Analfabetismo Religioso
um Problema Para a Igreja, diz o Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI se encontrou na manhã de quinta-feira, dia 23 de fevereiro de 2012, com os párocos de Roma, um encontro tradicional no inicio da Quaresma. Bento XVI apresentou uma Lectio Divina centrada no capitulo IV da Carta de São Paulo aos Efésios.

Para o Santo Padre, um grande problema para a Igreja atual é o analfabetismo religioso, enfatizou o Papa. Por isso a Igreja precisa apropriar-se novamente do conteúdo da fé. “Não como pacote de dogmas, devemos fazer tudo para nos renovarmos e fazer de maneira que Cristo seja conhecido”, salientou aos párocos.

Nós Devemos Conhecer Profundamente Jesus Cristo e a Igreja

Nós não podemos seguir Jesus Cristo se nos considerarmos mestres de nossas próprias vidas. Quando Deus nos ordena a servi-Lo, nós diremos “Sim”, sem demora, se não formos nossos próprios mestres. Do contrário, nós podemos dizer “Porque eu devo fazer isto por você?” A pessoa que é seu próprio mestre irá se recusar a fazer o que Deus quer que ela faça, pensando, “Ele deveria me pedir como um favor para fazer o que Ele quer.” Para tal pessoa, as instruções de Deus não são nada além de palavras irritantes e sem fundamento.

Contudo, para sermos discípulos e missionários de Cristo, nós devemos obedecer as Suas ordens. Não podemos ser gados que são levadas ao matadouro, pelo contrário, devemos ser voluntários para seguir a Jesus. Nós devemos seguir a nosso Salvador, que nos leva pelo justo caminho. Deus é o Senhor, que nos abençoou com a salvação em Cristo. Se nós O servimos como nosso Mestre e seguirmos seus ensinamentos, nós podemos ser cheios do Espírito Santo. Se você e os membros de sua família entregarem tudo a Jesus e colocá-Lo sobre todas as coisas, vocês terão graça e bênçãos em suas vidas para sempre.

Você deve ter visto figuras, como a de um homem que está navegando contra uma forte tempestade e Jesus está logo atrás dele. Quando parece que estamos conseguindo lidar com os desafios da nossa vida e fazendo a obra de Deus, na verdade é o nosso Senhor Jesus Cristo que está nos guiando e segurando nossas mãos. É o Deus Todo-Poderoso que dirige  nossos vidas. Ele nos protege dos inimigos e nos guia segunda a sua santa vontade.

Como se tornou nosso Mestre, Ele é capaz de nos guiar e nos abençoar. Mas se nós não O reconhecermos como Mestre, Ele não poderá desempenhar este papel. Como Ele é o Deus da personalidade, Ele não nos força a obedecer a sua vontade. Apesar de ele ser o Deus Todo-Poderoso, Ele não faz nada por nós forçado, ao menos que nós sejamos voluntários para servi-Lo como nosso Mestre e pedirmos Sua ajuda. Esta ajuda é a iluminação do Espírito Santo para conhecer profundamente Jesus e a Sua santa Igreja. Não há espaça para o terrível analfabetismo religioso. Hoje mais do que nunca, requer de todo católico um eficaz e contínuo saber da santíssima fé cristã (1 Pd 3,15).


 

CONCLUSÃO

Exorta o Papa Paulo VI: “A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude primordial, nosso pensamento fixo! Não se ama a Cristo se não se ama a Igreja: e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: ‘Amou a Igreja e por ela se entregou’ (Ef 5, 25)”.

Afirma Santo Agostinho: “Ninguém ama aquilo que não conhece”. Conhecer Jesus é conhecer a Sua Igreja e executar a sua principal missão: evangelização. A autêntica experiência com Cristo é o conhecimento da  sua doutrina e a prática do amor pela salvação das almas.

O Ano da Fé será propício para um aprofundamento do ensinamento de Cristo e de Sua Igreja. Usar do patrimônio da fé: começando pela família a Congresso Teológico para vivência ardorosa do Reino de Deus.

“Crescei na graça e no conhecimento de Jesus Cristo” (2 Pd 3,18).

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

Instituto Teológico Bento XVI

EFOR-Escola de Formação de Resende

Especialista em Ciência Social da Religião

 


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