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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 383 – abril 1994

Sensacionalismo:

 

ENIGMAS E MISTÉRIOS: OS ANJOS

 

Em síntese: O fascículo ANJOS, que abre a coleção ''Enigmas e Mistérios", identifica o conceito de anjos com divindades do paganismo que teriam sido adotadas pelos judeus e os cristãos. . . com os espíritos desencarnados do espiritismo e habitantes de outros planetas. Os articulistas mostram incompetência ao abordar assuntos bíblicos, o que se dá, por exemplo, quando dizem que "o livro de Enoc foi retirado da Bíblia num dos muitos concílios e tornou-se um dos chamados apócrifos" por causa das implicações que tem para o conceito de anjo (cf. p. 7). Todo o fascículo é redigido em estilo fantasioso, aparentemente científico e fortemente satírico. Apóia-se, no seu capítulo final, em Erich von Daniken, que não foi um cientista, mas um jornalista do sensacional, que falsificou documentos para "provar" suas teses imaginosas e, por isto, foi condenado a três anos de prisão e uma dívida de 500.000 francos suíços.

 

Multiplicam-se as revistas que exploram o extraordinário, o mágico, o esoterismo. . . Entre outras, contam-se "Planeta", "Super-lnteressante", "Ano Zero", "Mundo Mágico". . . e, por último, "Enigmas e Mistérios", cujo número 1 é dedicado especialmente aos anjos. Esta profusão de publicações (revistas e livros) referentes a mistérios (reais ou aparentes) é sintoma de quanto os homens hoje estão sequiosos de respostas para problemas que a ciência e os meios convencionais não resolvem; é sintoma, outrossim, de como há exploradores da credulidade popular, capazes de atender à sede de fantasia do homem contemporâneo. Este, fora da área das ciências exatas, parece desligar-se da razão para se deixar levar pelo subjetivismo, o imaginoso e, não raro, o irracional.

 

Visto que o no 1 de "Enigmas e Mistérios", versando sobre os anjos, se reveste de especial atualidade, dedicamos-lhe as páginas seguintes.

 

1. OS ANJOS NA BIBLIA

 

O fascículo em pauta aborda, sem discernimento, os anjos da Bíblia, os anjos "espíritas", os anjos do mal, os anjos "extraterrestres" numa parada rica de sensacionalismo, imprecisões e confusões, e perpassada por um tom de sátira destruidora.

 

1.1. O livro de Enoc

 

No tocante aos anjos da Bíblia, o autor do artigo inicial revela, logo em seus primeiros tópicos, a sua incompetência, quando escreve:

 

"O livro de Enoc foi retirado da Bíblia num dos muitos concílios, e tornou-se um dos chamados apócrifos — tudo por causa das implicações que possui" (p. 7).

 

Na verdade, o livro de Enoc nunca pertenceu ao cânon (catálogo) bíblico. Por isto, nunca foi retirado da Bíblia por algum Concílio (o autor não sabe dizer qual, nem indica a data respectiva).

 

O despreparo do articulista se manifesta pouco adiante, quando afirma:

 

"O Pentateuco (cinco livros que compõem a Torá judaica e que são base do Cristianismo), que é composto pelos livros Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, sofreu várias modificações, inclusive com a exclusão de alguns livros como o livro de Enoc... Isto prejudicou o entendimento original dos textos sagrados" (p. 8).

 

O Pentateuco consta dos cinco livros citados apenas; não sofreu a exclusão do livro de Enoc, como afirma o articulista, que não é lógico na construção de sua frase.

 

1.2. Ezequiel e os anjos

 

O autor se refere a Ez 1,1-14, onde são descritos "quatro seres que lembravam a forma humana; cada qual tinha quatro faces e quatro asas; as suas pernas eram retas e os seus cascos como cascos de novilho, mas luzentes, lembrando o brilho do latão polido" (Ez 1,5-7).

Tais seres vivos não são anjos, mas são figuras que o profeta contemplava na arquitetura da Mesopotâmia (onde Ezequiel se encontrava); o profeta imagina Deus sentado num carro que tais animais sustentam e transportam. Esses estranhos seres lembram os karibu da Assíria. . . seres com cabeça humana, corpo de leão, patas de touro e asas de águia, cujas estátuas guardavam os palácios da Babilônia.

