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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 543/setembro 2007

Conversões e Testemunhos

Não ao materialismo:

 

MILITANTE COMUNISTA CHINÊS SE CONVERTE E É ORDENADO PADRE

 

Em síntese: Bao era o dirigente dos jovens comunistas na Universidade. O contato com fitas cassetes e outras formas de mensagem católica o levou a refletir, acabando por convencê-lo de que Deus existe. Pediu o Batismo e entrou no Seminário, onde finalmente foi ordenado presbítero.

* * *

Segue-se o testemunho pessoal de um jovem comunista que se converteu à fé católica na China e finalmente foi ordenado sacerdote.

 

1. Militante marxista

Meu nome é Bao. Sou um sacerdote do Norte da China. Tornei-me padre há alguns anos e recebi o Batismo há onze anos apenas. Antes disto, eu era ateu e até um militante do Partido Comunista Chinês.

Na Universidade eu era o dirigente dos jovens comunistas da minha Faculdade: Trazia em minha mente muitos projetos e programas para o futuro, mas esses projetos ficavam todos longe de Deus. que, para mim, não existia... Na minha família somente minha avó era religiosa e protestante. Certa vez, quando eu era pequeno, ouvi-a falar de Jesus, dizendo que Jesus era Deus. A mim, nenhuma religião jamais interessara. Na China, desde o ensino fundamental até a Universidade a educação para o ateísmo é obrigatória. Minha mente estava cheia de teorias atéias e eu julgava que acreditar em Deus era uma atitude infantil, talvez um pouco estúpida.

No quarto ano da Faculdade matriculei-me no Partido. Na China, você se inscreve no Partido em parte por convicção, mas principalmente porque você ganha "amigos" que o podem ajudar a encontrar um bom emprego e sustentá-lo, se tiver problemas.

Minha vida no ambiente comunista não era nem fácil nem penosa. Éramos estudantes atenciosos para com todos, capacitados para estudar e organizar numerosas atividades. Mas o que me impressionava, era o fato de que, no seio do Partido, todas as boas iniciativas eram efetuadas não em vista do bem alheio, mas em vista do próprio indivíduo, que assim queria fazer carreira. Mais: entre nós reinava a mentira: todos contavam mentiras; todos sabiam disso, mas continuávamos a caminhar...

Após pouco tempo caí doente. Tinha pesadelos a tal ponto que eu me levantava durante a noite. Certa vez sonhei que encontrara um pacote; abri-o; dentro havia um livro, era uma Bíblia luminosa e resplandescente. Acordei-me e lembrei-me de que somente minha avó me havia falado da Bíblia.

 

2. O medo

Tendo terminado meus estudos e recebido o diploma, consegui logo um bom emprego numa grande cidade, graças ao Partido. Antes de começar a trabalhar, recebi a licença de ir saudar meus familiares, que moravam em outra região. No fim do mês de licença um dos meus amigos (soube depois que era católico) me deixou dez cassetes com a gravação das pregações de um sacerdote chinês. Após ouvir essas fitas, experimentei uma grande batalha em meu íntimo; comecei a pensar que talvez Deus existisse; talvez a religião católica fosse a verdadeira religião. Doutro lado, porém, voltavam-me à mente todas as teorias ateias que eu estudara na escola e na Universidade. Fui acometido de angústia, também pelo medo de que, se aceitasse a fé católica, eu correria o risco de perder meu emprego. Eu não sabia o que fazer. No dia em que eu devia voltar para a cidade a fim de começar a trabalhar, eu já tinha meu bilhete de ônibus no bolso. Pela primeira vez na vida, voltei-me para a Virgem SSma.: "Santa Maria, disse-lhe eu, se tu realmente existes, e se a fé católica é a verdadeira fé, se queres que eu me torne católico, dá-me um sinal: durante a viagem, faze que algo de importante aconteça, por exemplo: um acidente, ao qual eu sobreviverei, e assim terei fé". Atualmente creio que fui estúpido, desafiando ou tentando a Deus. Mas naquela ocasião tal era a única oração que me vinha à mente.

Durante a viagem ocorreu realmente um acidente: a roda direita da frente do ônibus no qual eu viajava estourou a grande velocidade. O ônibus saiu da estrada e capotou. Nós nos salvamos todos, mas só com enorme dificuldade pudemos sair pelas janelas e os destroços do veículo. Fiquei impressionado, mas não atribuí grande importância a esse sinal. Foi um pequeno sinal, que desencadeou o começo ou o primeiro passo da minha conversão. Depois que comecei a trabalhar, pus-me a procurar uma igreja católica, em que eu acompanhava a Missa, sempre secretamente.

 

3. O Batismo

Aos poucos compreendi melhor o que era a fé católica e finalmente decidi pedir o Batismo. Mas, para o receber, eu tinha que superar um obstáculo de grande vulto: minha pertença ao Partido Comunista. O comunista é ateu, ao passo que o cristão crê em Deus. Não é possível ser católico e ser comunista ao mesmo tempo. O próprio sacerdote que me acompanhava, me disse que eu devia deixar o Partido Comunista. Faltava-me, porém, a coragem; receava sofrer as conseqüências do abandono do Partido... Talvez fosse perder o meu emprego; talvez ficasse sujeito a perseguições...

