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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 525 – março 2006

Tendencioso:

 

"COMO JESUS SE TORNOU DEUS"

(Revista GALILEU)

 

Em síntese: O autor da reportagem julga que Jesus só foi reconhecido como Deus no século IV, por ocasião do Concílio de Nicéia I (325), Concílio manipulado pelo Imperador Constantino em vista de interesses políticos. - A tese é refutada pela apresentação de textos dos Evangelhos sinóticos que professam a Divindade de Jesus ao contrário do que pensa o repórter, ao lado dos restantes livros do Novo Testamento. O Concílio de Nicéia I se voltou para a procura de uma fórmula que professasse a Divindade de Jesus sem renegar o monoteísmo judeu-cristão. Tal foi a fórmula: "Deus de Deus... gerado, não feito, consubstancial ao Pai".

*   *   *

A revista GALILEU de dezembro 2005, pp. 28-37 publicou uma reportagem de Paulo Nogueira intitulada "Como Jesus se tornou Deus", reportagem segundo a qual Jesus, tido como mero profeta, foi proclamado Deus no século IV pelo Concílio de Nicéia I (325) manipulado pelo Imperador Constantino, que visava a interesses políticos.

Nas páginas que se seguem, será exposto mais detidamente o conteúdo do artigo, ao qual se acrescentará a devida refutação.

 

1. O conteúdo do artigo

Paulo Nogueira fundamenta suas afirmações em obras e declarações de autores não católicos - o que revela certa tendenciosidade ou preconceito.

Uma das fontes citadas é a obra da Professora Eliane Pagels, judia, da Universidade Princeton, especializada em Cristianismo primitivo e autora de "O Evangelho Desconhecido de Tomé". - Afirma esta escritora que Marcos, Mateus e Lucas consideravam Jesus um mero ser humano dotado de missão especial: "Eles o vêem como um messias, ou como um rei enviado por Deus. Mas o rei Davi foi também chamado Messias. Só as cartas de Paulo e o evangelho de João é que falam diretamente sobre a Divindade de Jesus".

Pois bem: esse homem carismático terá sido elevado à categoria de Deus pelo Concílio de Nicéia I (325), rejeitando o arianismo. Na verdade, em 312 o presbítero Ario de Alexandria começou a pregar que o Logos (Verbo) de Deus era a primeira e mais perfeita criatura, à qual se poderia atribuir o título de "Deus" por extensão. Esta tese se propagou e dividiu a população cristã do Império.

"Uma divisão na Igreja era tudo o que o Imperador Constantino não queria. Ao contrário, seu objetivo era restaurar os dias de paz e grandeza do Império, que se ressentia dos momentos difíceis do século anterior... Constantino queria transformar o Cristianismo numa ideologia oficial, capaz de trazer unidade a um Império marcado pelo medo da dissolução e pelas diferenças regionais, especialmente entre a parte ocidental, que falava latim, e a oriental, que falava grego.

Convocou em 325 um concílio de bispos na cidade de Nicéia, ao qual presidiu pessoalmente. Os bispos aprovaram uma fórmula conhecida como Credo de Nicéia, e que afirmava explicitamente que Jesus é Deus e com o Pai compartilhava a mesma essência" (pp. 33s).

 

QUE DIZER?

Distinguiremos duas etapas em nossa resposta: 1) o testemunho dos Evangelhos Sinóticos (Mt, Mc e Lc) no contexto do Novo Testamento, e 2) a história até o século IV.

 

1. O testemunho dos Sinóticos

1.1. O Evangelho de Mateus

Em Mateus encontram-se fórmulas que põem em nítido relevo a Divindade de Cristo.

Assim Mt 11, 25-27 (com paralelo em Lc 10, 21s): "Pôs-se Jesus a dizer: 'Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho se não o Pai, e ninguém conhece o Pai se não o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". Este texto professa a igualdade entre o Pai e o Filho, de modo que somente o Pai pode conhecer o mistério do Filho e somente o Filho pode conhecer o Pai.

Em Mt 28, 19 Jesus manda batizar "em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo". - Eis uma fórmula de fé na Santíssima Trindade, que coloca no mesmo plano as três Pessoas Divinas. É por causa disto que Jesus pode perdoar os pecados, como só Deus o pode fazer (Mt 9, 8). Os fariseus queriam saber qual a razão dessa autoridade (Mt 21, 33); é a identidade com a própria Divindade.

Em Mt 16, 16 Pedro confessa: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", como também os discípulos, após o caminhar de Jesus sobre as águas, se prostraram e exclamaram: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!" (Mt 14, 33).

