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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 393 – fevereiro 1995

Um artigo de VEJA:

 

"UMA NOVA LUZ NA VIAGEM DO HOMEM"

 

Em síntese: A revista VEJA, edição de 28/9/94, pp. 86-92, publicou um artigo sobre fósseis, inclusive sobre o mais recentemente descoberto na Etiópia, o Australopitheramidus. O articulista não perde a ocasião de escarnecer sutilmente a mensagem bíblica, como se estivesse superada. — A propósito é de notar que a Bíblia não pretende descrever a fenomenologia da origem do mundo e do homem, mas tem por finalidade indicar ao homem o sentido da vida, do trabalho, do matrimônio, da morte, e o seu papel frente às demais criaturas. Em conseqüência, não há conflito entre o texto sagrado e as proposições dos cientistas. Estes, aliás, freqüentemente confessam crer em Deus precisamente por causa dos resultados de suas pesquisas. Quanto à idade do gênero humano, não pode ser calculada a partir da "longevidade" dos Patriarcas bíblicos, pois esta é simbólica, indicando venerabilidade e respeitabilidade.

 

A revista VEJA, edição de 28/9/94, pp. 86-92, apresenta um artigo intitulado "Uma nova luz na viagem do homem", em que aborda a questão da origem do homem e da afinidade do homo sapiens com o macaco. O propósito do artigo é a descoberta, ocorrida em meados de 1994, de um dente e poucos outros resquícios atribuídos ao mais antigo ancestral conhecido da espécie humana, ou seja, ao Austraiopithecus ramidus; encontrado na floresta de Aramis (Etiópia), tomou o nome de ramidus. O articulista dá notícias dos fósseis já estudados pela ciência desde Charles Darwin (1809-1882) e tende a ridicularizar a mensagem bíblica tanto no começo como no fim da sua exposição. Com efeito, assim se abre o artigo:

 

"A partir de uma complicada interpretação da Bíblia, o bispo anglicano James Ussher concluiu no século XVII que Deus criou o mundo no ano 4004 antes de Cristo. Hoje, já se sabe que o universo surgiu há mais de 15 bilhões de anos e os primeiros ancestrais do homem andavam pela África há mais de quatro milhões de anos, pelo menos. Os homens piedosos do século passado trabalhavam com os textos sagrados, pouca base científica e uma imaginação que não conhecia limites. Os cientistas de agora dispõem de coisas mais seguras para tirar suas conclusões. Na semana passada, a partir de uma coleção de ossos desencavados na Etiópia, a revista científica Nature, da Inglaterra, anunciou a maior descoberta paleontológica dos últimos vinte anos. Os fragmentos fósseis, encontrados pela equipe do americano Tim White, pesquisador da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pertenceriam ao mais antigo ancestral do ser humano, um hominídeo parecido com o chimpanzé, com cerca de um metro de altura, peludo e totalmente primitivo. Talvez já ficasse em pé.

 

Esse avô distante do homem moderno, batizado de Australopitecus ramidus ou homem de Aramis, viveu há 4,4 milhões de anos, 1,1 milhão a mais do que o ancestral mais antigo que se conhecia até hoje" (pp. 86s).

 

O artigo se encerra com a observação:

 

"Se há ou não um papel para Deus nesse crochê biológico, isso depende da fé de cada um. Fé e ciência atuam em esferas diferentes" (p.92).

 

As páginas de VEJA podem impressionar o leitor, deixando-o perplexo. Daí a conveniência de alguns esclarecimentos.

 

 

1. CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO

 

A primeira questão que parece colocar-se ao leitor, é a de saber se pode-se conciliar a doutrina da evolução, mais e mais documentada por descobertas arqueológicas, com a mensagem bíblica da criação. — A esta pergunta respondemos por etapas.