 

1.3. Os anjos de Gênesis 19

 

O texto de Gn 19,1-3 relata que dois anjos foram ter à casa de Ló em Sodoma, onde se hospedaram por uma noite.

Deve-se dizer que somente aos poucos na Bíblia foi-se delineando o conceito de anjo, Assim, nos livros mais antigos do Velho Testamento, aparece uma figura um tanto misteriosa, chamada em hebraico mal’ak Jah-weh — enviado ou mensageiro do Senhor; cf. Gn 16,7-14; 18,2s; 21,17-19, 22,11 -14; 31,11 -313; Ex 3,2-6. Esse mensageiro ora aparece distinto de Deus, ora identifica-se com Deus (aparece o anjo ou o mensageiro de Deus, mas fala o próprio Deus); podemos afirmar que é um mensageiro investido por Deus com determinada missão e plenos poderes, de modo que é o próprio Deus quem intervém e age por meio do seu mal’ak.

 

Com o passar do tempo, foi-se clareando o conceito de mal'ak; distinguiu-se nitidamente de Deus. Assim, por exemplo, em 1Rs 19,5-11, aparece primeiramente o anjo do Senhor (5-8) e, a seguir, o próprio Deus (9-11); o anjo realiza uma missão de preparação e serviço, ao passo que o Senhor se manifesta ou revela a Elias, como a Moisés se revelara.

 

A tendência dos israelitas a distanciar Deus dos homens, acentuando a transcendência do Eterno, levou-os a admitir vários emissários de Deus junto aos homens, o que contribuiu para desenvolver a angelologia: na época da monarquia, o Senhor Deus aparece em sua corte cercado de servidores (cf. 1Rs 22,19). Estes vão adquirindo, na mente dos escritores sagrados, identidade mais definida: há os querubins (Ex 25,18-22; 1Rs 6,23-28; Ez 1,14-15; 10,8-17. . .) e os serafins (Is6,2s.6).

 

O contato com a cultura persa e a greco-romana após o exílio (587-538 a.C.) trouxe novo desenvolvimento para o conceito de anjo. Talvez, em contraste com as religiões orientais e as mitologias, Israel tenha tomado mais profunda consciência da sua mensagem relativa aos anjos bons e maus. A antiga ameaça de politeísmo em Israel ia cedendo a noção, cada vez mais profunda, da transcendência de Deus, de modo que os escritores israelitas bíblicos e extra-bíblicos (apócrifos) passaram a falar mais e mais de anjos; tenham-se em vista 1Cr 21,18 (o emissário); Tb 3,17; 12,15 (o anjo Rafael); Dn 10,13; 12,1 (Miguel, o protetor do povo de Deus); Dn 8,16; 9,21 (Gabriel); Dn 10,13-20 (o anjo tutor de cada povo).

 

Os apócrifos ampliaram a noção de atividade dos anjos, atribuindo-lhes a regência dos astros (Enoc etíope 72,1.3; Enoc eslavo 19,2), dos ventos, dos raios, dos trovões, das chuvas, das estações do ano, etc.

 

1.4. Os filhos de Deus em Gn 6,1-4

 

Assim lemos em Gn 6,1s,4:

 

"Quando os homens começaram a ser numerosos sobre a face da Terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e tomaram como mulheres todas as que lhes agradaram.. . Ora, naquele tempo (e também depois), quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e estas lhes davam filhos, os Nefilim (gigantes) habitavam sobre a Terra; estes homens famosos foram os heróis dos tempos antigos."

 

Estes versículos constituem o que se chama "um bloco errático", ou seja, um fragmento avulso, que o autor sagrado colocou à frente de Gn 6, porque tal bloco, mencionando a contaminação moral dos homens, lhe parecia servir de ótimo prefácio à história do dilúvio.