Em Mt 26, 65 o Sumo Sacerdote interpela: "Eu te conjuro pelo Deus vivo: dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus". Tratava-se de um desafio, pois pedia um juramento; Jesus respondeu tranqüilamente: "Tu o disseste".

Por isto também, segundo Mateus, Jesus utiliza o título "Pai (celeste)" mais freqüentemente do que segundo Marcos e Lucas. Somente em Mateus Jesus diz "Meu Pai que está nos céus" (Mt 7, 21; 12, 50) e o diz em sentido singular explicitado em Jo 20, 17: "Subo a meu Pai e a vosso Pai".

Em Mt 13, 55, Jesus é tido como "o Filho do carpinteiro". Mas o evangelista mostra que São José não teve parte na conceição de Jesus: "Antes que coabitassem, Maria foi encontrada grávida pelo Espírito Santo"; "o que nela foi gerado, vinha do Espírito Santo" (cf. Mt 1, 18-20).

 

1.2. O Evangelho de Lucas

O título "Filho de Deus" aparece especialmente em Lc 1-2, ou seja, no dito "Evangelho da infância". Assim, por exemplo,

- ao passo que João "será grande aos olhos do Senhor" (Lc 1, 15), Jesus "será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1, 32);

- em Lc 1, 35 o anjo declara: "Será Santo e será Filho de Deus".

Essa eminência do menino é ilustrada por outras predições do mensageiro: "Ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim" (Lc 1, 33);

- em Lc 2, 49, Jesus responde a sua Mãe que, aflita, o procurava no Templo: "Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na Casa de meu Pai?". Estes dizeres revelam o mistério da Encarnação e hão de ser entendidos no sentido da teologia de S. Paulo (do qual Lucas era discípulo).

No decorrer de sua vida pública, Jesus profere o famoso "júbilo messiânico", texto ocorrente também em Mt 11, 25-27 e Lc 10, 21s. Lucas refere que "Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: ... Tudo me foi entregue por meu Pai e ninguém conhece quem é o Filho se não o Pai, e quem é o Pai se não o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar'". A menção do impulso do Espírito Santo torna as palavras de Jesus ainda mais solenes em Lc. Ele quer dizer que está acima dos homens e que as suas relações com Deus são as de Filho a Pai e vice-versa.

Por último registramos Lc 22, 70s: os membros do tribunal judaico perguntam: "Por conseguinte, Tu és o Filho de Deus?"; ao que Jesus responde: "Vós dizeis que eu o sou". Os adversários compreenderam o sentido transcendental desta resposta, pois foi o motivo decisivo para que o condenassem à morte.

Em conclusão, verifica-se que, embora fiel à tradição sinótica, Lucas deixa transparecer, no decurso do seu Evangelho, o mistério do Deus feito homem.

 

1.3. O Evangelho de Marcos

A atribuição do título "Filho de Deus" a Jesus não é estranha a São Marcos.

Mc 1,1: "Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus". Exprime-se assim a fé do evangelista e dos primeiros cristãos. O título "Filho de Deus" no caso não é mero ornamento, mas exprime o ser íntimo de Jesus como o compreendia São Paulo em Cl e Ef.

Em Mc 3, 11; 5, 7 os demônios expulsos dos possessos proclamam Jesus como Filho de Deus. Esta confissão deve exprimir uma fé vaga e imprecisa.

Em Mc 1, 10; 9, 7 o Pai no Batismo e na Transfiguração aponta Jesus como "seu Filho amado".

Em Mc 14, 61s Jesus responde ao Sumo Sacerdote que lhe pergunta se é "o Messias, o Filho de Deus bendito". A resposta de Jesus é afirmativa; por ela Jesus revela plenamente o seu mistério após tomar as cautelas devidas para não ser entendido como chefe revolucionário político.

Em Mc 15, 39 é o centurião romano quem, impressionado pela fortaleza de ânimo de Jesus, confessa: "Verdadeiramente esse homem era Filho de Deus". O centurião, pagão como era, não deve ter percebido todo o alcance de suas palavras, mas, como quer que seja, o Evangelho de Marcos se encerra com a profissão de fé de um pagão correspondente à profissão de fé dos cristãos colocada no título do Evangelho.

Este concerto de vozes que proclamam o Filho de Deus em Mc; é confirmado por sinais ou milagres realizados pelo próprio Jesus.

São Marcos, como bom semita que era, não fala da essência divina de Jesus em termos especulativos; isto seria pouco familiar aos semitas. Mas ele tenciona dizer que Jesus era Deus mostrando que Jesus fazia coisas que só Deus pode fazer.

