Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

INTRODUÇÃO AOS ATOS DOS APÓSTOLOS

O título que este livro de Atos (sem artigo) dos Apóstolos (de todos os apóstolos, em geral) tem nos manuscritos do texto original exprime, se bem examinado, exatamente o seu conteúdo. Seus protagonistas são os dois príncipes dos apóstolos: Pedro, nos primeiros doze capítulos, e Paulo, nos dezesseis restantes. Contudo, quer nos primeiros, quer nos segundos, entrelaçam-se também ações de outros apóstolos e tanto Pedro como Paulo (embora este menos visivelmente) agem, mais do que à primeira vista pode parecer, em função do colégio apostólico, um como cabeça, outro, como pioneiro.

Para melhor esclarecimento, será de muita utilidade o sumário seguinte, que apresenta a unidade orgânica compacta do livro e o concatenamento das partes entre si, convergindo para o objeto indicado no título, e que correspondem às fases da propagação do Evangelho.

Introdução (1,1-26). Proêmio em que o autor se reporta ao seu Evangelho como para continuá-lo (1-3). Jesus dá às últimas instruções aos apóstolos e sobe ao céu (4-11); estes retiram-se com os outros fiéis para o cenáculo à espera do Espírito Santo (12-14); elegem Matias em substituição a Judas (15-26).

1a parte (2,1-8,3). A mensagem evangélica em Jerusalém.

1. Descida do Espírito Santo e inícios da Igreja (2,1-47).

2. Cura do paralítico, lutas de Pedro e dos apóstolos contra o Sinédrio e primeira perseguição (3,1-4,31).

3.    Progresso e vida interna da Igreja, como efeito da obra e dos prodígios dos apóstolos. Ananias e Safira. Segunda perseguição (4,32-5,42).

4.    Eleição dos diáconos helenistas; missão de Estêvão e seu martírio; terceira perseguição com a conseqüente dispersão dos fiéis (6,1-8,3).

II parte (8,4-12,25). A mensagem evangélica na Judéia e na Galiléia, na Samaria e entre os -gentios, até Antioquia.

1. Missão de Filipe (confirmada por Pedro) entre os samaritanos e com o eunuco etíope (8,4-40).

3.     Missão de Pedro na Judéia e entre os gentios, em Cesaréia (9,31-11,18).

4.     A Igreja entre os gentios na Fenícia, Síria e Antioquia (11,19-30).

5. Quarta perseguição, morte de Tiago, prisão e libertação de Pedro, morte do perseguidor (12,1-25).

III parte (13,1-28,31). A mensagem evangélica no mundo greco-romano.

1.    Primeira viagem apostólica de Paulo: na Ásia Menor (13,1-14,27).

2.    Concílio de Jerusalém, que sanciona a independência em face da lei para os gentios (15,1-34).

3.    Segunda viagem apostólica de Paulo: na Macedônia e na Grécia (15, 35-18,22).

4.    Terceira viagem apostólica de Paulo: na Ásia Proconsular, na Grécia e na Macedônia, até ao Epiro (18,23--21,16).

5.    Prisão de Paulo em Jerusalém e mensagem ao Sinédrio (21,17-23,11).

6.    Prisão em Cesaréia e mensagem para Félix, Festo e Agripa (23,12-26,32).

7.    Viagem até Roma, prisão e mensagem aos judeus e aos gentios (27,1-28,31).

Importância histórica e apologética

Grande é, sem dúvida, a importância do livro dos Atos na história primitiva das origens cristãs, como transparece já do sumário acima. Traça Lucas um esboço compendioso, é certo, mas completo no seu gênero, da Igreja primordial na sua hierarquia e na vida do dogma, da disciplina e do culto, como se desenrolava na primeira geração cristã, ainda repleta da recordação imediata dos ensinamentos, das obras e dos preceitos do Mestre divino. Temos assim, na vida e no pensamento dos primeiros seguidores de Jesus, o mais precioso reflexo e como que a contraprova da vida e do pensamento dele e de sua mensagem de salvação, qual foi ouvida de sua boca e vivida pelos seus discípulos imediatos. Ê, portanto, decisivo o valor apologético dessas resultantes históricas, confrontando-se as duas interpretações contrárias, a católica e a racionalista, sobre a vida e o ensino de Jesus. Se o retrato que S. Lucas nos apresenta da primeira geração cristã na vida da Igreja é autêntico, então são insustentáveis as posições negativas da crítica racionalista contra o sobrenatural que se manifesta nos Evangelhos e nos Atos, e as suas pretensas afirmações sobre uma longa evolução da primeira tradição cristã, em sucessivas fases e formas. Não resta outra solução senão afirmar que essa tradição continua viva e imutável na duas vezes milenar tradição católica. Ê daí que surgem os acirrados ataques lançados pela corrente adversária contra a autenticidade e a veracidade histórica do livro dos Atos.

 

Autor, valor histórico, finalidade e data do livro

As questões atinentes ao autor e ao valor histórico do presente livro acham-se interligadas de modo especial.

