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Mundo Atual

Publicidade erotizante

 

EXPLORANDO O CORPO HUMANO

 

Em síntese: O artigo se deve a uma jovem chamada Valéria Martin, que se insurge contra a exploração do corpo feminino em anúncios de publicidade. A dignidade da mulher repudia tal tratamento, que a reduz a objeto de marketing.

* * *

Via internet a Redação de PR recebeu do boletim "Cooperatores Veritatis" de Porto Alegre (RS) a seguinte notícia, que merece consideração, pois é a voz da mulher que se levanta contra o vilipêndio da mulher.

A nudez feminina como objeto de marketing

Valéria Martin, analista de sistemas e estudante de moda, enviou artigo ao Cooperatores, onde questiona o uso da mulher como "objeto de marketing" e comenta a nova campanha de verão da Ellus:

Supervalorização da Beleza e Atração Física

Desde a Renascença, a aparência física da mulher tem ganhado notável destaque na sociedade. Espartilhos, decotes acentuados nos vestidos, e, a partir do século passado, uma verdadeira revolução. Com o desenvolvimento da indústria da beleza e da moda. a mulher não teve mais sossego. Cada década apontava para um chamado "foco erótico": nos anos 20, por exemplo, as pernas e as costas; nos anos 50. a cintura e os quadris; nos anos 60 a mini-saia... Porém, o que antes era "atraente e sensual" virou "escandaloso e vulgar", além de ganhar uma valorização muito acima do normal a partir do final do século passado, início deste século.

Acreditando estar usufruindo a liberdade conquistada, a mulher é reduzida a mero objeto do desejo sexual masculino, ou objeto de marketing para um mercado que fatura milhões a cada ano.

Atualmente, grifes famosas têm explorado de forma exagerada e ofensiva a imagem pessoal, principalmente feminina. Entre estas grifes, podemos citar a Levi's, Versace, entre outras. Além da nudez, exibindo um "corpo perfeito", o erotismo passou a aparecer em campanhas publicitárias. Um exemplo deste último caso pode-se observar na campanha do estilista John Galliano para grife Dior, de 2000, apresentando a top model Gisel Bundchen e Rhea Durham em uma cena bem insinuante.

Agora, estas imagens não mais têm sido limitadas a revistas eróticas ou a material de acesso restrito. Já faz algum tempo, estão ganhando as ruas, praticamente sendo" esfregadas" no rosto de "quem quer" e "quem não quer ver".

É lamentável que a Ellus, cuja campanha publicitária de inverno 2006 foi "considerada a melhor pelo 57o Premier Print Award, a mais importante premiação da indústria gráfica mundial" (conforme Textilia.net), aposte, em sua nova campanha de verão 2007, na exibição de imagem do corpo feminino completamente nu, em propaganda de roupa, além do explícito "apelo ao erotismo".

Segundo a Ellus, em resposta à carta de uma leitora do Cooperatores, sua campanha é "multi-imaginativa". "Por que ver as coisas somente pelo lado feio? Ou ainda, por que procurar o lado feio?", questiona a Ellus. "Na visão da Ellus, a campanha mostra o naturalismo como um sonho. (...) Sugerimos que a imagem seja vista pelo lado da beleza, do lúdico, do sonho".

Estaria, então, a maldade apenas em nossas mentes? Estas imagens não seriam mais um exemplo da exploração selvagem da imagem feminina como forma de obter lucro? Não estaria sendo a mulher mais uma vez "usada" como objeto para despertar o desejo sexual masculino?

Definitivamente não estamos vendo o lado feio. Estamos somente enxergando além: a dignidade do ser humano, o qual é sim uma criatura "bela", e não é preciso ser exposta, como nesta campanha, para que acreditemos nisto.

O problema é que, para este mercado cujo principal objetivo é faturar milhões, "o belo" está resumido ao culto à beleza física, à supervalorização da aparência, ao domínio do prazer e da fugacidade, arrastando massas a estragarem a própria saúde em prol do "sonho" de possuírem um modelo de aparência física ideal e capaz de atrair o sexo desejado, tornando as pessoas cada vez mais fúteis, vazias e deprimidas.

Diz ainda o Departamento de Marketing e Criação da Ellus: "concluímos que crianças não entenderiam mal"!

Como chegaram a esta conclusão?

Segundo texto da coluna de Gilberto Dimenstein à Folha de São Paulo em 8 de maio de 2005: "Movidos pela vaidade, pelo menos 130 mil crianças e adolescentes submeteram-se, no ano passado, a operações plásticas. Essa é a estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que, em pesquisa realizada entre seus 4.000 associados, detecta o aumento a cada ano de crianças e adolescentes dispostos a entrar na faca para ficar mais bonitos".

E ainda não acabou... Segundo a própria Ellus: "a campanha possui várias imagens que ainda serão veiculadas. (...) Nosso produto é feito sempre pensando em pessoas que sonham e gostam do belo".

Diante deste fato, não podemos ficar de braços cruzados.

Conhecemos muitas pessoas as quais já estão se dando conta deste problema. Pessoas que se sentem muito incomodadas com este tipo de apelo e não se deixam escravizar pelas propostas apelativas deste mercado. Pessoas que acreditam sinceramente na eficácia de uma propaganda e da moda cujo principal objetivo seja, além de ressaltar respeitosamente a beleza da aparência física, ressaltar 'O Mais Belo': a beleza interior da mulher, com suas qualidades: 'inteligência, criatividade, engenho, ternura, intuição...", como bem lembrou Ana Cecília no e-mail à Ellus.

Precisamos mostrar que estas pessoas são reais, possuem sonhos e apreciam O Mais Belo... Mas, que acima de tudo, precisam ser respeitadas. Imagens como esta em questão, não podem ficar expostas desse jeito, à mercê daqueles que não desejam enxergá-las, ou não querem que seus filhos sejam expostos a elas.

Valéria Martin Analista de Informática e Estudante de Moda SENAI-RS

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Claudio Maria

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