caso de doença é vivido pelo paciente por cima de outro fenômeno, ainda mais profundo e constante: o fenômeno religioso, a sede do Bem que não se acabe (e que alguns chamam «Deus», enquanto outros o chamam «paraíso terrestre» a ser obtido pelo progresso material). Já que ninguém se contenta com finalidade menos elevada do que a consecução do Bem ilimitado, é a procura deste que continuamente agita o homem sobre a terra. Esta agitação básica pode por vezes exprimir-se em perturbações de periferia ou em estados mórbidos do corpo. Consequentemente, ao tratar da saúde física de seus pacientes, o médico e o psiquiatra hão de admitir a possibilidade de um problema ulterior neles latente: o problema de Deus, que é o problema tipicamente humano. Ao psiquiatra, portanto, toca uma boa parte — a parte científica e técnica — na cura de seus enfermos; essa parte, porém, não resume toda a sua tarefa; incumbe-lhe também abrir os olhos do paciente para a posição que ele ocupa diante de Deus e, se necessário (o que muitas vezes é o caso), encaminhar o enfermo para ulterior instância, ou seja, para o sacerdote, que atenderá ao problema de Deus nessa alma. Assim, e somente assim, se promoverá a recuperação do paciente.

 

O Dr. V. von Weizsäcker, na obra «Diesseits und Jenseits der Medizin», Stuttgart 1950, 124, observa a propósito:

«Compreendemos que a finalidade da Medicina não é simplesmente a de levar o enfermo ao gozo da saúde; trata-se de coisa assaz diferente: a intervenção do médico deve ser incluída, como parte da tarefa, no rol dos serviços que se prestam a um homem posto a caminho do seu Fim Supremo; a doença, frente a este, não é senão uma etapa, uma ocasião na estrada».

 

1.3. A esta altura impõe-se uma observação assaz importante: há, sem dúvida, grandes médicos que respeitam ou mesmo recomendam a prática da Religião. Recomendam-na, porém, como já notamos, apenas como expansão libertadora da alma humana; é algo de útil, mas inteiramente subordinado aos interesses do homem. — Ora quem assim conceitua a Religião, engana-se.

 

As aspirações religiosas inatas em todo indivíduo podem ser comparadas à agitação da agulha magnética de uma bússola. Não é em vão que esta se move irrequieta; fora dela, o norte a atrai; existe uma força real que, embora invisível, é o motivo da sua inquietação. Na verdade, pode-se dizer paralelamente que a inquietude religiosa de todo homem só se explica pela existência de um Ser real, apreendido pela Religião, Ser que é Deus. — Donde se vê que Religião não é mera projeção do indivíduo para fora de si; mas constitui, antes, a resposta a algo de objetivo e preexistente ao homem. Por conseguinte, quando o fator religioso entra na reconstrução de uma existência desequilibrada, deve-se dizer que o enfermo dá entrada em sua vida a um agente pessoal — Deus — com seus auxílios sobrenaturais; doença e cura assumem então aspecto diferente, passando para um plano secundário.

 

A Psiquiatria não pode fornecer aquilo que a Religião, entendida nestes termos genuínos, comunica. Nem o sacerdote pode por suas qualidades dar aquilo que o próprio Deus dá na Religião; o sacerdote é imprescindível, sim, mas cumpre o papel de mero canal pelo qual o Salvador faz passar incontaminados os seus dons.

 

A este propósito poderiam ser citadas as palavras de Shakespeare: «Há mais coisas no céu e na terra, ó Horácio, do que quanto a vossa filosofia possa imaginar». — Sem duvida, a graça de Deus é uma dessas «coisas» invisíveis, que a sabedoria meramente humana não sabe por si apreender.

 

2. O homem religioso frente aos recentes resultados da Psiquiatria

 

2.1. Dizíamos que não é lícito ao médico querer reduzir a Religião a mero setor da Psicoterapia. Faz-se mister agora acrescentar que também não é lícito ao homem religioso querer reduzir a Medicina a mero setor da Religião, ou seja, julgar toda e qualquer perturbação de um indivíduo à luz exclusiva da Religião e da Moral; hoje em dia, mais do que outrora, reconhecem os estudiosos que em certos problemas religiosos há fatores dependentes da Medicina e da Psicoterapia, de sorte que a cura do paciente em tais casos só pode ser obtida mediante recurso a um clínico competente. Tratar tais problemas como problemas unicamente religiosos e morais equivaleria a perder tempo e deformar a personalidade do enfermo. Sacerdote e psiquiatra devem, em tais circunstâncias, colaborar; ao médico caberá então o papel de libertar a personalidade do paciente, isentando-a de certas maneiras de reagir devidas a um estado doentio; ao sacerdote tocará a função de educar essa personalidade, apelando para a sua responsabilidade moral.

