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EPÍSTOLA AOS COLOSSENSES

Colossas, cidade da Frigia, situada no vale do Lico, floresceu bastante antes de Cristo; depois decaiu por causa da prevalência das duas cidades vizinhas: Hierápolis e Laodicéia; atualmente restam apenas poucas ruínas e, quiçá, ter-se-ia até olvidado o seu nome, se a epístola de S. Paulo não a houvesse celebrizado.

A Igreja de Colossas não foi fundada nem visitada pelo Apóstolo (1,4-9; 2,1). Fundou-a Epafras, "um dos vossos", um gentio convertido à fé pelo Apóstolo (cf. 4,12 em oposição a 11), quando se encontrava em Éfeso, no decurso de sua terceira viagem apostólica.

A comunidade de Colossas era formada, em grande parte, por étnico-cristãos, se bem que não faltassem convertidos entre os hebreus, numerosos no vale do Lico. Era uma comunidade fervorosa e bem instruída na fé, como resulta claramente desta carta; mas rondava-a um grande perigo proveniente de algumas doutrinas errôneas, que começavam a serpear entre os cristãos, disseminadas por falsos doutores. Paulo, informado da situação de Igreja de Colossas por Epafras, que viera visitá-lo na prisão, escreveu aos Colossenses, subordinados à sua jurisdição e muito afeiçoados a ele, com o objetivo de precavê-los contra os erros então incipientes: culto de seres espirituais intermediários entre

Sumário

Cabeçalho (1,1-2) e ação de graças a Deus pelos benefícios concedidos aos Filipenses (1,3-11).

Corpo da carta (1,12-4,9).

1.   Notícias pessoais: a prisão de Paulo e a pregação do Evangelho (1,12-17); seus sentimentos (1,18-26).

2.   Exortação à caridade e à humildade (1,27-2,4), a exemplo de Jesus Cristo (2,5-11), e ao fervor (2,12-18).

3.   Missão de Timóteo e de Epafrodito (2,19-30).

4.   Advertências contra os judaizantes (3,1-11) e exortação à perfeição (3, 124,1) e à paz (4,2-9).

Epílogo: Agradecimento pelos presentes recebidos (4,10-18) e saudações finais (4,19-23).

Deus e o homem, que Paulo chama de "anjos" (2,18), como se Jesus não fora o único mediador; restrições nas comidas e nas bebidas; observância de festas anuais, de novilúnios e de sábados. Paulo alude ainda à circuncisão, talvez recomendada pelos inovadores, embora não imposta.

É assaz difícil determinar a natureza desses erros combatidos por S. Paulo, mas pode-se afirmar, com toda a probabilidade, que são derivações do judaísmo. Inexistem razões para recorrer aos germes do gnosticismo, desenvolvido mais tarde, no século II, para encontrar a origem de tais erros. Existiam, efetivamente, então, seitas judaicas fortemente propensas a um ascetismo rígido e a idéias errôneas sobre as hierarquias angélicas; seitas que facilmente encontraram adeptos também na Frigia, cujos habitantes eram inclinados a cultos mistéricos. A tais erros, o Apóstolo opõe um esplêndido quadro sintético de Jesus Cristo e da sua obra, não apenas sob o aspecto soteriológico, mas também cósmico. Jesus detém o primado sobre a criação inteira, da qual é a causa eficiente, exemplar e final, e com a redenção por ele efetuada restaura no universo a ordem querida pelo Criador.

É uma das mais belas páginas do epistolário paulino, brotada do seu coração pleno de amor pelo seu Mestre: e é ainda o ponto culminante do seu pensamento em torno da obra salvífica de Jesus Cristo.

A carta, segundo opinião tradicional, foi escrita em Roma por volta do fim da primeira prisão romana (ano 63), juntamente com a Carta aos efésios e o bilhete a Filêmon, e, confiada a Tíquico, o "ministro fiel" (4,7), encarregado de fazê-la chegar aos destinatários. Deve ser descartada sem hesitação a hipótese de ter sido redigida durante uma suposta prisão em Éfeso, à qual os Atos não fazem a mínima referência. Tampouco são suficientes as razões de alguns críticos protestantes, ao lado de alguns católicos, para atribuí-la ao tempo da prisão em Cesaréia (anos 57-59).

A autenticidade da Carta aos Colossenses é hoje admitida pela quase totalidade dos críticos, inclusive protestantes e racionalistas. Ela tem, para aboná-la, o peso de toda a tradição cristã, e o próprio exame da carta, no que tange do vocabulário e ao estilo, atesta sua origem paulina. Algumas particularidades explicam-se facilmente pela diversidade do argumento e dos conceitos a exprimir.

Sumário

Introdução (1,1-14), cabeçalho (1,1--2), ação de graças a Deus pelo progresso dos Colossenses (1,3-8) e oração para o porvir (1,9-14).

I parte, dogmático-polêmica (1,15-2, 23):

1.   Preeminência de Jesus Cristo, filho de Deus, cabeça do universo criado, cabeça da Igreja (1,15-20). Ele nos reconciliou com Deus mediante o seu sangue (1,21-24).

2.   Paulo é o Apóstolo dos gentios e cumpre o seu ministério também para as igrejas da Ásia (1,25-2,5).

3.   Contra os falsos doutores: em Cristo habita a plenitude da divindade e dele somente vem a salvação em tudo (2,6-15); conseqüências práticas para os Colossenses (2,16-23).

II parte, moral (3,1-4,6).

1.  Os cristãos, unidos e incorporados em Cristo, devem levar uma vida de virtude e de santidade (3,1-17).

2.  Deveres mútuos dos esposos, dos pais e dos filhos, dos escravos e dos patrões (3,18-4,1).

3.  Deveres de oração, especialmente por Paulo, e de apostolado (4,2-6).

Epílogo: missão confiada a Tíquico (4,7-9), saudações (4,8-15), recomendações (4,16-17), assinatura autografa (4, 18).

 


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