Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 388 – setembro 1994

Um novo livro sobre Educação Sexual:

 

“SEXO COMO NO PRIMEIRO MUNDO”

 

Foi recentemente lançada a tradução brasileira de Guidelines for Comprehensive Sexuality Education, guia de orientação sexual elaborado nos Estados Unidos pelo SIECUS (Sex Information and Education Coun-cil of United States). No Brasil, o Guia foi traduzido sob a coordenação do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa e Orientação Sexual) e adaptado à realidade brasileira; dizem os protagonistas que "acabou ficando melhor que o original norte-americano" (palavras do próprio representante do SIECUS, Dr. William Yarbet). O trabalho de adaptação foi coordenado pela Sra. Marta Supplicy; destina-se a obra principalmente a professores dos níveis de primeiro e segundo graus, podendo ser muito útil à classe médica, como dizem os comentadores (ver JORNAL DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; abril de 1994, p. 6).

 

O manual defende a prática da masturbação "para o prazer e o alívio de tensões sexuais de pessoas que não têm parceiros". Defende também o pretenso direito ao aborto mediante frases do seguinte teor:

 

"Um dos argumentos mais aceitos a favor da legalização do aborto no Brasil é que se trata de uma questão de saúde pública e um direito da mulher".

 

"A legalização do aborto não obriga a pessoa a realizá-lo, se isso contraria seus valores morais ou religiosos".

 

"Fazer um aborto em condições seguras e higiênicas raramente interfere na capacidade, da mulher, de engravidar ou de dar à luz no futuro".

 

Ora um grande médico, Professor Titular do Departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal Fluminense, o Dr. Herbert Praxedes, escreveu para o mesmo JORNAL DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA um artigo que prova não estar a classe médica de acordo com as apreciações publicadas no mesmo periódico em sua edição de abril pp. — É precisamente esse artigo, que retoma o título do anterior, acrescentando-lhe uma interrogação, que passamos a transcrever nas páginas subseqüentes.

 

SEXO COMO NO PRIMEIRO MUNDO?

 

Sob o título acima o JAMB, de abril do corrente ano, divulga com grande destaque o lançamento da adaptação brasileira do livro americano "Guidelines for Comprehensive Sexuality Education" coordenada pela senhora Marta Supplicy. É mais um desserviço que esta senhora presta à educação e medicina brasileiras.

 

Sexualidade é o conjunto dos fenômenos da vida sexual, a expressão fenotípica própria a cada sexo e também uma forma de expressar, de sentir e viver o amor humano. Não pode, e principalmente não deve, ser confundida com um de seus aspectos: a genitalidade, biologicamente dirigida à reprodução humana. A chamada educação sexual, somente explicitando biologicamente o sexo, mais apropriadamente deve ser denominada de informação sexual. Aulas de informação sexual, sem que os valores e responsabilidades inerentes à atividade sexual humana sejam simultaneamente ensinados, fazem com que o adolescente tenda a , precoce e irresponsavelmente, transformar em prática aquilo que teoricamente aprendeu.

 

Em numerosas escolas elementares americanas, há uma "School-based clinic" onde os alunos, de qualquer idade e mesmo sem consentimento paterno, recebem instruções e material de contracepção, tratamento de doenças sexualmente transmitidas e, quando julgado necessário, aspirações uterinas para "fazer descer a menstruação atrasada", obviamente abortos precocemente provocados. Essa forma de abordagem sexual nos jovens dos EEUU resulta atualmente em mais de um milhão de mães adolescentes além de anualmente um milhão e meio de abortos provocados. Gestações juvenis, sempre inconvenientes, o aborto, a promiscuidade e suas conseqüências são seus frutos.

 

Onde estão as vantagens de seguir-se este exemplo de "modernidade de primeiro mundo", advogada pela senhora Marta Supplicy, se a conseqüência prática da maciça informação sexual, sem formação, fornecida à criança e ao adolescente, é assim catastrófica? É isso que o primeiro mundo vem tentando nos ensinar a não imitar e que pessoas como a senhora Supplicy insistem em querer copiar. Não acham que já temos problemas demais?

 

Um extrato da publicação em questão diz: "A legalização do aborto não obriga pessoas a realizá-lo, se isso contraria seus valores morais ou religiosos". Esta sentença, de um relativismo absurdo, é parafraseada de uma outra, em que a Suprema Corte Americana, no século XVIII se referia à escravidão: "Se você não concorda com ela, não tenha escravos. A escravidão não é obrigatória, mas não tente impor sua moral a outros". Se a aplicarmos a alguns problemas atuais como execução de menores infratores por grupos de extermínio, tortura, racismo, eliminação de idosos inúteis, de doentes crônicos, de deficientes físicos e/ou mentais, etc, teremos um bom exemplo de onde nos pode levar essa pseudo-moral.