 

Tais afirmações se tornarão bem claras pela apresentação de um caso histórico.

O Dr. Marcelo Eck, conceituado psiquiatra, descreve algo da sua experiência pessoal:

 

«Uma de minhas pacientes, escrupulosa como era, não receava importunar seu confessor porque se servira de manteiga numa sexta-feira usando a mesma faca com que na véspera havia cortado o seu salame. Ela mesma se privava do acesso à Mesa Sagrada a fim de estar certa de que não suscitava tentações no sacerdote oficiante. Ora essa senhora foi submetida a uma análise psicológica, a qual evidenciou que a paciente nutria vivos sentimentos de inveja para com uma irmã, mais jovem e mais formosa do que ela. Era capaz de permanecer acordada horas a fio nas noites em que sua irmã ia a algum baile;aguardava assim a noticia de um desastre de automóvel em consequência do qual a irmã voltaria para casa desfigurada, enferma, destituída da esperança de ulteriores sucessos. A transposição do senso de culpa para o seu verdadeiro setor até então ignorado está concorrendo para libertar da angústia a paciente» («Morale sans péché?». Paris 1955, 40).

 

Como se vê, os escrúpulos de tal pessoa religiosa no setor da abstinência de carne e da S. Comunhão não eram senão reflexos de um sentimento latente de culpa devida a ciúmes desregrados. Compreende-se que, para debelar eficazmente os escrúpulos, não bastava recomendar obediência ao confessor, mas era preciso trazer à tona a verdadeira raiz do mal, a fim de que esta fosse diretamente atacada pelo zelo da paciente e do seu confessor. Ora tal descoberta do mal latente só podia ser efetuada por recurso à técnica da Medicina.

 

Em particular no tratamento de pessoas escrupulosas, o sacerdote terá que levar em conta a possibilidade de que um fundo patológico ou de constituição somática esteja motivando as angústias ou o sentimento de culpa do escrupuloso. O escrúpulo é às vezes, para quem crê no sobrenatural e no pecado, um «álibi» ou uma atitude de fuga na qual alguém se concentra para esquecer um problema mais duro do qual a pessoa se sente envergonhada.

 

2.2. Seja permitido aqui observar o seguinte: sempre que se trata de escolher um psiquiatra ou um analista, requer-se a máxima cautela: não basta levar em conta o cabedal técnico de que dispõe; é preciso ponderar também o gênero de filosofia que professa; caso não reconheça a espiritualidade e a dignidade própria da alma humana, possivelmente deformará mais do que reformará a personalidade do cliente. Distinga-se bem entre a técnica e a filosofia de Freud: aquela é construtiva e louvável, ao passo que esta é errônea: cf. «P. R.» 8/1958, qu. 1.

 

2.3. Ao homem religioso, dizíamos, incumbe respeitar o papel da ciência médica na cura de certos fenômenos patológicos; não queira tratar todos os males do corpo e da alma unicamente mediante recomendações de índole moral e religiosa...

 

Corroborando esta proposição, deve-se ainda observar o seguinte: não é condizente com a sabedoria de Deus querer atribuir-Lhe intervenções milagrosas a esmo ou a bel-prazer dos devotos... Assim o curandeirismo, na longa variedade dos seus aspectos (uns mais requintados, outros mais grosseiros), rejeitando os procederes da medicina científica para recorrer a uma medicina «religiosa» (sugerida por interpretações arbitrárias do Evangelho ou de outro código sagrado), deve ser tido como aberração tanto do ponto de vista religioso como do ponto de vista cientifico. Já em «P. R.» 32/1960, qu. 2 procuramos mostrar que o curandeiro, aparentando (muitas vezes, de boa fé) estar em contato intimo com a Divindade, aplica ritos religiosos que desencadeiam um processo de reação psicológica no paciente; este, em consequência, pode recuperar a saúde. A cura assim obtida não se deve à intervenção direta de Deus ou de um espírito superior, mas unicamente a um fenômeno de psiquismo natural do paciente, fenômeno que poderia ser (e que tem sido) provocado independentemente da receita do curandeiro; esta desempenha no processo apenas o papel de sugestionador e catalisador, papel que pode perfeitamente ser desempenhado numa clinica, sem encenação religiosa. No citado artigo de «P. R.» encontrar-se-ão ulteriores esclarecimentos sobre o assunto.