 

Os "filhos de Deus", no caso, eram, conforme os judeus, anjos que tiveram cópulas com mulheres ("filhas dos homens"), donde terão resultado filhos de estatura e forças colossais, verdadeiros gigantes de 3.000 côvados de altura. Esta concepção é insustentável, visto que os anjos não têm corpo nem vida sexual. O autor sagrado terá recebido tal notícia dos antepassados e a consignou em Gn 6 sem pretender fazer da mesma um dogma de fé. O livro de Enoc desenvolveu amplamente tal tradição, que foi, sim, familiar aos judeus, mas não é parte integrante da doutrina bíblica e cristã relativa aos anjos.

 

1.5. A "colonização das Divindades"

 

À p. 6 do fascículo encontra-se uma -tentativa de descrever como os missionários cristãos procediam ao chegarem em terras pagãs: terão tomado conhecimento das divindades aí cultuadas e as terão "convertido" em santos e demônios; "segundo certos especialistas, a própria noção católica de demônio parece ter surgido aqui neste sincretismo. . . Inúmeras divindades foram transformadas em anjos (querubins, serafins, etc.), tudo para atender aos interesses expansionistas da igreja".

 

Mais uma vez o articulista revela nada entender do assunto. Os santos são criaturas humanas que se distinguiram por suas raras virtudes; não se tem notícia de que alguma divindade pagã haja sido declarada santo(a) cristão(ã). Verdade é que alguns Santos foram ornamentados com traços fantasiosos (como S. Cristóvão, Sta. Cecília, S. Lourenço. . .), o que não equivale a dizer que são antigas divindades pagãs; o povo fiel outrora se comprazia em portentos e, por isto, terá atribuído alguns aos Santos de sua devoção, sem base histórica para tanto.

 

Além disso, os Santos não são anjos. Estes vêm a ser criaturas espirituais, sem corpo. Nunca uma divindade pagã se tornou querubim ou serafim, pois na verdade a Igreja é muito sóbria em relação aos coros angélicos e só conhece os nomes dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, pois só estes são nomeados na Bíblia. Da mesma forma, a Igreja não dá nome aos anjos maus ou demônios, que na concepção cristã nada têm que ver com divindades pagãs. O fato de que na iconografia cristã os demônios são, por vezes, representados com chifres, orelhas pontudas, quadris e pernas de bode, não quer dizer que são a transposição de divindades não cristãs; vejam-se esses traços como sinais do caráter moralmente monstruoso de tais criaturas (ademais os anjos maus não têm corpo).

 

 

2. OS ANJOS "ESPIRITAS"

 

É absurdo falar de "anjos espíritas", pois o espiritismo só conhece espíritos desencarnados; são espíritos de seres humanos que, após terem vivido neste mundo como homens e mulheres, continuam a existir sem corpo e podem fazer bem ou mal aos habitantes deste planeta (como dizem os espíritas). Muito diverso é o conceito de anjo.

 

 

3. ANJOS "EXTRATERRESTRES"

 

1. Por último, o fascículo em pauta apresenta habitantes de outros planetas como sendo figuras que os povos identificaram com anjos.

 

A propósito, deve-se, antes do mais, discutir o que haja de objetivo e histórico nos relatos de seres extraterrestres presentes aos homens telúricos no passado ou no presente. A ciência, na sua sobriedade, afirma que nosso sistema solar, com suas condições de clima muito quente ou muito frio, não comporta seres vivos e inteligentes fora da Terra. Se existem tais, pertencem a outros sistemas solares e se acham muito distantes da Terra — o que dificulta a sua comunicação com os terrestres. A fé cristã não exclui a possibilidade de haver seres inteligentes em outros planetas, mas julga que tal questão é do âmbito dos cientistas; toca à pesquisa espacial reconhecer os possíveis sinais de habitantes extraterrestres. As provas aduzidas até hoje não são bastante persuasivas, pois duas ou mais explicações podem ser dadas para cada fotografia ou narrativa apresentada pelos ufologistas.

