SACERDóCIO (1214)'
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Artigo

A vocação vem de Deus

A Voz do pastor No 4 - 24 de agosto de 2010

 

Queridos amigos, tradicionalmente no mês de Agosto a Igreja do Brasil se dedica à oração e à reflexão sobre o tema das vocações. Denominamos “vocação” o chamado de Deus para segui-lo.


Como nos diz o apóstolo São Pedro, o povo de Deus é: “uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que nos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pe 2, 9) e o Concilio Vaticano II explica este chamado como vocação à santidade: “os seguidores de Cristo, chamados por Deus não por merecimento próprio mas pela vontade e graça de Deus, são feitos, pelo Batismo da fé, verdadeiramente filhos de Deus e participantes da natureza divina e, por conseguinte, realmente santos” (Lumen Gentium, 40).


Este chamado geral se transforma, diante das nossas liberdades individuais, em chamado específico.


Em artigos anteriores tratávamos da importância da vocação matrimonial. Nesta semana, avançamos em nossa reflexão apresentando outra vocação específica: a vocação sacerdotal.


No quadro da vocação universal à santidade, Cristo, Sumo Sacerdote, chama, em cada geração, diversas pessoas para cuidar do seu povo. Em particular, chama ao ministério sacerdotal homens que exerçam uma função paterna, cuja fonte reside na mesma paternidade de Deus (cfr Ef 3, 14). Estes homens são ungidos com uma “consagração especial” pela qual, em vista do bem de seus irmãos e obedecendo a Deus, recebem “o sagrado poder da Ordem para oferecer o Sacrifício do altar, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens” (Presbyterorum Ordinis, 2).


Este serviço, entretanto, não pode ser confundido como um simples “trabalho profissional”, como se o homem por suas próprias forças pudesse suprir uma necessidade da Igreja: “A vocação vem de Deus”!


Disse o papa Bento XVI em junho deste ano por ocasião do Encontro Internacional de Sacerdotes em Roma: “Assim, também nós, se desempenhássemos só uma profissão como outros, renunciando à sacralidade, à novidade, à diversidade do sacramento que só Deus dá, que só pode vir da sua vocação e não do nosso ‘fazer’, nada resolveríamos”.


Deus confiou aos sacerdotes a missão de apascentar o seu povo em nome de Cristo. Assim, convido a todos os cristãos a amar e rezar por seus sacerdotes e pelas vocações. Pois, a través de nossas fraquezas e debilidades, Deus nos convida a participar na redenção do mundo.

 

Dom Edney Gouvêa Mattoso,
Bispo Diocesano de Nova Friburgo


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