Assim em presença do paralítico Jesus lhe perdoa os pecados - o que escandaliza os circunstantes, pois só Deus pode fazer isso, e, a fim de dissipar o escândalo, Jesus cura o paralítico instantaneamente, manifestando o seu poder divino e o seu ser divino; ver Mc 2, 3-12.

Além deste, Jesus efetua dezenove outros milagres, segundo Marcos, evidenciando o domínio do Mestre sobre a tempestade e as forças da natureza (4, 35-41), sobre as enfermidades (8, 56), sobre a própria morte (5, 21-43).

Assim vê-se que os Sinóticos, por mais sóbrios que sejam, não reduzem Jesus à categoria de mero profeta ou simples rei, como apregoa a Professora Eliane Pagels.

Cabe agora examinar a história do século IV.

 

2. A história até o século IV

Distinguiremos 1) a evolução do pensamento teológico, 2) o papel de Constantino e 3) o sentido da definição dogmática de Nicéia.

 

2.1. A evolução do pensamento teológico

Nos três primeiros séculos os pensadores cristãos procuraram conciliar entre si duas proposições recebidas dos Apóstolos: Jesus é Deus; não obstante não há dois deuses.

As tentativas realizadas em vista da conciliação nem sempre preservaram autenticamente a Divindade de Jesus, mas não prevaleceram sobre a fé em Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem ou o mistério da Encarnação de Deus. Eis alguns testemunhos significativos:

 

S. Inácio de Antioquia (+107 aproximadamente): exalta a Divindade de Jesus, apresentando binômios que conjugam o divino e o humano:

 

"Aguarda Aquele que paira acima dos eventos mesquinhos, o Atemporal,

o Invisível, que por nossa causa se fez visível, o Impalpável,

o Impassível, que por nós se fez passível" (A S. Policarpo 3, 2).

Ou ainda:

 

Um é o médico

na carne                        e          no espírito

gerado (genetós)            e          não criado (agénetos)

aparecendo na carne                  como Deus

na morte                                   vida verdadeira

tanto de Maria                           como de Deus

antes passível                           agora impassível

            Jesus Cristo Senhor nosso”.

(Aos Efésios 7,2)

 

Santo Ireneu (+202 aproximadamente) enfatiza a idéia da Encarnação: em Jesus apareceu Deus feito homem:

"Jesus Cristo nosso Senhor, por causa de seu amor superabundante, se fez o que nós somos, para fazer de nós o que Ele próprio é" (Contra as Heresias Livro V, prólogo).

"O Verbo de Deus se fez homem, para que o homem receba a filiação divina... Pois, como poderíamos participar da eternidade e imortalidade, se, antes, não se tivesse feito como nós o Eterno e Imortal, de modo que nossa corruptibilidade fosse absorvida por sua incorruptibilidade, e nossa mortalidade por sua imortalidade?" (ib. Ill 19, 1).

Tertuliano (+220 aproximadamente) não é menos explícito. Vê em Cristo duplicem statum ou um duplo estado, ou seja, duas naturezas bem distintas uma da outra (a Divina e a humana), mas unidas entre si de tal modo que Jesus é um só eu, um só sujeito, uma só pessoa (divina). A dualidade de naturezas e a unidade de pessoa é assim formulada:

"Vemos este duplo estado, não confundido, mas reunido numa só Pessoa, Jesus, Deus e homem... E a tal ponto fica salvaguardada a peculiaridade de uma e outra substância que nele o Espírito realizou as suas operações, isto é, os seus milagres, as suas obras e os seus sinais, e a carne experimentou as suas paixões, a fome com o demônio, a sede com a Samaritana, as lágrimas por causa de Lázaro e a angústia até a morte e finalmente a própria morte" (Contra Praxéias 27, 11).

Vê-se que, para Tertuliano, a realidade única de Cristo não exclui, mas implica, uma duplicidade de componentes, reunidos, mas não confundidos; esta duplicidade pertence a uma única pessoa, a do Verbo.

Temos aqui a antecipação da fórmula definitiva do Concílio de Calcedônia (451).

Como se vê, a Divindade de Cristo era afirmada. Restava, porém, conciliá-la com o monoteísmo.

 

2.2. O papel de Constantino

O Imperador Constantino (306-337) tornou-se benemérito por haver dado a paz aos cristãos mediante o edito de Milão em 313. Passou por uma evolução religiosa notável. Vagamente monoteísta, quando começou a governar, reconheceu no Cristianismo um fator que lhe asseguraria êxito político; daí o apoio que em seus primeiros tempos de governo outorgou à Igreja. Aos poucos, porém, Constantino foi assimilando a própria mensagem do Evangelho, de modo que não pode ser tido como "hipócrita beato". Em 315, por exemplo, declarava: "Dedico pleno respeito à regular e legítima Igreja Católica", e vinte anos mais tarde: "Professo a mais santa das religiões... Ninguém pode negar que sou um fiel servidor de Deus" (ver Daniel-Rops, L'Eglise des Apotres et des Martyrs. Paris 1948, p. 495).

