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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 522 – dezembro 2005

Sim ou não?

 

EDUCAÇÃO SEXUAL: COMO PROCEDER?

 

Em síntese: Frente a malogradas experiências de educação sexual nas escolas, deve-se notar que essa modalidade de educação há de começar no lar, por parte dos genitores: são estes os educadores por excelência nessa tarefa delicada que toca o íntimo dos adolescentes em seu desenvolvimento físico e psíquico. A escola continuará essa tarefa de acordo com a orientação apregoada pela família, respeitando sempre o grau de evolução dos educandos a fim de não criar problemas prematuros.

 

Educação sexual é a formação do adolescente e do jovem para que aplique sua genitalidade de modo correto, segundo as leis da natureza, que são as do Criador. As experiências realizadas em sala de aula para dezenas de educandos têm resultado em efeitos indesejados, como a gravidez prematura de muitas meninas e a libertinagem de adolescentes. Daí a conveniência de propormos válidos princípios que assegurem o êxito almejado pelos educadores.

 

Que é educação sexual?

 

Educação sexual é a formação do adolescente e do jovem para que faça uso de sua genitalidade de maneira construtiva ou segundo as leis da natureza, que são as do Criador.

 

Como diz o nome, educação sexual não é mera instrução de biologia ou anatomia, mas, além de incluir este programa, implica também a transmissão de uma escala de valores que coloque a sexualidade no seu lugar certo. Com efeito; a sexualidade vem a ser uma função complexa e misteriosa, que se vai desenvolvendo aos poucos e tem repercussão em toda a vida do educando. Disto se segue a necessidade de mostrar ao discípulo qual o papel que a sexualidade pode e deve desempenhar no seu futuro; torne-se ele consciente de que a sexualidade não é um imperativo violento e cego, mas, ao contrário, ela deve harmonizar-se com outras tendências da pessoa humana para construir uma personalidade desabrochada e equilibrada, sem vícios nem dependências.

 

Por conseguinte, educação sexual não é simplesmente ensinar como utilizar preservativos, DIU e anticoncepcionais para se poder praticar "sexo livre e seguro" (o que, na verdade, não existe). Diga-se ao educando que o apetite sexual tem seu valor; é dado pela natureza para favorecer a reprodução da espécie humana; o prazer que lhe está anexo não é uma finalidade, mas um estímulo, que deve estar subordinado à finalidade primeira da cópula sexual, que é a fecundidade, quando a natureza é fecunda. Nos dias estéreis a cópula sexual não fere a natureza, pois esta mesma se fecha à fecundidade.

 

2. Quem deve ministrar a educação sexual?

 

Ninguém melhor do que os genitores pode acompanhar o desabrochar e a paulatina evolução do instinto sexual dos adolescentes; ninguém melhor do que eles sabe entender os questionamentos dos adolescentes. Por isto devem ser os primeiros educadores da sexualidade dos filhos.

 

Muitos casais alegam não ter competência para desempenhar tal tarefa; conseqüentemente entregam-na à escola, aos amigos ou (talvez inconscientemente) aos "coleguinhas de rua" - o que facilmente redunda em desastres, pois em tais casos costuma haver informação (por vezes superficial e tendenciosa) e não formação.

 

A tarefa dos genitores é inalienável; faz parte de outra tarefa mais abrangente ainda que é transmitir a vida. Respondam com clareza às perguntas de seus filhos, pondo em relevo a prática da castidade como elemento integrante de uma personalidade harmonizada.

 

À escola cabe o papel de prolongar a educação ministrada pelos pais. É para desejar que isto não seja feito em sala de aula, onde há alunos de diversos graus de amadurecimento; haja, antes, atendimento pessoal oferecido por profissionais respeitosos das leis da natureza, que são as de Deus.

 

3. Educação ao pudor

 

Um aspecto importante da educação sexual é o da educação ao pudor.

 

O pudor consiste em reconhecer o valor da intimidade de cada educando e respeitar a dignidade do próprio corpo. Quem não respeita o próprio corpo, dificilmente respeitará o corpo alheio. O pudor implica coibir o próprio corpo, de modo a significar que este não é coisa ou objeto oferecido em partilha a todos os homens; o indivíduo, cobrindo o seu corpo, reserva-o para aquele (a) a quem ele quiser unir-se em amor. Este deve preceder o uso da sexualidade, pois é mais digno ainda e mais amplo do que a função sexual. É na base destas ponderações que a moça se veste com recato e o rapaz pode pedir-lhe que não deixe de o fazer. Esteja claro que entregar o corpo sem dar amor é reduzir o corpo a coisa ou objeto a ser manipulado em troca de uma taxa de aluguel.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

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