 

Em outro trecho da publicação, a ciência do Direito é também agredida, quando é afirmado que o aborto é um direito da mulher. Quem outorgou à mulher esse suposto direito? O Direito Natural — fonte do Direito Positivo — garante a todo ser humano, nascido ou não, o direito à vida, e dele decorrem os demais direitos. Um simples estatuto legislativo não tem autoridade para revogar leis que não foram feitas pelo homem. Para a senhora Supplicy e seu grupo, não existem valores absolutos, como a vida, cuja cotação varia ao sabor dos interesses individuais ou de grupos.

 

Em uma das várias incursões em que a Medicina é diretamente atingida, a senhora Supplicy e companheiros dizem que o aborto no Brasil é uma questão de saúde pública. É uma afirmação, no mínimo, falaciosa. O fato de muitos dos abortos realizados no Brasil — todos clandestinos — em condições precárias de higiene complicarem gravemente, até com a morte da mulher, não os transforma em problemas prioritários de saúde pública, e muito menos justifica a criação da Abortobrás, com a transformação de serviços hospitalares públicos em matadouros de crianças não nascidas. Ousariam os adaptadores da publicação advogar como solução para o problema do menor abandonado — um dos frutos do sexo irresponsável e hedonista que eles advogam — seu extermínio por pessoas competentes, em locais confortáveis e em condições higiênicas perfeitas, onde eles seriam abatidos por "profissionais" e não por "amadores ou curiosas?". A diferença é apenas a idade.

 

A desnutrição associada às doenças parasitárias e infecciosas, conseqüente às baixas condições sociais de uma grande parte da população são, sob qualquer ângulo de vista sério, verdadeiros problemas de saúde pública. A descriminalização do aborto não viria solucionar nenhum deles e, ao contrário, acrescentaria inúmeros outros. Se aprovada, uma rede hospitalar pública, literalmente destroçada em todo o país, incapaz de atender à demanda normal da população para reais problemas de saúde, teria acrescida em suas atribuições a execução de crianças não nascidas sempre que suas mães não as desejassem.

 

Outro problema não abordado na reportagem e aparentemente também não no livro é: de quem seria a responsabilidade pela execução do trabalho sujo de eliminar as crianças? Seriam os sexólogos especialmente treinados? Dos médicos, cuja formação é toda dirigida a salvar vidas, é que não. Eles, para se graduarem, prestam um juramento solene, escrito por Hipócrates 400 anos AC, com linguagem atualizada pela Organização Mundial de Saúde, onde, entre outras, fazem a promessa de nunca realizar ou indicar abortos.

 

O aborto, se, para infelicidade do Brasil, algum dia for retirado da lista dos crimes hediondos por alguma lei iníqua, votada por homens iníquos, terá certamente a oposição maciça da Classe Médica. Ela certamente, em sua grande maioria, não se corrompeu. O Código de Ética Médica garante ao médico, em seu artigo 28, a objeção de consciência, isto é, negar-se a realizar determinados procedimentos que, mesmo considerados legais, atentem contra seus princípios e valores.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


Pergunte e Responderemos - Bíblia Católica - Catecismo
Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
3 0
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 8834395)/DIA
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?32.18
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação14.96
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns14.87
Aulas  Doutrina  1497 Ser comunista é motivo de excomunhão?13.46
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?12.86
Pregações  Doutrina  4153 O Purgatório e a salvação12.50
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino11.80
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo11.16
Pregações  Santos e Místicos  4157 O Número dos Eleitos11.05
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia11.04
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas10.85
Diversos  Prática Cristã  3185 Anticonceptivos são Abortivos?9.51
Pregações  Ética e Moral  4155 A Dança9.37
Pregações  Prática Cristã  4156 Eles pertencem ao mundo8.65
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?7.98
Diversos  Espiritualidade  4151 Fortalecer a Fé7.93
Pregações  Homilias  4154 Sobre as Tentações7.93
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.82
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo7.61
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.59
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.58
Diversos  Espiritualidade  4150 Vida Mística7.45
PeR  Escrituras  2389 O Pai Nosso dos Católicos e dos Protestantes7.27
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista7.03
Por que o evangélico crê na Bíblia se não crê no testemunho e na autoridade divina da Igreja Apostólica que definiu e autenticou a Bíblia?
Claudio Maria

Católicos Online