Pregações: Liturgia - Uso do Latim na Liturgia - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Uso do Latim na Liturgia

Um aluno perguntou: pertenço à renovação carismática católica e vejo que as celebrações litúrgicas animadas atraem um grande número de fiéis... e não entendo por que o Pe. Paulo insiste no retorno ao latim. Não é melhor louvar a Deus no idioma que todos compreendem?

Não se trata de retornar ao latim, mas aplicar o que a Igreja através do CV2 nos diz.
O que a Igreja nos ensina? No número 36, 'deve-se conservar o uso do latim nos ritos latinos'. Não é retornar, mas conservar corretamente.
O CV2 não acabou com o latim na liturgia! O sentido da reforma do CV2 diz: 'como o uso da língua vernácula pode ser útil para o povo, esta pode ter lugar mais amplo especialmente nas leituras e nos cantos'.

Também não é verdade que Paulo VI depois do CV2 jogou fora o latim e agora Bento XVI está querendo voltar atrás.
Eis o que diz o código de direito canônico #928:
'Faça-se a celebração eucarística em língua latina ou outra língua contanto que os textos litúrgicos tenham sido legitimamente aprovados'.
A realidade é que o latim é a língua primeira na qual celebra-se a eucaristia.

O próprio papa Bento XVI não defende o retorno de TODA a missa em latim. Ele mesmo disse que isso não é possível e nem desejável.
O que se quer é que as pessoas tenham a profunda experiência de estarem numa igreja que não começou há 50 anos, depois do CV2. É errônea a mentalidade de uma igreja antes do CV2 e outra depois.
É preciso compreender que a missa de hoje é a missa de sempre, não existia uma missa antes do CV2 e outra depois. É preciso aproximar as duas formas de celebração para unir ambas.

Se celebrarmos a missa como era celebrada antes perceberemos a centralidade de Deus. Existe uma dificuldade na celebração festiva e alegre com a participação do povo, mas em que o homem e suas preferências tomam o lugar de Deus que DEVE estar no centro.
Não é possível sermos verdadeiros adoradores quando a ênfase, o centro, está em nossos sentimentos, nas minhas emoções e no quanto isso é agradável.
Nada contra a RCC, mas ela precisa compreender que a liturgia da Igreja não pertence a um movimento mas é da Igreja como um todo e deve servir à Igreja como um todo, não somente à Igreja de hoje mas à Igreja de sempre. Assim, o homem deve sair do centro, meus gostos devem sair do centro e devemos adorar a Deus.

Uma vez, um padre da renovação carismática responsável por uma comunidade na França em visita à Cuiabá chegou escandalizado para mim e disse: 'pde Paulo, é impressionante, eles não fizeram silencio um segundo sequer...', chocado com os rumos que a RC tomou em nosso país.
Ou seja, é importante perceber a importância de se respeitar e entender a liturgia como ela é e não fazer o que se quer. Por que a questão do silêncio assinalada? Porque o critério não pode ser o gosto do povo!

Nas respostas em latim, são usados os mesmos textos usados por centenas de santos por séculos! Isso faz parte da tradição e da riqueza da Igreja.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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