Pregações: Liturgia - As missas inculturadas são permitidas? - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

As missas inculturadas são permitidas?

Um site (IG) escarnece a missa tradicional, dizendo que as novas missas inculturadas são um sucesso e cada vez mais frequentes.

O CV II jamais falou de missas inculturadas nem nunca deu permissão para que ocorram tais missas. Não há nenhuma legislação da Santa Sé para que haja esse tipo de missa.
Para que haja algum princípio de inculturação, é necessário que as conferências episcopais locais façam um pedido à Santa Sé que, uma vez aprovada a incluturação, a aplica à estrutura básica do rito romano.
Por exemplo, no Japão o branco tem caráter fúnebre e não festivo. Então, substitui-se o branco pelo amarelo e a conferência episcopal japonesa tem permissão para trocar essas cores.
Outro exemplo é o abraço da paz que em culturas diferentes pode assumir formas próprias.

A inculturação não se faz espontâneamente, a partir do alvitre do celebrante e nem mesmo bispos locais, mas precisa da aprovação da Santa Sé.
Quem celebra esse tipo de missa está violando um direito fundamental dos fiéis. O fiel quando vai à Igreja tem o direito de receber a Missa da Igreja e não a Missa do padre.
Equipes de liturgia "criativas" gemem com essa lei canônica da Igreja, mas a liturgia da Missa pode e deve ser respeitada.

Essas missas assim chamadas "inculturadas" são na verdade missas dessacralizadas. Há algo antropologicamente errado nessas missas.
Quando se vai a um terreiro de macumba, nota-se que as vestes, os ritmos, as músicas, são diferentes e próprios, diferentes do dia a dia. O culto a Deus também deve ser realizado com algo diferente do dia a dia. O sagrado é uma coisa, o profano é outra e a Igreja sempre viveu de acordo com essa realidade.

A tradição não foi abolida. As maluquices litúrgicas que se veem por aí nada tem a ver com o concílio Vaticano II.
Essas missas inculturadas deviam ser chamadas de missas profanadas, dessacralizadas. São inseridos na missa elementos não sagrados e sem licença da Santa Sé.

A Santa Sé está aí para tutelar a tradição ritual da igreja, a validade dos sacramentos, a retidão da fé e defender os direitos dos fiéis.

Esse tipo de missa também não tem verdade teológica. São feitas por pessoas que não sabem o que significa o verdadeiro rito da missa. Ela é o santo sacrifício eucarístico e essas missas moderninhas são festivas celebrações comunitárias onde o sacrifício de Cristo na cruz fica encoberto e esquecido.
Inculturação não deve ser trazer o dia a dia para dentro da Igreja em detrimento do que é importante.

Também é verdadeiro que há muita falsidade nessas missas inculturadas. Por exemplo, pessoas se fantasiam para ir à missa, distanciadas até da realidade do dia a dia, transformando a missa num baile de máscaras.

Vamos respeitar o rito da Missa como é aprovado pela Santa Sé. Essas missas inculturadas não aprovadas pela Santa Sé não têm nenhuma legalidade.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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