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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 385/junho 1994

Apologética

Elucidando.

O CULTO DOS SANTOS

Em síntese: O Cardeal Godfried Danneels, de Malines-Bruxelas, justifica o culto de veneração aos Santos pelo fato de serem membros da família dos filhos de Deus, à qual pertencemos. Não queremos esquecer os nossos familiares. Por isso, louvamos a Deus por quanto fez em seus Santos (a santidade das criaturas é obra-prima do Redentor) e pedimos aos mesmos que intercedam por nós, como pedimos as orações de nossos amigos na Terra. É preciso, porém, não absolutizar os Santos: toda a sua grandeza é relativa à de Cristo, é reflexo da santidade e da graça do Salvador. — A vocação à santidade é comum a todos os cristãos. Os Santos se fizeram a partir da mesma massa que a dos demais homens, o segredo de sua santidade está em não resistir ao Espírito Santo ou em permitir a ação da graça em suas almas. O Santo é um botão de flor que desabrochou plenamente, porque a ação da seiva (graça) nesse botão não encontrou obstáculo.

 

É para desejar que as famílias cristãs dêem nomes cristãos (ou de Santos) aos seus filhos, em vez de procurar os nomes dos "astros" da arte, do esporte ou da política.

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É freqüente ouvir-se, de parte protestante, a contestação do culto de veneração aos Santos. Baseia-se em mal-entendidos, que podem ser facilmente dissipados. Ora, entre outros teólogos, o Cardeal Godfried Danneels, Arcebispo de Malines-Bruxelas, escreveu belo artigo sobre o assunto, publicado na revista Pastoral ia, de 2/2/1994 e transcrito em La Documen-tation Catholique, n? 2089, de 6/3/1994, pp. 231s. Visto que muito interessa também ao público brasileiro, reproduzimo-lo em tradução portuguesa, respeitando a forma figurada ou poética de sua linguagem.

 

 

1. O TEXTO

"Nos últimos tempos, o número de Beatificações aumentou consideravelmente.1 João Paulo II canonizou mais Santos do que muitos outros Papas reunidos. Isto não quer dizer que atualmente haja mais Santos do que outrora, mas significa que os conhecemos melhor. Dispomos de muito mais documentos através do espaço e do tempo. Os meios de comunicação social, as inúmeras publicações, a abertura dos arquivos internacionais das Ordens e Congregações Religiosas e o fato de que o mundo se tornou uma aldeia tornam mais próximos de nós os cristãos dos diversos países e épocas.

1 "Beatificação" e a primeira etapa oficial para se chegar à declaração de santidade de um Servo ou uma Serva de Deus; este(a) passa a chamar-se "Beato(a)". A segunda etapa é a Canonização ou a inscrição da pessoa no catálogo (cânon) dos Santos.

 

Para a Glória de Deus

 

Vivemos numa sociedade que atribui prêmios em todos os setores: científico, esportivo, político, cultural, artístico. Por vezes julgamos que o Santo é um cristão que os homens erguem sobre os altares, como fazem um atleta subir sobre um palanque, onde ele ostenta o seu troféu. Em tal caso, não estaríamos longe de continuar a discussão dos Apóstolos sobre quem dentre eles pareceria ser o maior (Lc 22,24).

A honra que se atribui a um Santo é a Deus que a tributamos. Os Santos servem à glória de Deus. Se a Igreja no-los propõe como modelos de radicalidade, Ela o faz para nos tornar o Evangelho mais próximo, a seqüela de Cristo mais atraente e mais contagiante o desejo de o imitar.

A honra que prestamos a Maria é modelar. Cada vez que nos voltamos para Ela, a fim de a louvar ou suplicar, Ela sabe 'desviar a conversa' para as obras de Deus. 'O Senhor fez em mim maravilhas', 'Fazei tudo o que Ele vos disser'. O culto dos Santos está sempre orientado para Deus, ao passo que o nosso olhar, não raramente desorientado, corre o risco de se fixar sobre o homem.

 

O Culto dos Santos

 

Em sua origem, o culto dos Santos é uma variante da memória dos defuntos, mas, em vez de se reunir a família no luto, reúne-se a paróquia, a Igreja local, para admirar a obra que Deus realizou nos seus Santos. Fazem parte da 'multidão imensa de testemunhas', que estão de pé 'diante do trono do Cordeiro' (Ap 7,9; 14,3).

O culto dos Santos é uma conseqüência da encarnação da graça. Deus tomou corpo em nossa história, revestiu-se da nossa humanidade e nos santificou em corpo e alma. Este realismo católico difere da concepção protestante da mera Palavra e da justificação. Segundo a concepção protestante, Deus olha para nós como justos em Cristo, mas permanecemos pecadores. Na teologia católica, o mistério da Encarnação tem como consequência o fato de que a graça transforma profundamente a natureza humana e renova o ser inteiro ontologicamente. Nós não somos apenas 'tidos como santificados', mas o somos realmente.