 

2. Quanto a Erich von Dániken, que o fascículo cita como sendo o pioneiro moderno da Ufologia, deve-se notar que não é um cientista, mas um jornalista suíço (não geólogo nem físico) que percorreu quase o mundo inteiro, observando rochas, montanhas, monumentos da civilização antiga. . . Impressionado por quanto encontrou, deixou que a fantasia trabalhasse e formulou a hipótese seguinte em sua obra Eram os deuses astronautas?" (obra eivada de erros e imprecisões, que valeram ao autor um processo por ter cometido desonestidade e fraudes na redação do seu livro):

 

Nos tempos pré-históricos, a Terra foi freqüentemente visitada por astronautas provenientes de outros planetas. Portadores de civilização e técnica muito adiantadas, foram tidos, pelos homens terrestres, como deuses; em conseqüência, os povos antigos passaram a falar de "deuses" em suas tradições (daí o título do livro: "Eram os deuses astronautas?"). Tiveram uniões sexuais com mulheres da pré-história — o que deu grande impulso à inteligência e aos talentos do nosso gênero humano. Os cosmonautas extraterrestres terão deixado na Terra vestígios da sua passagem (monumentos, máquinas, instrumentos de trabalho, etc. .) e haverão ensinado aos homens numerosas técnicas para que fossem subindo no plano cultural.

 

Os pretensos astronautas seriam provavelmente habitantes de Marte. Perguntamos: que pensar a respeito?

 

a) Antes do mais, convém notar que o autor não é um cientista, mas um jornalista, que interpretou fantasiosamente o que ele observou em suas viagens. As suas associações de idéias são freqüentemente forçadas e superficiais: o fato de que a natureza apresenta rochas talhadas à semelhança das obras esculpidas pelo homem não é suficiente para dizer que foram trabalhadas por artistas marcianos. No Brasil mesmo há montanhas impressionantes, como o Dedo de Deus, a Verruga do Frade (Serra dos Órgãos), o Frade e a Freira (perto de Vitória, ES). As grutas de Maquiné e Lagoa Santa apresentam salões subterrâneos, em que a erosão e os calcários produziram belíssimas obras naturais, semelhantes a renda, vestido de noiva, bolo de casamento, trono régio. . . Ora, ninguém pensa em atribuir tais desenhos a artistas humanos.

 

De resto, pode-se indagar: por que não voltam os habitantes de Marte ou de outros planetas à Terra, desde que temos consciência da história do gênero humano (há sete ou nove mil anos?). Será de crer que a civilização de todos esses seres racionais se extinguiu?

 

Segundo Erich von Dániken, cuja opinião é abonada no fascículo, a destruição de Sodoma e Gomorra em Gn 19 terá sido provocada por uma bomba atômica lançada pelos astronautas!. . . — Ora, os estudiosos explicam a ruína das duas cidades pela geologia da própria região. Esta é rica em betume e petróleo (grandes depósitos destes materiais foram encontrados na região do Mar Morto); também é marcada pela presença de gases.

 

Ora, um terremoto terá provocado a combustão de petróleo e dos gases, dando assim origem à terrível destruição descrita em Gn 19.

 

3.   A longevidade dos Patriarcas bíblicos de que fala Gn 5,1-32, não significa que havia homens gigantescos sobre a Terra, descendentes de mulheres e anjos. Na verdade, os séculos de vida que os antigos povos atribuíam aos seus primeiros reis ou Patriarcas, devem ser entendidos simbolicamente: designavam a autoridade e a venerabilidade de que gozavam tais heróis (todo mestre venerando é classicamente concebido como um ancião de cabelos brancos!). Não é preciso, portanto, procurar na matemática a interpretação da longevidade dos antigos, pois esta não tem sentido cronológico. Os Patriarcas bíblicos e os reis sumários viveram quanto podiam viver os homens nos primórdios da história da civilização.

 

4.   O carro de Deus de que trata Ez 1, não é uma nave espacial pilotada por anjos extraterrestres, como afirma o articulista de "Anjos" (p. 28), mas é mero símbolo, que designa a presença de Deus em meio ao seu povo. O profeta descreveu-o transportado por animais, inspirado pela arquitetura da Assíria e da Babilônia, como dito atrás.

 

Visto que o fascículo muito se apóia sobre Erich von Dániken e suas obras, vale a pena dizer aqui algo mais sobre esse escritor.