Quanto ao autor, por ser, evidentemente, o mesmo que o do terceiro Evangelho (cf. Lc 1,1-4 e At 1,1), valem as mesmas razões já aduzidas na introdução àquele Evangelho, para identificá-lo com S. Lucas. Acrescentamos, porém, aqui uma ainda mais direta e de autoridade maior. A certa altura (15,10), o próprio autor entra em cena, narrando os fatos com um "nós", que o caracteriza como testemunha ocular e participante dos acontecimentos. E, deste modo, com verbos ou pronomes na primeira pessoa se nos apresenta, de vez em quando, até ao fim. São as chamadas "seções do nós" (16,10-17;20,5-15;21,1--18;27,1;28,16), tão discutidas entre os críticos, seções nas quais, como o restante do livro, apresentam idênticas particularidades de vocabulário, de estilo, de composição, de expressões características, muitas vezes únicas no Novo Testamento. O autor da obra deve ser procurado entre os companheiros de S. Paulo, mencionados como tais nos Atos (por exemplo: 20,4) ou nas Epístolas do Apóstolo, entre os quais está Lucas (Col 4,14; 2Tim 4,11; Fim 24). Excluem-se, no entanto, todos os outros por se acharem ausentes dos acontecimentos narrados em algumas dessas "seções do nós", e porque de nenhum outro se sabe que tenha escrito a narração da vida inteira de Jesus como fez o autor dos Atos (1,1), dedicando-a, além disso, a um mesmo "Teófilo".

Lucas busca, portanto, os fatos que narra nos Atos, na própria experiência pessoal ou segundo o seu programa traçado (Lc 1,2), nos atores e espectadores dos fatos, fontes de primeira ordem e de credibilidade insuperável. Do mesmo valor são também alguns documentos que ele insere textualmente na narração, como o "decreto apostólico" (15, 23-29) e a carta de Lísias (23-26-30) que são uma confirmação do seu escrupuloso cuidado com a exatidão. Essa rigorosa exatidão é confirmada pelas inscrições recentemente trazidas à luz, até nos mínimos particulares, como quanto à nomenclatura das autoridades municipais (asiarcas, em Éfeso, 19,31; politarcas, em Tessalônica, 17,6; estrategistas, em Filipos, 16,20; o "primeiro", em Malta, 28,7).

A finalidade que Lucas se propõe aparece já, como foi indicado anteriormente no título da obra, mas ainda mais nas palavras de Jesus: "E me sereis testemunhas... até as extremidades da terra" (1,8). Narra Lucas, nos limites consentidos por um livro destinado ao uso da época, a propagação da Igreja e suas fases sucessivas até sua extensão à capital do império romano, através da obra daqueles que foram em todas as fases os seus principais artífices: os apóstolos Pedro e Paulo e seus colaboradores. Em nada revela-se Lucas tendencioso em seu modo de falar. Simples, ágil e compreensivo, deixa aos próprios fatos a incumbência de indicarem as conseqüências deles resultantes. De cada uma das páginas de sua narração transparece que a finalidade é simplesmente a de relatar os acontecimentos relacionados com a vida da Igreja e informar sobre a realização das disposições de Jesus a respeito da mesma Igreja, tudo a título de edificação e de instrução religiosa, conforme o que o próprio Lucas afirma ao se dirigir ao Teófilo do seu outro livro, o terceiro Evangelho. Finalidade idêntica para destinatário idêntico. Fixa-se como data da composição dos Atos antes do fim da prisão de dois anos que S. Paulo sofreu em Roma, como se evidencia pela conclusão mesma do livro (28,30-31), isto é, nos anos 61-63.


GoNet - PR
Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
8 3
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL

Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 9522094)/DIA
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?81.97
Diversos  Prática Cristã  3780 Os pecados mortais mais comuns24.00
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação15.48
Aulas  Doutrina  1497 Ser comunista é motivo de excomunhão?13.94
Diversos  História  4042 R.R. Soares e Edir Macedo13.84
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?13.31
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino12.13
Diversos  Protestantismo  1652 Desafio aos Evangélicos: 32 Perguntas11.28
Diversos  Prática Cristã  3185 Anticonceptivos são Abortivos?10.98
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia10.80
Diversos  Apologética  3729 Desmascarando Hernandes Dias Lopes9.14
Vídeos  Testemunhos  3708 Terra de Maria8.59
PeR  Escrituras  2389 O Pai Nosso dos Católicos e dos Protestantes8.19
PeR  O Que É?  0565 Lei Natural, o que é? Existe mesmo?7.95
Diversos  Ética e Moral  2832 Consequências médicas da homossexualidade7.85
PeR  Prática Cristã  1122 As 14 estações da Via Sacra7.84
PeR  O Que É?  1372 Eubiose, que é?7.68
PeR  História  2571 Via Sacra, qual a origem e o significado?7.64
PeR  Filosofia  0085 De Onde Viemos? Onde Estamos? Para Onde Vamos?7.46
PeR  Testemunhos  0450 Eu Fui Testemunha de Jeová6.92
Diversos  Testemunhos  3465 Ex-pastor conta como fazia para converter católicos6.58
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo6.52
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista6.50
PeR  Ciência e Fé  0558 Coma Reversível e Coma Irreversível6.24
Aquelas bem-aventuradas virgens, que se consagraram a Jesus Cristo, podem estar certas de que não encontrarão, nem no céu nem na terra, um esposo tão belo, tão nobre, tão rico, tão amável como Aquele que lhes foi dado, Jesus Cristo.
Sto. Inácio de Antioquia (35-110)

Católicos Online