PRáTICA CRISTã (1392)'
     ||  Início  ->  
Artigo

Pregações: Prática Cristã - Concepção e infertilidade, o que é lícito? - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

O que é lícito ao casal que vive o drama da infertilidade?

A infertilidade é uma realidade dolorosa de muitos casais. Durante a história da Salvação, diversas mulheres foram vítimas dela. Sara, Rebeca, Raquel, Isabel, entre outras. Todas mulheres valorosas, apoiadas por seus esposos e tementes a Deus. Cada uma com sua própria história de fé e confiança no Senhor, o Deus da Vida.

Sendo assim, a mulher atual, que convive com o progresso da Ciência também no campo da reprodução deve espelhar-se nas santas mulheres da Bíblia ou pode utilizar-se de técnicas para a concepção?

O Catecismo da Igreja Católica encontra a linha tênue do equilíbrio nesse assunto tão delicado afirmando que "as pesquisas que visam diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem postas à serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus." (CIC 2375)

Assim, não são lícitas todas as técnicas em uso atualmente, apenas aquelas que respeitam não só a dignidade da mulher, do homem, dos dois enquanto casal, mas, principalmente, da criança, que é um ser humano completo já no momento da concepção. Mas, e na prática, quais são as técnicas lícitas para estes casais?

=-=-=

Sugiro ler o catecismo da Igreja, parágrafos 2373-2379, que fala do dom do filho.
No catecismo há dois parágrafos específicos que mostram a imoralidade dos métodos artificiais de inseminação.
E por que os métodos artificais de inseminação são imorais?
Os métodos artificiais dissociam o ato sexual do ato da procriação, para transformá-lo em uma experiência de laboratório em que os embriões são manipulados como coisas.
Pior ainda é a inseminação heteróloga, quando se usam o esperma ou o óvulo de pessoas nem casadas pelo sacramento do matrimônio.

A inseminação in vitro, ou o bebê de proveta, também é imoral devido à manipulação dos embriões fecundados.
A prática das clínicas é fazer que a mulher ovule uns 6,7,10 óvulos... eles são inseminados e só depois o médico escolhe alguns embriões mais saudáveis e os implanta no útero da mulher, pra ver se pega, como uma nazista que determina quem vive e quem morre.
Esses embriões são pessoas com alma imortal que morrem sem batismo e da forma mais desumana, como se nada fossem.
Nós não somos senhores da vida e da morte, não somos deuses.
Se Deus nos impede, ele é que é mau. Se a Igreja diz não, ela está errada..

O caminho para ter filhos é ter uma relação conjugal natural.
O filho é um dom, ele não pode ser considerado como objeto de propriedade. Ele não é uma coisa, mas um dom de Deus.

O evangelho nos mostra que a infertilidade física não é um mal absoluto. Esgotados os recursos, os cônjuges devem ser fecundos espiritualmente, unindo-se à cruz de Cristo. Podem-se adotar crianças desamparadas ou prestar serviços em favor do próximo.
A verdadeira paternidade, mais que um ato biológico, é um ato espiritual, ela ocorre quando nos sacrificamos para dar a vida aos outros.
"As almas custam sangue", já dizia o padre Pio de Pietrelcina.
A paternidade é algo próprio de Deus, que Ele dá como um presente, um dom, ao ser humano.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
3 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL -  FACEBOOK 

:-)