Constantino acreditava ter recebido uma missão especial de Deus para harmonizar o Estado e a Igreja. Dizia ser o epískopos (vigilante) de fora; assim, por exemplo, falou a Bispos reunidos num Concílio regional: "Vós sois epískopoi (= bispos) daqueles que estão dentro da Igreja; eu, porém, fui constituído por Deus epískopos (= vigilante) daqueles que estão fora da Igreja". Com tais palavras Constantino queria afirmar que se considerava encarregado das populações ainda não cristãs, às quais deveria levar o Evangelho; mas, através desse encargo, o Imperador se julgava habilitado a orientar até mesmo as controvérsias teológicas, nas quais interveio mais de uma vez.

Deve-se ainda observar que o envolvimento dos Imperadores na ordem interna da Igreja não deturpou a estrutura e a doutrina do Cristianismo. A mensagem do Evangelho foi, através de tais vicissitudes, vivida pelo povo de Deus de modo a poder transmitir-se íntegra às gerações subseqüentes. O fato de terem cooperado entre si a Igreja e o Império não é um mal em si; não há por que rejeitar de antemão o bom entendimento entre aquela e este, a menos que se professe um maniqueísmo (dualismo) sócio-político. Se um Imperador se diz católico e nada prova que não é sincero, a Igreja tem o direito e o dever de contar com ele como um filho seu, a quem compete proclamar o Evangelho.

 

2.3. A definição de Nicéia

Rejeitando o monarquianismo dinamista e modalista que negava a identidade divina do Filho, a Igreja afirmava sua fé em Cristo, Pessoa Divina e distinta do Pai. Todavia não estava explicada a maneira como se relacionam entre si o Filho e o Pai. No século IV muitos admitiram a Divindade do Filho, subordinando-o, porém, ao Pai; donde resultou a tese do subordinacionismo, que teve em Ário de Alexandria o seu principal arauto.

O presbítero Ário de Alexandria afirmava que o Filho é criatura do Pai, a primeira e a mais digna de todas, destinada a ser instrumento para a criação de outros seres. Em virtude da sua perfeição, o Filho ou Logos poderia ser chamado "Filho de Deus", como reza a tradição.

O Bispo Alexandre de Alexandria reuniu um Sínodo local, contando cerca de cem Bispos, que condenaram a doutrina de Ário e dos seus seguidores em 318. A decisão foi comunicada a outros Bispos, inclusive ao Papa S. Silvestre.

Ário, porém, conseguiu novos defensores para a sua causa - o que tornou mais árdua a controvérsia. Diante dos fatos, o Imperador Constantino, que em 324 vencera Licínio, tornando-se único senhor do Império, resolveu intervir: tinha como assessor teológico o santo Bispo Ósio de Córdoba (Espanha), que Constantino enviou a Alexandria para aproximar Ário do Bispo Alexandre; a missão, porém, fracassou. Então Constantino resolveu convocar um Concílio ecumênico para Nicéia na Ásia Menor em 325, ao qual compareceram cerca de 300 Bispos, provenientes de todas as partes do mundo cristão; o Papa Silvestre, de idade avançada, mandou dois presbíteros seus representantes. As discussões foram longas e agitadas. Por fim, os padres conciliares redigiram o Símbolo de Fé de Nicéia, que afirmava ser o Filho "Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, consubstancial (homoousios) ao Pai; por Ele foram feitas todas as coisas".

A palavra homoousios torna-se, de então por diante, a senha da reta doutrina. Significava que o Filho é da mesma natureza (- Divindade) que o Pai; não saiu do nada como as criaturas, mas desde toda a eternidade foi gerado sem dividir a natureza divina.

O Imperador Constantino tomou aos seus cuidados a defesa do Concílio de Nicéia. Exilou Ário e quatro Bispos que não queriam aceitar, na íntegra, a definição do Concílio. Condenou às chamas os escritos de Ário; seria punido quem os guardasse às ocultas.

Vê-se, pois, que o Concílio definiu haver uma só Divindade ou uma só natureza divina, que subsiste de três maneiras: como Pai, como Filho e como Espírito Santo. Encontrou assim a fórmula que conciliava a Divindade de Jesus (professada pelo Novo Testamento e pela Tradição) com o estrito monoteísmo bíblico. Jesus não "se tornou" Deus no século IV.

 

Dom Estêvão Bettencourt


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