REENCARNAÇÃO

 

Os patriarcas, os profetas, os juízes, os sábios da Lei, Jesus Cristo, os apóstolos, os papas, os Padres da Igreja, os monges, os santos, os Doutores da Igreja, os teólogos católicos, ortodoxos e protestantes, nunca ensinaram a doutrina da reencarnação. Por quê? Porque não é um ensino da Revelação de Deus e sim uma doutrina do paganismo.

 

O famoso maestro Herbert Von Karajan disse certa vez: “Eu creio na regeneração; tenho certeza de que voltareis”.

 

Os livros da atriz americana Shirley MacLaine contribuíram bastante para espalhar o conceito da reencarnação. Seus escritos, nos quais interpreta a regeneração como sucessivas reencarnações, tiveram estrondosa repercussão. A cantora Tina Turner também acredita que viveu uma vida anterior. As pesquisas de opinião pública confirmam que é cada vez maior o número de pessoas que crê na reencarnação.

 

No entanto, tal idéia é puro e fatal engano. Ela ameniza a realidade da morte, remove a severidade do inexorável julgamento vindouro e induz as pessoas a pensar que a obra redentora de Jesus Cristo foi apenas mais uma alternativa de Deus, dentre milhares, para a salvação.

 

Uma coisa é certa: temos de decidir nesta vida de que lado desejamos estar. A vida eterna é concedida somente aos que confessam sua culpa diante de Deus, crendo no Senhor Jesus Cristo como o único Salvador e em tudo o que está registrado na Palavra de Deus.

 

Além disso, a própria a Sagrada Escritura deixa totalmente claro que ninguém terá uma segunda chance de viver aqui neste mundo após ter morrido. Tão certo como a morte vem para todos é igualmente certo que todos comparecerão diante do trono de julgamento de Deus. Os mortos viverão novamente, ou para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do juízo (João 5, 29). A Palavra de Deus não admite qualquer alternativa!

 

“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9, 27).

 

A Sagrada Escritura Nega a Reencarnação

                                                                                                                                

A morte é uma consequência do pecado original. Quem nos traz a vida, novamente, é Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Redenção.

 

Não há segunda chance, como está: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento” (Hb 9, 27). “Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono” (Jó, 14, 12).

 

A doutrina espírita, com o seu reencarnacionismo, defende que o homem é o seu próprio salvador. Cada um se “auto-salva” através da iluminação progressiva. Portanto, há uma negação da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. A doutrina da reencarnação nega a ressurreição para eliminar da “História da Redenção” o Calvário. O espiritismo projetou um engano terrível em prol da perdição eterna. Vejamos: a negação do diabo, do pecado, da remissão pelo Sangue de Cristo, da ressurreição e da condenação do Inferno.

 

A tese de que São João Batista é Elias reencarnado, como eles defendem, não procede, visto que São João respondeu a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: “Não sou Elias” (Jo 1, 21). Afirmação é categórica: “Elias não morreu”, (Cf. 1 Rs 2, 8-10).

 

Depois, na própria Transfiguração do Tabor, apareceram Elias (representação dos profetas) e Moisés (da Lei). Jesus, a graça e a Nova Aliança. Daí: Paixão, Ressurreição e projeto do amor de Deus concretizado em prol da nossa salvação gloriosa e eterna.

 

Todavia, pela tese espírita, o espírito toma a forma do último corpo que habitou. Como São João já havia morrido, não seria possível ele aparecer como Elias...

As palavras de Nosso Senhor só podem ser entendidas no sentido que a Igreja ensina, ou seja, que São João Batista era como um outro Elias. Se assim não for, a Bíblia estaria em contradição e a própria tese espírita ficaria sem fundamento.

 

A morte é, pois, uma consequência do pecado e um castigo sobre os homens (Rm 3, 23-25; 6,23) que precisam da graça que nos vem através da Redenção do Filho de Deus.

 

Condenações ao Espiritismo na Sagrada Escritura

 

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo”. “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6–27).

 

Em Isaías, vemos que é do espiritismo que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho etc... Pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus “Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos”? Em Jeremias lemos: “Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos... eu não os enviei” (19, 8. 9). No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam – e eram de verdade – como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13).

 

No Deuteronômio (13, 1 a 5) se encontram passagens bem sugestivas de como Deus se ira contra os que forjam religiões falsas: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio... não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Sr. Vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus... E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus”.

 

A quem consultar? À Deus ou aos espíritos?

Além disso, temos o fato de que esses espíritos entram em contradição entre si (Ver “O Livro dos Espíritos” cap. V, no. 222, p. 139, do próprio Alan Kardec). Mesmo em relação à reencarnação, os espíritos divergem em seus pronunciamentos (“Livro dos Médiuns” C. 27, No. 8, p. 338).

 

A Igreja Católica considera que esses espíritos podem ser demônios (como descreve a Sagrada Escritura) ou simples manifestações subjetivas dos envolvidos (como descreve a psicologia). Pode ser charlatanismo, como crime de estelionato.

 

Todavia, a comunicação com os mortos nunca pode ser provocada: “Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a invocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14).

 

Pe. Inácio José do Vale

Pesquisador de Seitas - Professor de História da Igreja

Instituto Teológico Bento XVI - Sociólogo em Ciência da Religião


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