Esta densidade 'carnal' do Catolicismo não existe sem o risco de derrapagem. A fé corre o risco de ser tragada pela matéria, pela espessura do humano e pelo realismo das representações, de modo que somos tentados, de alguma forma, a apalpar Deus.

 

Como os Raios do Sol

 

Se admiramos o heroísmo dos Santos não o fazemos para fixar nosso olhar sobre eles, como ocorre quando o público admira as qualidades dos campeões. É unicamente para contemplar o trabalho da graça, livremente aceita, e para que Deus seja glorificado em suas obras: 'Bendito seja Deus em seus anjos e em seus Santos!', canta a Liturgia.

Os Santos intercedem por nós, mas não são mediadores. Menos ainda são médiuns. Há um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo. Os Santos não O substituem. São apenas um reflexo da glória de Cristo. Eles nos apontam a luz do Sol como um prisma refracta a luz e a projeta em feixes.

 

A Liturgia do Concílio do Vaticano II restituiu a prioridade às grandes festas que celebram os mistérios da vida de Cristo. Os Santos têm seu lugar depois de Cristo e em torno de Cristo. O ciclo santoral privilegia os Santos que interessam à Igreja inteira, de preferência aos que dizem respeito apenas a alguma comunidade local. O calendário da Igreja foi enriquecido pelas testemunhas de diversos continentes a fim de que nenhuma comunidade se feche sobre as suas fronteiras culturais: São Paulo Miki e os mártires do Japão, São Carlos Lwanga e os mártires de Uganda, São Martinho de Porres e Santa Rosa de Lima e tantos outros que celebram a glória de Deus no concerto dos povos de todas as culturas.

 

Separados da sua Fonte

Jesus Cristo é o ponto central da nossa fé. Corremos sempre o risco de que forças centrífugas separem a devoção dos Santos da sua fonte de luz. Há cristãos que realizam a 'visita aos Santos' sempre fora da inspiração da Liturgia. Há, por vezes, 'quadras de estacionamento' para os Santos no fundo das igrejas, e não é raro que os fiéis olhem para os Santos não como para os planetas em torno do Sol, mas como galáxias autônomas. Os Santos não são fontes de luz; são apenas raios do Sol. . . Em alguns casos de devoção os Santos não são considerados como os considera a Liturgia oficial da Igreja...

O culto dos Santos deve sempre levar-nos de volta para o centro, isto é, para Deus. Somente Deus é Santo por si; os Santos são, antes do mais, membros de Cristo e membros de um Corpo santificado pelo Cristo. São o reflexo da única luz, que é Deus.

 

Perto de Deus e perto de nós

 

Dizem-nos: 'Peça aos Santos; é mais fácil. Estão mais perto de nós'. Subentendem: 'Deus está longe'. Isto não é totalmente falso. Mas Deus se nos tornou muito mais próximo quando Cristo se fez homem. É preciso, porém, que ultrapassemos a procura das coisas sensíveis para ter acesso ao verdadeiro conhecimento de Deus. O culto dos Santos nos leva com Maria Madalena ao jardim da Ressurreição: 'Não me toques!' (Jo 20,17). Nós queremos tocar; a verdadeira fé, porém, não se limita àquilo que nós podemos tocar. Mais de uma vez Maria Madalena pôde tocar Jesus; ela pôde até ungir-lhe os pés com perfume. Jesus não a impediu. Mas esta foi uma fase que ela teve de superar; na manhã de Páscoa, o Senhor a convidou a passar para uma fase ulterior.

Nosso relacionamento com Deus sempre terá que ser purificado. Não se deve deter nos Santos. Isto seria o mesmo que parar numa estação de revisão no espaço. Os Santos são como ascensores. Ajudam-nos a subir sempre mais, até o coração da Trindade. . .

 

Por que eles? E não eu?

 

Aqui se põe discretamente a questão da inveja: 'Por que ele ou ela, e não eu?'. Deus concede a sua graça a quem Ele quer. Ele ama aqueles que Ele ama. Tem pena daqueles de quem se compadece. Eis aí todo o mistério da escolha divina. Isto não quer dizer que Deus faça exclusão. Ele quer salvar o mundo todo, mas Ele a ninguém deve coisa alguma. . .

Isto não significa que Ele não nos ame a todos a ponto de nos unir a Ele. Mas estou convencido de que Ele amava a Virgem Maria mais do que a todos nós. E todos nós somos beneficiários desse relacionamento privilegiado.

 

Fazer Memória dos Santos

Recordar os Santos é indispensável e precioso. Primeiramente porque toda família guarda a recordação de seus parentes. Não queremos esquecer aqueles que deram a vida por Deus e nos transmitiram o Evangelho como um pão quente. Os Santos vivem na memória da Igreja, que sabe ser grata.

