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EPÍSTOLAS DE SÃO JOÃO

Das três epístolas seguintes, somente a segunda e a terceira apresentam as características do gênero epistolar: saudações no início e no fim e alusões pessoais no meio. A primeira parece mais uma alocução a discípulos, ou melhor, uma circular a leitores amigos. Mas a afinidade evidente e estreita de idéias, de estilo e de linguagem, que se encontra nelas, une-as todas num grupo homogêneo.

Primeira

À semelhança do quarto Evangelho, esta epístola do apóstolo predileto de Jesus pode-se dizer que é toda espiritual e teológica. Nela S. João fala de Deus com as expressões mais tocantes e dos seus atributos deduz os nossos deveres morais. Combate, ao mesmo tempo, os erros que então começavam a pulular a respeito da pessoa de Jesus Cristo, ao qual presta também entusiástico testemunho. O curso do pensamento ê deixado ao sabor da exaltação do sentimento místico. Podem-se, porém, distinguir, além da introdução e da conclusão, três partes ou etapas, compostas, cada uma, de três elementos: teológico, moral e cristológico.

Introdução (1,1-4): apoiado em sua própria experiência, atesta a verdade a respeito da pessoa e da obra de Jesus Cristo.

I parte:

1. Verdade teológica: Deus é luz- (1,5).

2.     Conseqüência prática: devemos "andar na luz", isto é, viver uma vida de luz espiritual, que consiste na comunhão dos santos (1,6-7) e compreende a fuga ao pecado (1,8-2,2), a observância dos mandamentos (2,3-11), a fuga ao mundo (2,12-17).

3.   Verdade cristológica: Jesus é o verdadeiro Messias (2,18-28).

II parte:

1. Verdade teológica: Deus é justo (2,29).

2.   Conseqüência prática: dado que somos filhos de Deus, devemos praticar a justiça, evitando o pecado (3,1-10) e amando o nosso próximo (3,10-24).

3.   Verdade cristológica: Jesus é verdadeiro homem (4,1-6).

III  parte:

1. Verdade teológica: Deus ê amor (4,7).

2.  Conseqüência prática: devemos amar-nos reciprocamente, a fim de encontrarmos no exercício da caridade a Deus e observar os seus mandamentos (5,1-4).

3.  Verdade cristológica: Jesus é verdadeiro Deus (5,5-12).

Conclusão: oração e perseverança (5, 13-21).

Todo o pensamento e o estilo, tão característicos, dessa Epístola são tão semelhantes aos do quarto Evangelho, que se devem atribuir, sem hesitações, ao mesmo autor, como, aliás, o garante a própria tradição. Ê até provável (cf. 1,3; 2,14) que a epístola tenha sido escrita para acompanhar e como que apresentar o Evangelho que o autor enviou às Igrejas e às famílias cristãs.

Se essa hipótese for verdadeira, fica desde já determinado, aproximativamente, o tempo e o lugar em que foi escrita a epístola, a saber: pelos fins do séc. I e em Éfeso.

Segunda

Após as costumeiras saudações de introdução (1-3), exorta a caminhar sempre na verdade e no amor (4-6) e põe de sobreaviso contra os que disseminam erros cristológicos (7-11). Compendia, deste modo, a substância da primeira epístola. Seguem o anúncio de uma próxima visita e as saudações finais (12-13).

Discute-se a respeito dos destinatários da carta: trata-se de pessoa particular ou de uma comunidade de fiéis? A segunda hipótese é mais provável.

Não obstante o autor se oculte sob o nome indeterminado de "presbítero" (ou "sacerdote", revela-se, todavia, pela doutrina e pelo estilo. Toda a carta deixa transparecer a mente e o coração de S. João evangelista. Todavia, em razão de sua brevidade, demorou um pouco a tomar o seu lugar no cânon de todas as Igrejas.

A dificuldade aumenta quando se trata de determinar quando e onde foi escrita. Visto, porém, que nela se combate (v. 7) o mesmo erro cristológico da primeira (1Jo 4,2), pode-se situá-la mais ou menos na mesma época e no mesmo lugar.

Terceira

É ainda mais pessoal do que a segunda. Dirigida a certo "Gaio", aliás, desconhecido, tece, após as saudações (1), louvores à sua virtude, especialmente à caridade, e recomenda-lhe os portadores do bilhete (2-8). Reprova o proceder de Diótrefes (9-10) e elogia largamente Demétrio (11-12). Anuncia uma visita para breve e encerra com as saudações (13-15).

Devido ao tom familiar, particularmente no início e no fim, essa terceira epístola revela-se irmã da segunda, cujas vicissitudes na tradição e na crítica também compartilhou.

Foi escrita em favor dos missionários volantes que corriam de Igreja em Igreja, levando o conforto da sua palavra e da sua ação apostólica e conservando viva a comunhão entre as Igrejas.

A epístola deve, pois ter sido escrita na década final do século I, como as suas duas irmãs.


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