 

1.1. O Significado da Mensagem Bíblica

 

Em Gênesis 1-2 o texto sagrado fala da criação do homem como imagem e semelhança de Deus, sendo o varão proveniente do barro e a mulher oriunda da costela de Adão. Durante séculos, esta passagem foi tomada ao pé da letra, pois não havia razões para não adotar o sentido literal do texto. Todavia, a partir do século passado, a descoberta de inscrições, tabuinhas e até bibliotecas do mundo oriental antigo deu a ver que muitas das expressões bíblicas faziam eco ao linguajar dos antigos orientais, que lhes davam sentido convencional ou figurado; assim a seqüência de sete dias de Gn 1,1-2,4a, a imagem do Deus Oleiro, a da costela, etc. Em conseqüência, verificou-se que a Bíblia não pretende usar linguagem científica rigorosa, mas quer, antes, exprimir uma visão sapiencial ou uma visão filosófico-religiosa relativa ao mundo e ao homem. O que interessava aos autores sagrados, era indicar o por quê e o para quê da existência do homem, o seu valor frente a Deus e ao mundo, o significado do trabalho, do matrimônio...; em suma, os estudiosos tomaram consciência de que a Bíblia quer atender a indagações às quais a Física, a Química, a Biologia... não respondem, ou seja, às indagações fundamentais, de ordem metafísica, que afloram à consciência de todo homem.

 

Por isto não se devem comparar as páginas bíblicas com as descobertas arqueológicas modernas e, conseqüentemente, escarnecer a mensagem sagrada. Esta conserva todo o seu valor até hoje, pois responde, como nenhuma outra escola filosófico-religiosa jamais fez, às preocupações básicas do ser humano, indicando-lhe o sentido da vida.

 

Estabelecida esta premissa de ordem geral, sejam considerados os particulares do problema das origens.

 

1.2. A Origem do Homem e da Mulher na Bíblia

 

Em Gn 2,4-25 é narrado o surto do homem e da mulher em linguagem rica de antropomorfismos (Deus é oleiro, jardineiro, cirurgião, alfaiate...). É um documento que data do século X a.C; não menciona nem o mar, nem os peixes nem os astros (o que revela horizontes limitados e caráter arcaico).

 

Data do século X a.C. (fonte javista, J). Essa descrição começa por notar que não havia arbusto, nem chuva nem homem, mas apenas uma fonte de água, que ocasionava a existência de barro. Para compreender a intenção do autor sagrado, examinemos, antes do mais, a dinâmica do texto em pauta:

 

Muito estranhamente, Deus cria em primeiro lugar o homem (2,7). Depois planta um jardim ameno, onde o coloca (2,8.15); verifica que o homem está só (2,18). Cria os animais terrestres (2,19); mas o homem continua só (2,20). Então Deus cria a mulher e a apresenta ao homem, que exclama: "Esta sim! É osso dos meus ossos e carne da minha carne!" (2,23). Este curso de idéias poderia ser assim reproduzido:

Homem --> plantas (homem só) --> animais (homem só) --> mulher.

 

Vê-se, pois, que o relato não tem em mira descrever a fenomenologia ou o aspecto científico da origem das criaturas, mas, sim, visa a responder a uma pergunta: qual o relacionamento existente entre o homem e a mulher? Qual o papel da mulher frente ao homem? — Estas questões de ordem filosófico-religiosa perpassam todo o relato. Para responder-lhes, o autor apresenta o homem (varão) sozinho ([1]); verifica duas vezes que ele está só, porque nenhuma planta e nenhum animal se lhe equiparam; finalmente Deus tira matéria do próprio homem para com ela formar a mulher; assim se justifica a exclamação: "Esta sim! É da minha dignidade!" Desta forma, o texto sagrado nos diz que a mulher não é inferior ao homem, mas compartilha a natureza do homem; é o vis-à-vis do homem. Esta afirmação é de enorme valor: já no século X a.C. a S. Escritura propunha uma verdade que muitos povos hoje não conseguem reconhecer e viver.

