PERGUNTE e RESPONDEREMOS 024 – dezembro 1959

 

As Peregrinações Religiosas

HISTÓRIA DA RELIGIÃO

PEREGRINO (Aparecida):Qual o sentido de uma peregrinação religiosa ? Não será praxe do paganismo exuberante adotada pelo Cristianismo ?

 

Em linguagem religiosa, entende-se por «peregrinação» o acesso a um templo famoso ou a um local sagrado, mais ou menos distante, a fim de ai se realizarem atos de devoção. Tal praxe é inegàvelmente muito comum em toda a história da Religião. Veremos abaixo algumas de suas principais modalidades, para em seguida, focalizar adequadamente o valor que possa ter para o cristão.

 

1. O fenômeno das peregrinações religiosas na história

 

Percorramos separadamente o que, em matéria de peregrinações, os ambientes não-cristãos e o mundo cristão oferecem ao observador.

 

1.A. As peregrinações não cristãs

 

Dentre as terras não cristãs, parece ser a Índia o país por excelência das peregrinações.

 

A antiga religião bramanista favorece altamente a procura devocional de lugares sagrados. Para o hindu, a condição de peregrino pode-se tornar uma segunda natureza: cerca de 5 milhões de monges hinduístas, em rigorosa pobreza e duros jejuns, percorrem habitualmente o território da península em demanda dos santuários que recobrem o solo pátrio; nada ambicionam, desinteressam-se dos afazeres temporais, para mais intensamente viverem do transcendente; são peregrinos perpétuos ou «profissionais». Além dos santuários, os rios sagrados, como o Ganges, o Narbada, o Kistna, são grandemente procurados na Índia: milhares de peregrinos dirigem-se das nascentes para a foz do Ganges pela margem direita, percorrendo o caminho de regresso pela esquerda; tal marcha de ida e volta, perfazendo um total de 7.000km aproximadamente, não dura menos de seis anos! O budismo, sobrevindo às crenças hindus primitivas, só fez desenvolver a estima do nomadismo religioso; a ilha de Ceilão apresenta aos peregrinos o templo de Kandy, santuário do dente de Buda, e o Pico de Adão, onde se veneram os vestígios dos pés do Gautama (Buda).

 

Deslocando-nos na carta geográfica para o Ocidente, há o mundo árabe, com sua religião maometana. Ora sabe-se que esta inclui entre os seus cinco preceitos fundamentais o da peregrinação a Meca, a se fazer ao menos uma vez na vida. Após cumprir este mandamento, o muçulmano usufrui do titulo enfático de al-hagg, isto é, peregrino. Com humorismo sarcástico, o seguinte adágio árabe condena o muçulmano que não obedeça a tal injunção: «Quem morre sem ter ido a Meca, pode ser tão bem tido na conta de judeu como na de cristão».

 

Entrando no mundo propriamente ocidental, verificamos que também a cultura helenista contava seus santuários assiduamente visitados por peregrinos : em Cós e Epidauro era Asclépio ou Esculápio, o deus médico, quem recebia os devotos, geralmente desejosos de receitas; em Delfos, Apolo dava seus oráculos por meio de uma donzela chamada «pitonisa»; em Éfeso erguia-se a estátua de Venus recoberta de joias e placas oferecidas pelos peregrinos, dentro de um santuário tido como uma das Sete Maravilhas do mundo; na ilha de Rodes, a colossal estátua de Apolo, outra das Sete Maravilhas, gozava igualmente de grande apreço.

 

Em pleno Ocidente, os Romanos também tinham seus templos famosos, dentre os quais se destacavam o de Júpiter, no Lácio, o de Diana Nemorense e o de Juno Lanuvina.