 

3. A genuína mensagem cristã frente ao problema «Medicina-Religião»

 

Os dois parágrafos anteriores acentuaram a harmonia em que devem colaborar Medicina e Religião a fim de proporcionar ao homem a consumação da sua personalidade.

 

Não se poderia, porém, deixar de lembrar que a mensagem cristã, embora aceite e preconize essa colaboração, tem em si algo de paradoxal. Para o cristão, a doença não é necessariamente um mal; a extinção da doença não é condição essencial para que a vida humana tenha significado ou valor. A existência de uma pessoa doente, aparentemente inútil neste mundo, pode ser profundamente rica, caso tal pessoa aceite a moléstia em atitude cristã e assim a transfigure. Veja-se a propósito «P. R.» 30/1960, qu. 3.

 

Colocando-se num ponto de vista meramente natural, o Dr. Weizsãcker podia observar:

«Ser doente é uma maneira de ser homem» («Diesseits und Jenseits der Medizin». Stuttgart 1950 pág. 199).

 

Por sua vez, dentro de uma perspectiva estritamente cristã, o Sto. Padre o Papa Pio XII lembrava:

Nossa dor e nossa morte, «o Pai das misericórdias as tomou em suas mãos; fê-las passar pelo corpo, pelas veias, pelo coração de seu Filho bem-amado... feito homem para ser o Salvador do mundo. Assim a dor e a morte se tornaram, para todo indivíduo que não rejeite o Cristo, meios de Redenção e santificação. Assim a caminhada do gênero humano, que se vai desenvolvendo sob o signo da cruz e sob a lei da dor e da morte, tornando mais madura e mais pura a alma neste mundo, leva-a à felicidade ilimitada de uma vida que não terá fim.

 

Sofrer, morrer; tal é, para usarmos da expressão ousada do Apóstolo dos gentios, a loucura de Deus, loucura mais sábia do que toda a sabedoria dos homens» (texto traduzido da coletânea «Directives de S. S. Pie XII» 2289s).

 

O paradoxo cristão é bem elucidado por outra observação de Pio XII: «É certo que nenhuma anomalia e nenhuma deficiência física podem impedir alguém de atingir a mais elevada santidade» (Documentation catholique 1953, col. 1361). Como se vê, a atitude cristã se explica pelo fato de que o discípulo de Cristo estima a saúde da alma ou o vigor sobrenatural (em uma palavra: a santidade) mais do que a saúde do corpo. Ora a doença do corpo pode justamente servir de ótimo subsídio para a saúde da alma, pois ela torna mais evidente a índole efêmera desta existência terrestre; facilita o olhar para a vida que não passa; é um convite à reflexão e ao aprofundamento — verdade esta que já foi expressa em termos aparentemente ousados:

 

«Mais se aproxima da categoria do 'homem doente' a pessoa que possui em seu corpo vitalidade exuberante a ponto de esmagar o espírito e suas iniciativas, do que a pessoa cujo corpo é fraco, mas totalmente sujeito à alma e posto à disposição desta na caminhada para Deus» (ideia apresentada por B. Häring, La Loi du Christ III321).

 

A luz desta verdade, verifica-se que a doença do homem está longe de ser fenômeno incompatível com a bondade de Deus... Leve-se em conta outrossim que, para o cristão, a enfermidade entrou no mundo em consequência do pecado. Mais ainda: todo pecado que se cometa atualmente, é por si um atentado contra a saúde do corpo, pois o homem não pode estar em harmonia consigo mesmo, desde que ele entre em desarmonia com Deus e de Deus se separe. Quanto mais o homem retarda a sua volta para Deus, tanto mais há de sentir no corpo a desordem de seu espírito ou do seu afastamento em relação a Deus.

 

À guisa de conclusão das considerações propostas até aqui, seja citada uma das mais características frases de Pascal:

«Só há duas categorias de pessoas que possamos chamar razoáveis: aquelas que servem a Deus de todo o seu coração, porque O conhecem; e aquelas que procuram a Deus de todo o seu coração, porque ainda não O conhecem».

 

Em uma palavra: fora da adesão (iniciada ou consumada) a Deus, só há desatino... Tal parece ser a mensagem não somente de Pascal, mas também a da ciência moderna e a da experiência prática de nossos dias.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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