 

1.3. Como entender o texto sagrado?

 

O autor bíblico apresenta origem distinta para o homem e para a mulher. Analisemos um e outro caso.

 

1.3.1. O Deus Oleiro

 

Origem do homem. Será que o texto de Gn 2,7 quer dizer algo sobre o modo como apareceu o homem na face da terra?

 

Respondemos negativamente. O autor sagrado utilizou a imagem do Deus-Oleiro, que era assaz freqüente nas tradições dos povos antigos. Com efeito; no poema babilônico de Gilgamesh conta-se que, para criar Enkidu, a deusa Aruru "plasmou argila". Na lenda assiro-babilônica de Ea e Atarhasis, a deusa Miami, intencionando criar sete homens e sete mulheres, fez quatorze blocos de argila; com estes, suas auxiliares plasmaram quatorze corpos; a deusa rematou-os, imprimindo-lhes traços de indivíduos humanos e configurando-os à sua própria imagem.

 

No Egito um baixo-relevo em Deir-el-Bahari e outro em Luxor apresentam o deus Cnum modelando sobre a roda de oleiro os corpos respectivamente da rainha Hatshepsout e do Faraó Amenofis III; as deusas colocavam sob o nariz de tais bonecos o sinal hieroglífico da vida ank, para que a respirassem e se tornassem seres vivos.

 

Entre os Maoris da Nova Zelândia, conta-se o seguinte episódio: um certo deus, conhecido pelos nomes de Tu, Tiki e Tané, tomou argila vermelha à margem de um rio, plasmou-a, misturando-lhe o seu próprio sangue, e dela fez uma cópia exata da Divindade; depois, animou-a soprando-lhe na boca e nas narinas; ela então nasceu para a vida e espirrou. O homem plasmado pelo criador Maori parecia-se tanto com este que mereceu por ele ser chamado Tiki-Ahua, isto é, imagem de Tiki.

 

Compreende-se, pois, que o tema do Deus-Oleiro, ocorrente também na Bíblia, não passa de metáfora. Quer dizer que, como o oleiro está para o barro, assim Deus está para o homem. E como é que está o oleiro para o barro? — Numa atitude de sabedoria, carinho, maestria, providência... Assim também Deus está para o homem, qualquer que tenha sido a modalidade de origem do ser humano. Não se queira extrair desta passagem alguma lição de teor científico.

 

1.3.2. O Deus Cirurgião

 

Origem da mulher. Que significa a costela extraída de Adão para dar origem à mulher? — Não implica que esta tenha tido princípio diferente do homem. O tema da costela há de ser entendido a partir das palavras finais de Adão: "Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne" (Gn 2,23); tal afirmação é metafórica e significa: a mulher é da natureza ou da dignidade do próprio homem, em oposição aos demais seres (embora cercado destes, o autor enfatiza que o homem estava só). Ora, para preparar e justificar esta asserção a respeito da dignidade da mulher, o autor descreve o próprio Deus a tirar carne e osso (uma costela) do homem a fim de formar o corpo da mulher; a "extração" da costela e a formação da mulher, no caso, não têm sentido literal, mas vêm a ser a maneira "plástica" de afirmar a igualdade de natureza do homem e da mulher.

 

E à luz desta verdade que se deve entender também o desfile de animais perante o homem e a imposição de nome a cada um deles (2,19s). "Impor o nome", para os antigos, significa "reconhecer a essência, a identidade do ser nomeado". O autor sagrado imagina Adão a impor nomes aos animais para poder enfatizar de modo muito concreto que nenhum animal era adequado ao homem; notemos que; antes e depois do "desfile", o texto verifica que o homem estava só (2,18.20). Devemos, pois, concluir que tal cena não tem sentido literal, mas visa apenas a fazer o contraste entre o homem e os animais inferiores e assim preparar o surto da mulher "feita da costela" ou participante da dignidade do homem.

 

Não se deve, pois, na base do texto bíblico, atribuir à mulher origem diversa da que tocou ao homem.