Na China o Partido tudo governa. Colocar-se fora da sua órbita significa, de certo modo, privar-se de toda possibilidade de levar uma vida tranqüila, significa sentir-se como estrangeiro... Depois de haver pensado bem, vi que só me restava realizar a etapa oficial e escrevi a carta pela qual pedia minha demissão do Partido. Todavia não tinha a coragem de a entregar a quem competia. Muitas vezes resolvi apresentá-la, mas não o executava. Em dado momento mobilizei-me energicamente; dirigi-me diretamente ao responsável do Partido e entreguei-lhe a carta. Ele ficou boquiaberto; era a primeira vez que via alguém recusar permanecer no PCC. Caiu em confusão total.

Finalmente pude receber o Batismo. E, graças a isto, comecei a experimentar profunda paz.

 

4. No Seminário

Tendo-me tornado católico, continuei a participar da Missa todos os domingos no seio de uma comunidade clandestina, não reconhecida pelo Governo. Certo dia, uma irmã Religiosa me disse: "Por que não seguir Jesus, tornando-te sacerdote?". Imediatamente respondi que não... Na minha família são todos incrédulos e tomar-me padre seria coisa difícil. Na tradição chinesa, o filho mais velho, como sou eu, deve sustentar os genitores quando idosos. Entrando eu no Seminário, meus primeiros inimigos seriam meus pais.

Seis meses depois, rezava eu em meu quarto quando ouvi uma voz que me chamava: "Segue-me". No quarto não havia ninguém além de mim. Em meu coração compreendi que era Jesus que me chamava; eu, porém, estava apavorado: ser sacerdote da Igreja clandestina significava abandonar tudo, deixar a família, o emprego, e colocar-se numa situação de risco e perigo, abraçar a cruz, o sofrimento, o cárcere. Eu disse: Não. Mas em conseqüência da minha recusa, perdi a paz e tornei-me uma pessoa inquieta e sem alegria. Eu não estava querendo seguir Jesus porque tinha um bom emprego e levava uma vida tranqüila.

Eu não conseguia resistir ao chamado do Senhor. Pedi-lhe então que pudesse encontrar outro emprego numa cidade mais afastada. Desta maneira eu poderia deixar o meu emprego sem muito chamar a atenção e entraria no Seminário. Nessa outra cidade trabalhei quase dois anos ganhando o meu salário e economizando o mais possível para deixar algo aos meus pais; finalmente segui o chamado de Jesus. Eu sabia que era fraco; por isto rezei: "Jesus, se Tu o queres, podes tornar-me fiel até o fim; serei então teu discípulo para sempre. Isto será um grande milagre".

Passei cinco anos num Seminário da Igreja clandestina. A vida era penosa e cheia de riscos. O despertar tocava às cinco horas. Após meia-hora de meditação, tínhamos a santa Missa e, depois, as Laudes. Tendo tomado o café da manhã, fazíamos a limpeza e começava o dia de estudo, íamos deitar-nos às dez horas da noite. A vida nos Seminários clandestinos é dura. Morávamos numa casa de campo que um irmão fiel pusera à nossa disposição. Quando sentíamos que a Polícia nos tinha descoberto, tínhamos que fugir e transferir-nos para outro local. Em cinco anos, mudamos três vezes de casa... Após cinco anos de estudos, chegou o dia da minha ordenação sacerdotal. Naquela ocasião havia grande tensão na minha diocese, e o risco de que a Polícia fosse encarcerar-nos era forte. Por isto foi celebrada a Missa de Ordenação às quatro horas da madrugada, hora em que todos estão dormindo na China... até os policiais. Se bem que a nossa vida seja difícil, porque somos católicos, a fé nos reconforta poderosamente. E isto graças ao testemunho dos sacerdotes que estão encarcerados.

Eis um fato significativo: em 1983 no meu povoado natal, quando a China começou suas grandes reformas econômicas, havia apenas três famílias católicas. Atualmente, vinte anos depois, os católicos são aproximadamente 4000. Não há dúvida, o sangue dos mártires é a semente de novos cristãos. Para mim também a força me vem de Jesus. Foi Ele quem disse: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi" (Jo 15, 16). Nesse caminho, encontro a cruz. Mas também a alegria e a paz. Com a ajuda dele, eu O seguirei sempre, superando as dificuldades.

 

REFLETINDO

 

É salutar conhecer o sofrimento da Igreja do Silêncio. Este interpela o cristão da Igreja livre em dois sentidos:

-   ore pelos irmãos perseguidos e martirizados; seja solidário com eles;

-   aproveite zelosamente a liberdade de que goza, para tornar-se mais santo e fazer que, no conjunto dos vasos comunicantes, a vitalidade de uns vá em socorro da indigência de outros. Os vasos comunicantes mais ricos de graças fazem transbordar sobre os vasos mais necessitados a riqueza da graça que Deus lhes permite acumular em seu bojo.

 

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