 

 

4. QUEM É ERICH VON DÁNIKEN?

 

Erich von Dániken nasceu em Zofingen, na Suíça, aos 14/4/1935. Fez seus primeiros estudos em colégio dos padres jesuítas, onde começou a aprender os rudimentos da doutrina católica. Certo dia, quando escoteiro, tirou dinheiro da caixa do respectivo grupo; para encobrir esse furto, praticou outro roubo. Foi então descoberto e condenado a quatro meses de prisão. Durante os anos de estudos, lia assiduamente escritos de astronomia, arqueologia, mitos, lendas e também. . . a Bíblia. Resolveu então viajar para o Egito. A fim de consegui-lo, pôs-se a trabalhar como aprendiz de hoteleiro em Berna; reuniu assim algum dinheiro, que ele levou em viagem juntamente com jóias que um amigo lhe tinha confiado para serem entregues a um destinatário em Alexandria. Ora, Erich nem entregou essas jóias a quem de direito, nem voltou com elas. Em conseqüência, sofreu um processo e dezesseis meses de prisão. A seguir, vagueou pela Suíça e a Inglaterra. Foi auxiliar de cozinha num navio da rota Rotterdam—Nova Iorque; fez-se garçom de bar, operário na fábrica de sopas Knorr, chefe de restaurante no Canadá e gerente do Hotel Rosenhuegel, em Davos (Suíça). Todavia, ao exercer esses diversos ofícios, Erich von Dániken dizia sempre que sua missão era outra e que ele tinha uma grande mensagem a revelar.

 

Finalmente, teve a grande "visão" que lhe deu a certeza de que astronautas vindos de outros planetas estiveram na Terra durante a pré-história da humanidade. Explicando mais tarde esse fenômeno à reportagem da revista alemã "Der Spiegel", Erich von Dániken chamava-o "percepção extra-sensorial"; dizia que, quando experimenta esse tipo de intuição, sai fora do tempo e vê simultaneamente o passado, o presente e o futuro; inclusive isto lhe permite saber de que maneira vai morrer.

 

Mais ainda, estimulado por essa visão, Erich decidiu fazer novas pesquisas e viagens para descobrir vestígios dos astronautas sobre a face da Terra; para tanto, contraiu vultosas dívidas. . . Entrementes, foi escrevendo o seu livro "Eram os deuses astronautas?", no qual exprimia a sua tese fundamentada sobre aparentes documentos. O livro, publicado em 1968, fez enorme sucesso, pois naquela data os Estados Unidos e a Rússia estavam lançando foguetes à Lua — o que despertava o interesse do público mundial para essas façanhas. Contudo, o sucesso de Erich von Dániken foi prejudicado, pois os críticos denunciaram no seu livro desfalque, fraude e falsificação de documentos. Isto fez que Erich von Dániken fosse mais uma vez condenado pelos tribunais; contraiu três anos de prisão e uma dívida de 500.000 francos suíços. O golpe foi duro, mas o escritor o superou com relativa facilidade, pois já se enriquecera com a venda do livro "Eram os deuses astronautas?", que lhe havia rendido 1.250.000 marcos; ao mesmo tempo, o novo livro "De volta às estrelas" começava a ser vendido com rendimento análogo ao do primeiro. — De resto, o próprio Erich von Dániken, na entrevista dada ao periódico "Der Spiegel", confessou que várias das afirmações de seus escritos eram falsas e fantasistas.

 

Mais recentemente, sem ter mudado o seu estilo, Erich publicou "Erscheinungen" (Aparições). De antemão o leitor saberá que pode haver aí não somente divagações fantasistas, mas afirmações distorcidas e pouco verídicas. Erich não é especialista nas disciplinas que ele aborda (arqueologia, história, religião. . .), mas é, na melhor das hipóteses, um jornalista ou cronista do sensacional; ao abordar seus assuntos, procede com leviandade, "chuta" (como se diria na gíria), à semelhança de um macaco em casa de louça, destituído de senso crítico, vai impingindo suas teses, custe o que custar.

 

Os observadores do currículo de vida de Erich von Dániken são propensos a afirmar que se trata de um paranóico. Na verdade, esses dados biográficos e as expressões escritas de Erich revelam uma personalidade doentia, empolgada por idéias fixas e imaginação fértil ou sonhadora; em conseqüência, não merece crédito nem tem autoridade para tratar dos assuntos que apresenta ao público.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt

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