 

1.4. A Síntese de Criação e Evolução

 

A Bíblia não foi escrita para dirimir o dilema "criação ou evolução?" Todavia, a partir de premissas filosóficas e teológicas, é preciso dizer que o dilema não existe. Vejamo-lo por partes.

 

Quanto ao homem, a pergunta é colocada popularmente nestes termos: "Vem do macaco ou não?" — Responderemos distinguindo entre corpo e alma do homem. O corpo, sendo matéria, pode provir de matéria viva preexistente ([2]); não proviria dos macacos hoje existentes, pois estes já são muito especializados e não evoluem mais; proviria, porém, do primata ou do ancestral dos macacos e do corpo humano. A alma, contudo, não teria origem por evolução, mas por criação direta de Deus; sendo espiritual, ela não provém da matéria em evolução (o espírito não é energia quantitativa nem fluido nem éter; por isto não pode originar-se da matéria). Assim se conciliam criação e evolução no aparecimento do homem: pode-se admitir que, quando o corpo do primata estava suficientemente evoluído ou organizado. Deus lhe infundiu a alma espiritual, diretamente criada para dar-lhe a vida de ser humano. Isto terá ocorrido tanto no surto do homem como no da mulher.

Considerando agora o universo, podemos dizer que a matéria inicial, caótica (nebulosa), donde terá procedido a evolução, foi criada diretamente por Deus (não é matéria eterna). Deus lhe haverá dado as leis de sua evolução, de modo que dela tiveram origem os minerais, os vegetais e os animais irracionais até o limiar do homem. Quando o Senhor Deus quis que este aparecesse na face da terra, realizou outro ato criador, infundindo a alma espiritual no organismo do primata evoluído. É o que se pode reproduzir no seguinte esquema:

 

Ato criador: Matéria inicial (nebulosa) à minerais à vegetais à animais irracionais à organismo aperfeiçoado + ato criador: alma espiritual.

 

No tocante à origem da vida, é preciso distinguir vida vegetativa, vida sensitiva e vida intelectiva. As duas primeiras modalidades dependem de um princípio vital material, que bem pode ter sido eduzido da matéria em evolução. Ao contrário, a vida intelectiva depende de um princípio vital (alma) espiritual, que só pode provir de um ato criador de Deus.

 

2. A IDADE DO GÊNERO HUMANO

 

Como diz o repórter de VEJA, o bispo anglicano James Ussher, no século XVII, concluiu que o gênero humano foi criado no ano 4004 antes de Cristo. Hoje, porém, se julga que pode ter 4,4 milhões de anos.

 

A contagem do bispo anglicano e de quantos seguiam a mesma escola, somava os anos de vida de Adão, Sete, Enós, Cainã... (Gn 5,1-32) e as idades dos patriarcas seguintes, julgando poder tomar em sentido matemático os números assim indicados.

 

Ora tal não é o significado dessa elevada "longevidade". Esta não quer dizer que outrora os homens viviam séculos. Para os antigos, a longevidade era sinal de venerabilidade e respeitabilidade; por conseguinte, quando atribuíam a alguém longa duração de vida, queriam apenas dizer que tal pessoa era merecedora de toda estima e consideração. Este modo de falar está documentado, por exemplo, na tabela dos reis pré-diluvianos que o sacerdote Berosso, da Babilônia, nos deixou:

 

Aloro reinou 36.000 anos; Alaparo 10.800 anos; Almelon 46.800 anos; Amenon 43.200 anos; Amegalaro 64.800 anos; Amenfsino 36.000 anos; Otiartes 28.800 anos; Daono 36.000 anos; Edoranco 64.800 anos; Xísutro 64.800 anos.

 

Temos nesta lista dez nomes de reis de elevada longevidade. Também no Egito se encontrou a lista de dez reis que governaram o povo nos seus primórdios; os persas conheciam seus dez Patriarcas; os hindus enumeravam nove descendentes de Brama, com os quais Brama completava uma série de dez gerações pré-diluvianas.

