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Artigo

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 548 – fevereiro 2008

 

Do comunismo ao Cristianismo

 

SENADORA ESPANHOLA ANUNCIA SUA CONVERSÃO AO CRISTIANISMO

Ex-comunista decide deixar o cargo

 

Barcelona, quarta-feira, 05 de dezembro de 2007 (ZENIT.org)

 

Mercedes Aroz, a senadora mais votada na história da Câmara alta espanhola (Senado), em representação dos socialistas catalães por Barcelona, anunciou sua conversão ao cristianismo e o abandono de sua cadeira, por incompatibilidade com a atual política de seu partido, ainda que seguirá como militante de base, segundo informou o jornal "La Vanguardía" em 30 de novembro passado, difundindo uma nota da agência Europa Press.

 

Na Espanha, as eleições a deputados e outras eleições autônomas e municipais são feitas com listas fechadas dos partidos. O único momento em que se podem verdadeiramente unir as preferências ideológicas com as pessoas é nas eleições ao Senado, onde ocorre a eleição por nomes próprios.

 

Mercedes Aroz, com mais de um milhão e meio de votos, ostenta o recorde absoluto de uma pessoa, homem ou mulher, eleita para representar os cidadãos na câmara alta.

 

Aroz foi marxista ortodoxa durante décadas, afiliou-se ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em 1976, e provinha de uma formação de ultra-esquerda, a Liga Comunista Revolucionária.

 

No Partido Socialista da Catalunha (PSC), fez parte da direção política durante 18 anos e do Comitê Federal do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

 

Agora anunciou que deixa a cadeira e que a razão é sua conversão ao cristianismo, um processo que levou vários anos.

 

"Meu atual compromisso cristão me levou a discrepar com determinadas leis do Governo que se chocam frontalmente com a Ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em consequência, impunha-se a decisão que tomei", afirma em seu comunicado.

Já em junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimônio homossexual, como publicou em seu momento "Fórum Libertas", quando se debateu no Senado.

 

Os senadores socialistas Mercedes Aroz e Francisco Vazquez - ex-prefeito de La Cortina, hoje embaixador ante a Santa Sé e católico praticante - se ausentaram durante a votação no Senado e ambos falaram contra a lei.

 

Mercedes Aroz insistiu esses dias em que ela se alienava com as teses do líder socialista francês Lionel Jospin - e de quase todo o socialismo europeu - de que reconhecer direitos ligados à convivência não justificava mudar a definição e o sentido do matrimônio, que era um bem a proteger.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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