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Pregações: Homilias - As Parábolas do Reino - por Padre Paulo Ricardo

As Parábolas do Reino

A parábola do joio e do trigo de São Mateus.

O mistério da iniquidade. Por que existe o mal no mundo? Por que Deus permite o mal no mundo?
É a respeito disso que essa parábola trata.

"Não semeaste boa semente em teu campo, de onde veio o joio?"

Na semana passada tivemos a parábola do semeador, nos diversos tipos de terrenos, como nós haveríamos de responder.
Hoje, a parábola trata da ação de dois semeadores: Deus e o diabo.
As pessoas que seguem o diabo tornam-se os filhos do maligno, tornam-se o joio.

Esse é um dos grandes mistérios que a teologia precisa enfrentar e continuará mistério porque nossa racionalidade é incapaz de compreender o que está por trás do mistério da iniquidade.
Grandes teólogos já tentaram desvendá-lo.
Mas, se é assim, por que pensar nele?
Bom, a maior homenagem que podemos prestar à Verdade que é Deus, é buscá-la, procurar compreendê-la e adorar essa Verdade que é maior que nossa inteligência.

Deus nos dá a conhecer algo desse mistério mediante a parábola, mas precisamos oferecer a Deus o sacrifício da nossa racionalidade, o sacrifício do logos, da razão, como dizia São Paulo.

Já no início do cristianismo um filósofo chamado Beócio perguntava:
Se Deus existe, de onde vem o mal?
E se Deus não existe, de onde vem o bem?

S. Agostinho, no início de sua vida, caiu na heresia do maniqueísmo, a de dois deuses: um bom e um mal brigando entre si e nós no campo de batalha.
Mas, logo ele percebeu que essa não era a solução, pois esses infinitos se anulariam. A realidade de Deus exclui, pois se existe um Deus, um outro deus não pode existir.

Logo, esse Deus semeou coisas boas, boas sementes, como diz a parábola. Mas, mesmo assim, ficam os semeadores perplexos de onde veio o joio, semeado pelo demônio segundo a parábola.
Ou seja, o mal é invenção angélica, de um anjo ruim, não de Deus.
O bem foi criado, o mal foi inventado.
O bem está enraizado na raiz do ser e em todas as coisas enquanto o mal é uma nuvem passageira, efêmero.
O mal é uma ação de rebeldia e de revolta e não tem a mesma consistência do bem, não está no mesmo nível.

A primeira pergunta é de onde vem o mal, que a parábola responde.
Há uma segunda pergunta porém ainda mais desconcertante: por que a maldade? Por que Deus permite isso?
O Papa Bento XVI respondeu a pergunta ao vivo, na sexta-feita santa. Uma menina japonesa perguntou: por que Deus permite coisas tão terríveis como o terremoto que assolou o Japão?
O Papa respondeu: cremos na infinta bondade de Deus e aceitamos que o mal embora não estando no projeto de Deus, mas o permite, é porque do mal Ele pode tirar um bem maior.
Ele permite o mal na sua providência, pois quer tirar um bem ainda maior dessa paciência de permitir que o mal cresça lado a lado com o trigo.

A nossa fé nos diz que a Igreja é santa. Mas ela tem pecadores dentro dela. Novamente, o mistério da iniquidade. Por que o joio dentro da própria Igreja !?
Por que os escândalos de pedofilia e de iniquidade? Como é possível isso? O joio dentro do clero... de onde se espera o ensinamento de fé, o catecismo, os sacramentos?
Só podemos responder inclinando nossa cabeça, fazendo a oferta de um sacrifício do racional, em que procuramos compreender a Verdade, que Deus é infinitamente poderoso, mas temos a humildade de reconhecer que não entendemos porque Ele permite o mal.

O filósofo Voltaire usava como bandeira do ateísmo o terremoto de Lisboa de 1755, em que num domingo radioso enquanto milhares de fiéis oravam nas igrejas cheias, no dia de todos os santos, um terrível terremoto matou milhares com várias igrejas desabando. Se Deus sabia, por que permitiu?, bradava Voltaire.
Um Deus que coubesse em nossa cabeça, não seria divino, poderia ser adorado? Não. Ele precisa ser muito maior que nossas limitações.
Esse deus de Voltaire não é um deus verdadeiro, pois é limitado pela nossa racionalidade, um deusinho que cabe na cabeça humana!

Na parábola do joio e do trigo Jesus nos ensina que os desígnios de Deus estão além de nossa compreensão e não devemos questionar.

Outra questão: o profeta Jeremias diz "tu é justo Senhor, mesmo quando contigo debato... mas por que o caminho dos maus prospera e os campos dos bons apodrecem com a ação do pecado?"
Nos ensina o catecismo: Se Deus permite o mal e que prospere, é porque Deus dele tira um bem ainda maior. Essa é a nossa humilde esperança, a verdadeira FÉ.
A chave da leitura dessa parábola é a leitura da cruz de Cristo: dela brotará a salvação, um bem muito maior, uma vitória extraordinária.
Ao olhar para a cruz de Cristo todas as nossas dúvidas se quebram e nossa razão se dobra diante do verdadeiro Deus poderoso, providente e bondoso. Tenhamos paciência. Tenhamos fé.

Oremos pelo joio, por aqueles que têm Deus na boca mas não O têm no coração, para que se transformem em trigo.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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