Nós somos um povo que sabe recordar-se. Se nós fazemos memória de Cristo — o cerne da nossa fé —, como não faríamos memória de seus membros, que são os Santos?

Para as pessoas muito simples o fato de venerar os Santos comunica a certeza de ter uma família. Muitos são inseguros em sua vida cotidiana e em sua fé; sentem-se perdidos se não têm, em algum lugar, companheiros e companheiras com quem se entendam bem.

 

Dar um Nome Cristão

'Que nome dareis ao vosso filho?' Os dicionários de prenomes declinam todas as vedetes das artes e dos espetáculos, os tenores da política ou dos monstros sagrados ou ainda a nomenclatura das flores exóticas.

Dar nome cristão a uma criança é também dar-lhe uma família. A procura de prenomes que nada têm a ver com a fé e com as testemunhas do Evangelho acarreta o isolamento da criança. Esta fica sem família. Encerrada num casulo. Nesse procedimento está latente uma concepção do ser humano; ele se comporta como um pequeno deus; ele inventa o seu próprio nome. Ele não recebe o seu nome a partir de alguma fonte.

Segundo a mentalidade cristã, o homem está vinculado a Deus, aos seus antepassados, a um povo e a seus Santos. Dar a uma criança um nome 'de família', um nome que a ligue a uma linhagem, é muito mais do que colocá-la sob a proteção de um Santo. Se perdemos o sentido da comunhão dos Santos, consideramo-nos como se cada qual fosse um universo, do qual esse indivíduo é o Deus e é o povo.

 

Entre os Santos e nós, que diferença?

Os Santos nada têm a mais do que nós, se levamos em conta a matéria-prima donde foram talhados. Foram modelados do mesmo barro que nós, e deixaram-se moldar pelos mesmos instrumentos: a fé, a esperança e a caridade. Viveram em tempos tão difíceis e tão óbvios quanto os nossos. Então como diferem de nós?

Há plantas que produzem no mesmo caule flores desabrochadas e flores que não desabrocham. As flores desabrochadas nada têm a mais do que as outras; são alimentadas pela mesma seiva. Os Santos, como Clara de Assis ou o Padre Damião, são flores que se abriram na terra. Nós estamos ainda na fase de botões que se devem abrir. Na flor aberta desenvolve-se toda a graça de Deus, livremente aceita. No botão, a seiva ainda não subiu por completo por causa do jogo de nossa liberdade diante da graça de

Deus. . . Mas há um certo encanto nos botões, pois são portadores de esperança".

 

 

II. COMENTANDO. . .

O texto do Cardeal Danneels, em seu estilo poético e metafórico, transmite verdades fundamentais, que procuramos assim recordar:

 

1. A Família dos Filhos de Deus

A justificativa do culto dos Santos está no fato de que são membros da nossa família espiritual ou da grande família dos filhos de Deus. Ignorá-los ou não fazer caso deles equivale a ignorar os familiares. "Os Santos vivem na memória da Igreja, que sabe agradecer. Somos um povo que faz memória. Se nos recordamos de Cristo — o cerne da nossa fé — como não faríamos memória de seus membros, que são os Santos?", diz com muita arte e sabedoria o Cardeal Danneels.—

Se reconhecemos os Santos como nossos irmãos e familiares e se os veneramos como heróis da fé, dignos de louvor, compreende-se que peçamos a sua intercessão. Estão muito perto de Deus e também a nós estão vinculados por laços próximos ou remotos de consangüinidade. Como pedimos as preces de nossos parentes e amigos viventes na Terra, podemos pedir as preces dos mesmos após passarem para a outra vida. A morte não é ruptura ou quebra da comunhão que existe entre nós; ela não impede o nosso relacionamento com os justos que estão na pátria celeste, pois Deus, que é o Autor dessa comunhão, se encarrega de a manter ou entreter entre os fiéis militantes na Terra e seus irmãos chamados ao além. Isto é lógico e atestado pela própria S. Escritura; cf. 2Mc 38-46 e 15,12-16.[1]


2. Raios de Sol

A devoção aos Santos consiste não somente em pedir sua intercessão, mas também em reconhecer neles o fruto da graça de Deus, a obra-prima do Redentor; eles são o reflexo de Cristo, que nos obteve os dons da salvação. . ., dons que puderam desabrochar de maneira singular em cada Santo. Por isso, não se pode absolutizar a devoção aos Santos; é necessário, antes, reconhecer que ela é relativa. . ., relativa a Cristo e a Deus Pai, que são a fonte de toda a santidade. Em linguagem figurada, pode-se dizer: "Os Santos são um reflexo da glória de Cristo; eles nos apontam a luz do Sol, como um prisma refracta a luz e a projeta em feixes".