 

Por último, não se poderia deixar de frisar que também o antigo povo israelita, berço do Cristianismo, conhecia suas peregrinações solenes: três vezes ao ano, isto é, em Páscoa, Pentecostes e na festa dos Tabernáculos (setembro), os israelitas, formando caravanas jubilosas a cantar os salmos «ascensionais», dirigiam-se ao Templo de Javé em Jerusalém... Muito significativa é a expressão «ir ver a face do Senhor», com que se designavam tais ascensões ao Templo: embora o israelita bem soubesse que «homem nenhum pode ver a Deus e ainda permanecer em vida» (cf. Êx 33,20), não deixava de nutrir o espontâneo anelo de contemplar a Deus; por isto concebia a visita ao Templo como comparecimento inicial ante a face do Senhor, esperando que em tempos futuros Javé talvez concedesse aos seus fiéis a ventura de O verem face a face (ora essa ventura foi realmente prometida ao povo de Deus, no Cristianismo).

 

Faz-se agora mister considerar como a praxe antiga se desenvolveu entre os cristãos.

 

1. B. As peregrinações cristãs

 

Foi no ambiente judaico que o Filho de Deus feito homem, Jesus Cristo, começou a pregar o Evangelho: enquanto estava visivelmente na terra, Cristo todos os anos peregrinava com os seus a Jerusalém, chegando mesmo a ser crucificado na Cidade Santa por ocasião da festa de Páscoa.

 

Os discípulos do Senhor, assim estimulados, não hesitaram em continuar a tradição de peregrinar...

Por conseguinte, desde o início da história da Igreja passaram a ser fervorosamente visitados pelos fiéis alguns lugares santos, como os da Palestina, cenário da vida, da morte e da glorificação de Cristo; os túmulos dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo em Roma; o de S. Tiago em Compostela (Espanha). Principalmente os sepulcros dos Apóstolos em Roma foram sendo mais e mais procurados pelos cristãos, de sorte que, na linguagem comum, «peregrino» veio a ser o mesmo que «romeiro» (ou «romípeta»).

 

Na Idade Média, o peregrino aparece como figura clássica, muito estimada pela simpatia popular e favorecida pelas autoridades; todos o consideravam como herói que enfrentava os perigos de salteadores, doenças e morte, a fim de conquistar a salvação.

 

Assim os peregrinos geralmente não se punham a caminho sem ter recebido da Igreja uma espécie de investidura semelhante à do cavaleiro medieval: toda a paróquia se reunia em torno deles para participar da Missa solene; nessa ocasião o celebrante dava bênção especial tanto aos futuros viandantes como ao seu vestiário característico, vestiário que constava de uma túnica longa até os joelhos ou até os calcanhares, um cinturão de couro e, por vezes, um vasto manto com capuz (donde o nome francês de pèlerine dado a tal capa); a fim de se caracterizar bem, os peregrinos traziam uma cruz de pano vermelho fixa às costas quando se dirigiam ao respectivo santuário, presa ao peito quando regressavam; o cajado era alto, por vezes oco, podendo assim servir de instrumento musical para animar os passos dos viandantes.

 

Cada bispo costumava entregar aos seus diocesanos peregrinos uma carta de recomendação, mediante a qual facilmente encontrariam acolhida nos mosteiros e em casas particulares (isto não impedia que os peregrinos muitas vezes dormissem ao relento, dada a escassez de população de várias regiões).

 

Em vista dos múltiplos perigos latentes nas estradas medievais, não era costume viajar a sós; ao contrário, os peregrinos reuniam-se em caravana, o que lhes possibilitava conversar e cantar piedosamente, reconfortando-se assim da caminhada. Não raras eram as macerações voluntárias a que eles se submetiam: uso de cilício e correntes, caminhar descalço, alimentação restrita, etc.

 

Aos poucos, as autoridades procuraram mitigar a sorte daqueles que empreendiam uma peregrinação: foram-se construindo albergues próprios para eles nos lugares isolados; certas confrarias medievais se dedicavam exclusivamente à abertura e à conservação de estradas, à construção de pontes (donde o nome de «Fratres Pontífices» que lhes tocava) e à confecção de guias de itinerário.