 

É a luz destes documentos que se deve entender a longa vida dos Patriarcas bíblicos. Visto que a vida é o bem fundamental, uma longa vida, para os antigos hebreus, era símbolo de bênção divina e honorabilidade; a indicação de que cada Patriarca viveu elevado número de anos após gerar o seu sucessor na lista, significa que esses pais do gênero humano tiveram a possibilidade de manter pura na sua família a revelação primitiva; donde se concluía que a religião que por tal via chegara a Israel, era a religião verdadeira, conservada através de uma série de gerações providencialmente favorecidas por Deus.

 

Em síntese, não se deverá crer que os Patriarcas bíblicos viveram séculos. Ao contrário, sabe-se hoje com certeza que a duração da vida humana na pré-história era muito breve; os homens não gozavam dos benefícios da medicina e da cirurgia para debelar seus males.

 

 

3. OS CIENTISTAS E DEUS

 

O articulista de VEJA encerra suas ponderações perguntando se ainda resta lugar para Deus no panorama das descobertas paleontológicas modernas. A pergunta é leviana e revela pouco conhecimento do assunto. São muitos os cientistas que, precisamente por causa de seus estudos, professam a fé em Deus. Diz-se, com razão, que "a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência leva a Deus". — Eis alguns testemunhos dos mais significativos:

 

1) CM. Hathaway, nascido em 1902, físico e engenheiro norte-americano, inventor do cérebro eletrônico:

 

"A Física moderna ensina-me que a natureza é incapaz de se organizar por si mesma. O universo apresenta uma grande organização. Por isto se torna necessário admitir uma Grande Causa Primeira".

 

2) Pascual Jordan (1902-1980), físico alemão, um dos fundadores da Mecânica dos quanta:

 

"O progresso moderno removeu os empecilhos que se opunham à harmonia entre ciências naturais e cosmovisão religiosa. Os atuais conhecimentos de ciências naturais já não fazem objeção à noção de um Deus Criador".

 

3) Werner von Braun (1912-1977), alemão domiciliado nos Estados Unidos, físico e pesquisador da energia atômica:

 

"Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos de crer em Deus. — Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e Religião são, pois, irmãs e não pólos antitéticos".

 

4) Fr. von Huene (1875-1969), geólogo e paleontólogo alemão:

 

"Essa longa história da vida que aos poucos se vai erguendo em escala ascensional, é, precisamente, a história da criação do mundo dos viventes. É a ação de Deus que tudo planeja e concebe, dirige e sustenta".

 

5) M. Hartmann (1976-1962), Diretor do Instituto de Biologia Max Plank:

 

"Os resultados da mais desenvolvida ciência da natureza ou da Física não levantam a mínima objeção à fé num Poder que está por trás das forças naturais e que as rege. Tudo isto pode aparecer mesmo ao mais crítico pesquisador como uma grandiosa revelação da natureza, levando-o a crer numa todo-poderosa Sabedoria que se acha por trás desse mundo sábio".

 

6) Fr. Dessauer (1881-1963), alemão, biofísico e filósofo da Natureza, fundador da terapia das profundidades por meio de raios Roentgen e da Biologia dos quanta:

 

"O fato de que nos últimos setenta anos o curso das descobertas e invenções nos interpela poderosamente, significa que Deus o Criador nos fala mais alto e mais claro do que nunca mediante pesquisadores e inventores.”

 

7) Carl Gustav Jung (1975-1961), suíço, um dos fundadores da Psicanálise:

 

"Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu a seus adeptos, e nenhum se curou sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria".

 

8) Gustav Mio (1868-1957), físico alemão:

 

"Devemos dizer que um pesquisador da natureza que reflete... deve necessariamente ser um homem piedoso. Pois ele tem que se dobrar reverente diante do Espírito de Deus, que se manifesta tão claramente na natureza.”