Há uma hierarquia de presenças na piedade cristã: vamos ao Pai por Cristo no Espírito Santo (cf. Ef 2,18); esta é a linha central da devoção cristã. Os Santos se colocam lateralmente, como incentivos nessa caminhada; se houve Santos de todas as categorias sociais, de todas as idades, de todos os tipos de vida reta, inocentes uns, pecadores convertidos outros, o cristão peregrino se reconforta ao contemplá-los, ciente de que é possível chegar à plenitude do amor como eles chegaram; assim reconfortado, pede a ajuda desses irmãos para que, com suas orações, fortaleçam os passos dos que ainda peregrinam na vida presente. . .

 

 

3. Vocação Universal á Santidade

 

Os Santos foram feitos da mesma argila que nós, isto é, não nasceram santos, mas, a partir da natureza humana convulsionada que cada um de nós traz em si, foram santificados.

O segredo dos Santos foi ter-se aberto à graça de Deus, não colocando obstáculos às inspirações desta; assim a sua capacidade de crer, esperar e amar se foi desenvolvendo. A graça de Deus a ninguém é recusada; acontece, porém, que a criatura a pode rejeitar ou estancar; nesse caso, o cristão torna-se um botão cheio de virtualidades que não chega a ser uma flor aberta. Isto não deixa de entristecer, mas, para quem toma consciência do fato, há sempre oportunidade para resgatar o tempo perdido ou há esperança de, doravante, se deixar mais livremente penetrar pela graça de Deus.

 

4. O NOME DAS CRIANÇAS

 

O Cardeal Danneels chama a atenção para o nome que os pais dão a seus filhos quando os levam à pia batismal. É para desejar que sejam nomes de Santos, pois estes nomes assinalam e exprimem a pertença da criança à família dos filhos de Deus. A Tradição cristã recomenda a escolha de nomes consagrados pela santidade de seus portadores já falecidos; a continuidade da família é assim reconhecida e valorizada.

Em nossos dias, porém, há casais que se impressionam pelos nomes de "astros" da televisão, dos esportes, da política. . ., nomes não usuais no Cristianismo. E querem dar tais nomes a seus filhos. O Cardeal Danneels julga que tal prática é uma espécie de quebra da comunhão com a família dos filhos de Deus; é uma quebra se não interior, ao menos exterior, pois faz silenciar os nomes da família dos Santos. Este isolamento é nocivo; lembra a tendência, latente em todo homem, a ser autônomo, a ser o seu próprio Deus.

Eis, em suma, o que de mais relevante nos parece estar contido nas belas reflexões do Cardeal Danneels. Possam estas considerações ser úteis aos fiéis cristãos, em meio aos quais se discute não raro a conveniência ou não do culto de veneração aos membros da sua grande família espiritual!



[1]2 Mc 12,3945: "Sendo já urgente a tarefa, partiram os homens de Judas para recolher os corpos dos que haviam tombado, a fim de inumá-los junto com seus parentes, nos túmulos de seus pais. Então encontraram, debaixo das túnicas de cada um dos mortos, objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, cujo uso a Lei vedava aos judeus. Tornou-se assim evidente, para todos, que foi por esse motivo que eles sucumbiram. Todos, pois, tendo bendito o modo de proceder do Senhor, justo Juiz, que tornara manifestas as coisas escondidas, puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse completamente cancelado. E o nobre Judas exortou a multidão a se conservar isenta de pecado, tendo com os próprios olhos visto o que acontecera por causa do pecado dos que haviam tombado. Depois, tendo organizado uma coleta individual, enviou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas de prata, a fim de que se oferecesse um sacrifício pelo pecado,- assim agiu absolutamente bem e nobremente, com o pensamento na ressurreição. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormecem na piedade, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado. "

2Mc 15,12-16: "Foi este o espetáculo que coube a Judas apreciar: On ias, que tinha sido sumo sacerdote, homem honesto e bom, modesto no trato e de caráter manso, expressando-se convenientemente no falar, e desde a infância exercitado em todas as práticas da virtude, estava com as mãos estendidas, intercedendo por toda a comunidade dos judeus. Apareceu, a seguir, da mesma forma, um homem notável pelos cabelos brancos e pela dignidade, sendo maravilhosa e majestosíssima a superioridade que o circundava. Tomando então a palavra, disse Onias: 'Este é o amigo dos seus irmãos, aquele que muito ora pelo povo e por toda a cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus'. Estendendo, por sua vez, a mão direita, Jeremias entregou a Judas uma espada de ouro, pronunciando estas palavras, enquanto a entregava: 'Recebe esta espada santa, presente de Deus, por meio da qual esmagarás teus adversários! '. "


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