 

O ideal piedoso do peregrino medieval se foi transmitindo de geração a geração, de sorte que ainda hoje entre os católicos se observa o costume de peregrinar... Os lugares santos se têm multiplicado através dos séculos, todos assinalados por fenômenos que, após criteriosa análise por parte das autoridades eclesiásticas, podem ser tidos como indícios de autênticas intervenções do Senhor Deus ou de algum Santo (da Virgem SSma., em particular). — Aqui parece oportuno lembrar que a Santa Igreja, embora permita a devoção a certos santuários, nunca definiu nem definirá como objeto de fé aparições e comunicações sobrenaturais verificadas após a morte do último dos Apóstolos (S. João Evangelista, falecido por volta do ano 100) ; cf. «P. R » 19/1959, qu. 4.

 

Pergunta-se agora: qual o sentido desse peregrinar dos cristãos, cujo desenrolar visível não deixa de ter seus pontos de contato com semelhantes movimentos dos pagãos ?

 

2. Peregrinação cristã e peregrinação não-cristã

 

A tese de que o costume cristão de peregrinar não é senão uso pagão adotado pelos discípulos de Cristo, seria precipitada e errônea.

 

Refletindo um pouco sobre o fenômeno, verifica-se que a tendência às peregrinações sagradas corresponde a uma necessidade íntima, inelutável, da alma humana como tal; não é portanto praxe especificamente pagã, nem especificamente cristã, mas (à semelhança do que já notamos ao tratar da imposição das mãos) é uma afirmação da natureza do homem como tal.

 

2.1. E que é que a alma humana manifesta mediante a sua tendência às peregrinações ?

 

Todo homem, quaisquer que sejam as suas condições de vida, tem consciência de não possuir os bens verdadeiros e definitivos para os quais ele foi feito. Os valores visíveis que o cercam, se patenteiam de todo insuficientes para saciar suas aspirações; o homem deseja, sim, o bem que nunca se acabe, o Bem Infinito, e verifica que Este não se identifica com algum dos objetos que a vida cotidiana lhe oferece. Daí a tendência inata, em todo indivíduo humano, a valorizar certos recantos da terra que, sequestrados do curso comum da vida, parecem especialmente assinalados pela presença do Sobrenatural; são recantos em que se deu (ou ao menos se crê que se tenha dado) uma intervenção divina em tempos passados; procurando esses lugares, cujo acesso é muitas vezes difícil, o peregrino vai avidamente procurar tocar bens maiores do que os bens comuns; ele aspira a unir-se de mais perto ao Transcendente ou ao Divino, antecipando assim a união plena e definitiva com Deus, união plena e definitiva que ele espera adquirir após a morte.

 

Em linguagem mais marcadamente cristã, diríamos: é a nostalgia do paraíso, ou seja, de um lugar de bonança total, outrora possuído pelos primeiros pais, mas em breve perdido por efeito do pecado, é essa nostalgia que leva os homens a vaguear sequiosos na terra.

 

   É normal que a alma procure em Deus ou na Religião a saciedade dessa sua sede de paraíso; dai as peregrinações a lugares sagrados. Acontece, porém, que o homem moderno muitas vezes professa indiferentismo religioso ou até ateísmo, mas — fenômeno curioso — mesmo em tais casos ele não consegue desvencilhar-se da aspiração ao paraíso ou da sede do Absoluto. Como então procede esse ateu ?

    Ele não deixa de ser um peregrino; torna-se, porém, peregrino de «santuários humanos», em que ele ilusoriamente procura saciar sua sede de valores sobrenaturais; a história registra, sim, as proverbiais visitas de indivíduos e caravanas à casa do genial escritor inglês Shakespeare, por exemplo, ao «andar térreo» do eminente estadista francês Georges Clémenceau, ao mausoléu de Lenine ou mesmo à imaginária prisão de Monte-Cristo no castelo de If (imaginária prisão descrita por Alexandre Dumas no seu romance «O Conde de Monte-Cristo»). — As multidões que se concentram em tais lugares, não fazem senão atestar a inextinguível sede que o homem tem do místico e transcendente, sede que, se não é saciada na sua autêntica fonte (Deus e a Religião), procura acalmar-se num pseudo-Deus e numa pseudo-religião.

