PERGUNTE E RESPONDEREMOS 374/julho 1993

Prática Cristã

 

EUTANÁSIA E DISTANÁSIA

 

 

A respeito de eutanásia, a Moral Católica (e também a Medicina) distingue entre eutanásia positiva e eutanásia negativa. A primeira é a eliminação consciente e voluntária da vida do paciente mediante injeção ou coisa semelhante; merece reprovação, pois é usurpação de direito que não toca ao homem. A eutanásia indireta (ou negativa) consiste na suspensão dos meios de subsistência; estes podem ser ordinários (soro, alimentação, sangue...) e extraordinários. Suspender os meios ordinários não é lícito pelo mesmo motivo. Quanto aos extraordinários, se não há proporção entre a aparelhagem aplicada e os resultados nulos ou quase nulos obtidos, é lícito desligar os aparelhos, conforme Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé datada de 5/5/1980.

 

A palavra distanásia tem duplo sentido. Etimologicamente falando, distanásia seria a morte dolorosa, visto que o prefixo grego dys significa algo de mau (dispepsia, disritmia, disfunção...). Ora não é lícito deixar um paciente morrer sem procurar aliviar os seus sofrimentos mediante analgésicos (ainda que estes redundem em abreviação da vida do enfermo). Parece, porém, que distanásia, na linguagem médica atual, significa a desistência de reanimar um paciente (DNR ou NTBR); tal desistência é lícita, se entendida nos termos atrás indicados: não aplicação de aparato caro e penoso sem resultados correspondentes. A obstinação terapêutica, que priva o paciente do reconforto dos seus, sem que haja sólida esperança de alguma melhora, não se impõe à consciência moral, pois privilegia os aspectos mecânicos e técnicos em detrimento de valores humanos propriamente ditos.

 


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