 

9) Albert Einstein (1879-1955), físico judeu alemão, criador da teoria da relatividade, Prêmio Nobel 1921:

 

"Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como é, manifesta-se uma inteligência superior e ilimitada. — A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento".

 

10) Edwin Couklin (1863-1952), biólogo norte-americano:

 

"Querer explicar pelo acaso a origem da vida sobre a terra é o mesmo que esperar o surto de uma tipografia em conseqüência de uma explosão".

 

11) Max Plank (1858-1947), físico alemão, criador da teoria dos quanta, Prêmio Nobel 1928:

 

"Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico. Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão (Gott steht für den Gläubigen am Anfang, für den Physiker am Ende alles Denkens)".

 

12) H. Spemann (1869-1941), zoólogo alemão, Prêmio Nobel 1935:

 

"Quero confessar que, durante as minhas pesquisas, muitas vezes tenho a impressão de estar num diálogo em que meu interlocutor me aparece como Aquele que é muito mais sábio. Diante desta extraordinária realidade... o pesquisador é sempre mais tomado por uma profunda e reverente admiração".

 

13) J. Ambrose Fleming (1849-1945), físico britânico:

 

"A grande quantidade de descobertas modernas destruiu por completo o antigo materialismo. O universo apresenta-se hoje ao nosso olhar como um pensamento. Ora o pensamento supõe a existência de um pensador".

 

14) Guglielmo Marconi (1874-1937), físico italiano, inventor da telegrafia sem fio, Prêmio Nobel 1909:

 

"Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista".

 

15) Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor no campo da Física, com mais de 2.000 patentes:

 

"Tenho... enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus"

 

16) Particularmente a origem da vida exige do cientista o reconhecimento da existência de Deus, como atestam muitos pesquisadores. Com efeito; a vida está associada ao ácido ribonucléico (ARN) e aos ácidos desoxirribonucléicos (ADN), que armazenam e transmitem os fatores da hereditariedade sob a forma de informações químicas. Ora cada molécula desses ácidos é uma cadeia de milhões ou bilhões de corpúsculos de quatro diversos tipos; estes, mediante a sua seqüência (semelhante à lista de letras do alfabeto ou à série de verbetes de um Dicionário), determinam a configuração das células do organismo vivo.

 

Pois bem, declara o biólogo B. Vollmert, "o surto de uma cadeia de partículas do ADN ou ARN por acaso tem a probabilidade insignificante de apenas 1/101000". Uma tal cota está totalmente fora de cogitação dos cientistas; para estes, a probabilidade de 1/1050 já corresponde à impossibilidade. Requer-se, pois, a existência de uma inteligência extremamente sábia e poderosa que tenha feito surgir os átomos e as partículas elementares da vida, concatenando-as entre si. Por isto dizia Charles Darwin, um dos mais famosos autores da teoria da evolução:

 

"Nunca neguei a existência de Deus. Creio que a teoria da evolução é plenamente conciliável com a fé em Deus. A impossibilidade de provar e compreender que o grandioso e imenso universo, assim como o homem, tiveram origem por acaso parece-me ser o argumento principal para a existência de Deus".

 

Por isto também dizia Fred Hoyle, astrônomo britânico, outrora ateu:

 

"A existência de Deus pode ser provada com probabilidade matemática de 1040000 ".

 

 

4. CONCLUSÃO

 

Mais uma vez se verifica que a revista VEJA é tendenciosa ao abordar temas religiosos; tende a caricaturá-los, tentando assim solapar os fundamentos da fé. O leitor avisado saberá fazer o necessário desconto diante das afirmações "novidadeiras" da revista em matéria de Religião. A fé nada tem a recear da parte das pesquisas e descobertas da autêntica ciência, pois a verdade tem uma única fonte, que é Deus.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

 



[1] É certo que o homem não pode viver sem vegetação e animais. Todavia sabemos que o autor não escreve uma página de ciências naturais.

[2] Dizemos pode, sem afirmar a tese.


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