 

É consciente desta realidade que a Sta. Igreja reconhece a legitimidade das peregrinações religiosas e as fomenta, desde que se dirijam a autênticos lugares sagrados e se norteiem por genuíno espírito cristão.

 

2.2. E qual seria o genuíno espírito cristão no caso ?

 

Procurem os peregrinos fazer de sua viagem, com tudo que ela possa ter de incômodo (há quem empreenda mesmo mortificações voluntárias por ocasião de sua peregrinação), a expressão de um ardor mais intenso da alma ou de uma oração mais sequiosa de Deus. A demanda de um lugar sagrado na terra, recanto de contato mais íntimo com o Senhor, sirva para excitar o cristão a anelar mais avidamente a mansão celeste, a Jerusalém suprema.

 

Vê-se, pois, que o genuíno espírito do peregrino é um espírito de generosa procura e devota entrega a Deus, em oposição a duas atitudes errôneas :

a)             atitude do «turista», que, antes do mais, procura servir a si ou recrear-se;

b)             a atitude do mago, que vai em demanda da Divindade não para se conformar a Ela, mas para conformar a Divindade aos seus caprichos humanas; o mago atribui às suas receitas ou às suas caminhadas um valor absoluto.

 

A este propósito, convém lembrar que o costume, não raro entre os fiéis, de fazer promessas, e promessas de peregrinação a tal ou tal santuário, tem caráter às vezes pouco cristão; tende a reduzir a Religião a um intercâmbio mais ou menos interesseiro; ora este desvirtuamento é certamente contrário às intenções que a Santa Igreja nutre ao reconhecer a legitimidade das peregrinações.

 

Quanto às indulgências anexas à visita a um santuário, sabe-se que só podem ser lucradas por quem...

1) possua o estado de graça e

2) excite em si as disposições de ódio ao pecado e amor a Deus que animavam os penitentes dos primeiros séculos ao empreenderem uma quaresma, cem dias ou mais de jejum, de cilícios ou de outros exercícios expiatórios.

 

As indulgências anunciadas, por conseguinte, estão longe de significar lucro mecânico de benefícios, sejam espirituais, sejam temporais. Deve-se mesmo dizer que ninguém pode jamais ter certeza de haver lucrado tais indulgências, pois não é fácil a uma criatura humana conceber os generosos sentimentos de contrição necessários para que as indulgências lhe sejam aplicadas. A este propósito veja-se «P. R.» 2/1958, qu. 2.

 

2.3. Dir-se-á, porém: muitas peregrinações se dirigem a igrejas dedicadas aos santos e, em particular, à Virgem Santíssima. Será que tais práticas se conciliam com o anelo de Deus que deve nortear o peregrino cristão ?

 

Sim. O culto dos santos na Igreja é estritamente relativo, ou seja, dependente do culto de Deus Pai e do Salvador Jesus Cristo. Os santos só têm lugar na piedade cristã na medida em que representam o Redentor e sua vitória ; são membros de Cristo nos quais a Redenção deu a plenitude de seus frutos. Por isto, ao visar os santos, o cristão considera, em última análise, o Cristo, afim de Lhe dar graças pela obra realizada em tal ou tal justo e a fim de Lhe pedir que, por intercessão desse justo, o Redentor conceda aos homens peregrinos na terra semelhante vitória sobre o pecado. Se tal é o significado dos santos, entende-se que, quando aparecem neste mundo, aparecem como emissários de Deus, e, quando os fiéis os vão venerar em seus santuários, vão, em última análise, glorificar a Deus e pedir-Lhe, queira conceder aos viandantes deste mundo graças análogas às que Ele concedeu aos filhos já elevados à glória do céu.

 

Mais amplas considerações sobre o assunto se encontram em «P. R.» 3/1958. qu. 5.

 

3. Peregrinações cristãs e disciplina

 

Merece atenção o fato de que o peregrinar sagrado, além de muito beneficiar os homens no plano sobrenatural, estimulou poderosamente as conquistas da civilização. Em particular, muito lucraram por essa via a indústria e o comércio. Sim ; os peregrinos, durante as suas viagens e após a chegada ao termo final, necessitavam de certos objetos, uns de índole religiosa, < outros de índole profana, que industriais e comerciantes se encarregaram de lhes proporcionar.

 

Não há dúvida, a instalação de indústria e comércio junto aos santuários acarreta o grande perigo de perverter o espírito religioso tanto dos vendedores como dos compradores ; os lugares santos podem assim tomar o aspecto de grandes feiras de comércio. Às autoridades religiosas, de modo especial à hierarquia católica, compete reprimir os perigos de mercantilismo em tais casos. Não seria possível, porém, nem conveniente abolir qualquer tipo de comércio junto aos santuários, pois foram as necessidades mesmas dos peregrinos que através dos séculos ai suscitaram a instalação de pequenas lojas comerciais ; também não se poderia exigir que os artigos de uso dos fiéis sejam fornecidos gratuitamente nem que os respectivos fornecedores trabalhem sem remuneração. Requer-se, porém, vigilância contínua das autoridades para evitar todo desvirtuamento.

 

O exercício de tal vigilância na Igreja é atestado por uma Instrução da Santa Sé assinada aos 11 de fevereiro de 1936 pelo Emo. Sr. Cardeal Serafini, DD. Prefeito da Congregação do Concilio, que determina o seguinte:

1.                   “As peregrinações piedosas conservem sempre índole verdadeiramente religiosa; sejam consideradas e praticadas como atos de piedade cristã, e bem diferenciadas das viagens que se empreendem a titulo de mero recreio. Por conseguinte, tudo que destoe desta finalidade devota e religiosa, seja removido; evite-se tudo que possa dar a impressão de que tais peregrinações, sob a aparência de atos religiosos, não são senão inspiradas pela procura de recreio e prazer.

2.              O direito de promover e regrar as peregrinações religiosas toca "unicamente à autoridade eclesiástica. Não poderá ser exercido por nenhuma sociedade, nem mesmo pelas que sejam fundadas por Congregações Religiosas ou membros destas, a não ser que a autoridade eclesiástica patrocine ou ao menos aprove tais sociedades. Neste caso, procederão de acordo com as modalidades, a ordem e o prazo estabelecidos, principalmente se mais de uma sociedade colaborarem no mesmo empreendimento.

3.              A autoridade eclesiástica cuidará de que as peregrinações sejam preparadas e orientadas por varões especialmente escolhidos para tal fim; aos peregrinos jamais deverá faltar a assistência de um sacerdote, que fará as vezes de Diretor espiritual.

4.              Na estipulação de preços, os organizadores das peregrinações procurarão torná-los acessíveis aos fiéis de condições modestas. Nada se pedirá aos peregrinos além do que seja exigido por uma administração financeira prudente, removendo-se consequentemente todo e qualquer tipo de comércio lucrativo.

5.              Os membros do clero, seja secular, seja regular, não se imiscuirão no tocante à aparelhagem técnica das peregrinações, pois tal gênero de afazeres pouco condiz com a dignidade eclesiástica. As funções técnicas, por conseguinte, serão confiadas a leigos idôneos e experimentados; a autoridade eclesiástica vigiará para que no exercício de tais funções não se introduza coisa alguma que destoe da respectiva finalidade religiosa; ao contrário, tudo deverá, estar de acordo com o espírito de piedade cristã e o deverá fomentar”.

 

Cf. «Acta Apostolicae Sedis» XXVIII (1936) 167s.

 

Este documento evidencia bem quanto a praxe das peregrinações católicas difere de qualquer manifestação de religiosidade vazia ou indigna. Estejam, portanto, certos os fiéis de que encontrarão sempre na demanda dos famosos santuários cristãos poderoso esteio para sua fé e seu fervor religioso !

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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